<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226</id><updated>2012-01-29T08:35:01.201+01:00</updated><category term='batismo'/><category term='familia'/><category term='Inglaterra'/><category term='amigos'/><category term='escola'/><category term='futilidade'/><category term='Londres'/><category term='realizacao'/><category term='vida alheia'/><category term='dirigir na autoban'/><category term='contos'/><category term='ritual'/><category term='falando mal'/><category term='amor'/><category term='relacionamentos'/><category term='cotidiano'/><category term='calvin'/><category term='amigas'/><category term='meu blog'/><category term='objetivos'/><category term='versinhos'/><category term='minha vida'/><category term='descrição'/><category term='ateia'/><category term='tempo'/><category term='comida'/><category term='tatuagem'/><category term='padre'/><category term='filosofia'/><category term='consumismo'/><category term='odeio'/><category term='beleza'/><category term='fetiche'/><category term='sapatos'/><category term='filmes'/><category term='decoracao'/><category term='trabalho'/><category term='Luxemburgo'/><category term='futuro'/><title type='text'>Da Arte de Falar Mal</title><subtitle type='html'>Como já dizia Carlos Heitor Cony, falar mal é uma arte. Falar mal das coisas, de si e, claro, dos outros. Este blog é sobre  tudo o que eu vejo - ou não - ao meu redor. É aqui que vou falar mal do que tiver vontade. E ponto.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-7149236082162995591</id><published>2012-01-29T02:19:00.006+01:00</published><updated>2012-01-29T02:34:57.286+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><title type='text'>Piercing</title><content type='html'>Hoje fiz um piercing na orelha. Depois de tanto tempo, talvez ate fora do tempo, o fiz. Como ja disse antes, pode ser a minha &lt;a href="http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/crise-da-meia-idade.html"&gt;crise da meia idade&lt;/a&gt;. Calculo que com ele ganhei uns dois anos de juventude. Ou mais, otimisticamente pensando. Talvez seja o fato de que meu aniversario se aproxima, e nesta data irei mudar de grupo demografico. Segundo o IBGE, saio da turma dos adultos jovens para os adultos adultos. Segundo alguma fonte inglesa, na verdade entrarei mesmo e' na meia idade. É foda. FO-DA. Preciso de artificios como piercings auriculares para nao entrar em depressao. Triste.... Se nao fosse meio comico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fiz o piercing por outro motivo. Nao foi so para tentar parecer cool - coisa que nao sou, e alem do mais o que e' um piercizinho de orelha, né, nao e' cool e nem rebelde, mas eu nao acho quase nada cool mesmo. Fiz o piercing como quem se escreve um lembrete. Um lembrete bem visivel, literalmente na minha cara. Quero me lembrar de 2011, quando decidi que tinha que me furar justamente para o furo ser um lembrete. Nao vou lembrar de 2011 como o melhor ano da minha vida - porque nao foi mesmo, ainda mais depois do que esta acontecendo com meu irmao nada pode ser bom - mas como um ano onde descobri coisas importantes sobre quem eu sou, quem eu quero ser, quem eu quis ser, quem eu posso ser, e o quanto e' importante que eu nao me esqueca disso. Para o meu proprio bem. Quero lembrar do verao de tantas pessoas e tantas paisagens. Quero recordar as ideias que tive e a vontade de escreve-las. Quero sempre reconhecer que certas sabedorias que adquiri aos vinte anos ainda sao bem validas hoje. O ano passado me fez ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer nonsense isso tudo o que eu estou dizendo. O ponto e' que senti vontade de marcar na carne alguma transformacao que ainda estou elaborando. Preciso sempre me lembrar disso tudo, desesperadamente preciso me lembrar. Preciso de marcas como se elas fossem as marcas do caminho, do caminho certo a se seguir. Meu caminho cheio de opcoes, e escolhas, e dobras, e ruas, e bifurcacoes e atalhos, e erros..... um caminho que e' um labirinto cheio de interseccoes desenhadas pelos outros mas escolhidass e caminhadas por mim. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, acho que divago. Quanto significado atribuido a um simples pedacinho de metal furando a minha carne....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-7149236082162995591?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/7149236082162995591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/hoje-fiz-um-piercing-na-orelha.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7149236082162995591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7149236082162995591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/hoje-fiz-um-piercing-na-orelha.html' title='Piercing'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4934551532915395297</id><published>2012-01-25T21:47:00.006+01:00</published><updated>2012-01-29T02:41:47.575+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Londres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>New job</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rOBJXiJzY1M/TyBwhbEuwUI/AAAAAAAAAHQ/4z7hZqdXmxc/s1600/mirrors.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rOBJXiJzY1M/TyBwhbEuwUI/AAAAAAAAAHQ/4z7hZqdXmxc/s320/mirrors.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701680847756640578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então, o trabalho novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Algumas coisas são bem parecidas com o antigo. Outras bem diferentes. Algumas piores, outras melhores. Enfim, diferenças...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma coisa que já percebi: acho que meu chefe é meio louco. Ele é um iraniano/alemão dos mais estressadinhos. Mas aparentemente deixa as pessoas bem livres para trabalhar, o que é bom. Depois daquele turco louco de pedra, e do espanhol bem louco também, acho que estou escolada o suficiente para aguentar um iraniano agitado e invocado. A ver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Senti muitas saudades de Londres. Eu gostava de lá, e Luxembourg ain’t London, sabe assim... Um dia acho que a gente ainda volta para lá. Lux continua sendo muito irreal para eu conseguir ve-la como meu futuro de longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que é melhor... Bem, para começar os trabalhos que tenho que fazer. Basicamente são estudos de mercado, de economia, de várias coisas. Eu gosto muito de trabalhar com isso, não é nada operacional, é analítico, envolve pesquisar, pensar, escrever... Muito bom. Tem vários acadêmicos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;trabalhando ali, o que eu acho bacana. Veremos se a promessa se sustenta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outra coisa boa é que o escritório fica a 15 minutos da minha casa de porta a porta, com o ônibus. É quase irreal. Melhor que isso só o meu primeiro emprego em SP, quando levava oito minutos de carro, da minha casinha até a minha baia. &lt;/span&gt;Afinal, Luxemburgo tem que ter ALGUMA vantagem, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O ambiente parece bacana, predominantemente francófono. Vai ser bom para aprender, mas ali todas as pessoas falam o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;inglês, então precisar de francês mesmo não precisa.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outra coisa diferente é a dinâmica. A empresa é bem mais tradicional do que em Londres (apesar de serem empresas bastante equivalentes em tamanho, mercado, serviços oferecidos, etc.). As pessoas levam mais tempo para serem promovidas. Ser gerente é um “big deal” ali, enquanto que no UK você pode ser gerente em quatro anos, com vinte e poucos anos. Aqui tudo é menos dinâmico, mais hierárquico, mais estável, mais averso a riscos. Não creio que goste disso. Essa foi a minha primeira impressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pesando tudo, está sendo um bom começo. Voltei para o mundo PCzão, de excel, de se comportar, de pessoas vestidas de preto, de formalidade, de rotina, regras, horários, de trabalhar, enfim... Bom? Acho que sim, até semana que vem, pelo menos &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"  style="font-family:Wingdings;mso-ascii-font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-hansi-font-family:Cambria;mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-char-type:symbol;mso-symbol-font-family:Wingdings;"&gt;&lt;span style="mso-char-type: symbol;mso-symbol-font-family:Wingdings;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não sei se vou conseguir continuar escrevendo, mas quero tentar. Acho que aqui é possível ainda ter meus hobbies. Vamos ver... Fora isso tem um monte de outras coisas acontecendo, mas isso é história para outro dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4934551532915395297?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4934551532915395297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/new-job.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4934551532915395297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4934551532915395297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/new-job.html' title='New job'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rOBJXiJzY1M/TyBwhbEuwUI/AAAAAAAAAHQ/4z7hZqdXmxc/s72-c/mirrors.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4551670247986441130</id><published>2012-01-23T23:16:00.002+01:00</published><updated>2012-01-23T23:57:03.425+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sapatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidade'/><title type='text'>Sapatos malvadinhos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Amo sapatos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quanto mais exóticos, melhor. Se forem vermelhos, nem falar. E se forem de verniz, então, ganharam meu coração para toda a eternidade. Com eles me sinto uma mulher de verdade. Mulher com M maiúsculo e outras partes maiúsculas também: a Confiança, o Charme, a Classe...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sei que é futilidade, mas ai ai.... um belo par de sapatos de salto deixa qualquer mulher maravilhosa. Sei lá...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vários dos meus sapatos são impossíveis de andar. São chocantes. E irresistíveis. Só posso coloca-los nos pés se souber que não vou caminhar mais do que da porta do carro até a porta do lugar, e com eles permanecerei sentada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sapatos assim são para serem usados à noite, não sei por que – ou talvez saiba: com eles irei sim me deitar, e jamais caminhar....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Já me torturei muito por causa de sapatos. Eles apertam, doem, dão bolhas, dão joanetes. É um prazer meio S&amp;amp;M. Uma coisa muito fetiche mesmo. E olha que tento evitar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Implico comigo: a época áurea dos sapatos impossíveis ficou para trás; hoje em dia, na minha idade, não aguento mais os sapatinhos de antes. Mas rio, com gosto. É claro que aguento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tem gente que me repreende sempre. Não entendem como eu nunca compro sapatos “normais”. São todos coloridos. São todos de saltos imensos, e impossíveis de andar. Para alguns, são a verdadeira antítese do sapato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas o que eu posso fazer? Me conformar com esses objetos disformes, em não-cores como preto, ou, horror dos horrores, marrom? Sapatos de nobuk? De couro falso? Vindos da China? Feitos com o conforto em mente? Sapatos que respiram na sola? Não, por favor, mil vezes não!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Já chega a chatice da vida normal, já chega a feiura nas ruas. Nos pés vou ficar louca. A louca dos pés. Eu mesma, muito prazer. E se sou feliz assim, calçada para sofrer – e fazer sofrer – o que tem de mal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sapatos, meus amores malvadinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dOU-ezqVoA0/Tx3cMjsJAGI/AAAAAAAAAG8/yDMKFoxN9To/s1600/IMG_1444.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://2.bp.blogspot.com/-dOU-ezqVoA0/Tx3cMjsJAGI/AAAAAAAAAG8/yDMKFoxN9To/s320/IMG_1444.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4551670247986441130?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4551670247986441130/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/sapatos-malvadinhos_23.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4551670247986441130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4551670247986441130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/sapatos-malvadinhos_23.html' title='Sapatos malvadinhos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dOU-ezqVoA0/Tx3cMjsJAGI/AAAAAAAAAG8/yDMKFoxN9To/s72-c/IMG_1444.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4365538746061736576</id><published>2012-01-22T16:51:00.002+01:00</published><updated>2012-01-22T16:51:30.339+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Os olhos</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;Eram uns olhos grandes&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Daqueles cujas íris &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não tocavam jamais a base&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E perdidos rodavam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esses olhos flutuantes, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que apareciam e sumiam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Num jogo mudo e distante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De presença e ausência&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-outline-level: 1; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhos que viam sem ver &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que como pássaros prateados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Apenas pousavam nas coisas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sem capturar o que espelhavam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-outline-level: 1; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uns olhos leves e moles&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De quem só se pode desconfiar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Jamais deram a alguém um chão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pois simplesmente boiavam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4365538746061736576?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4365538746061736576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/os-olhos.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4365538746061736576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4365538746061736576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/os-olhos.html' title='Os olhos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4737965716157644829</id><published>2012-01-19T22:24:00.002+01:00</published><updated>2012-01-19T22:34:02.409+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Novas rotinas, novos tempos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Todo dia eu faço tudo tão sempre igual quedá medo. Começo todos os dias com o mesmo sentimento, saudando à revelia o dia quevai crescer e morrer na minha frente com todas as possibilidades já conhecidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Acordo todo dia no mesmo horário, sempre o mesmo processo: o despertador toca as sete horas, eu deixo no soneca trêsvezes. Quando levanto, vou imediatamente ao banheiro. Faço os mesmos movimentosde todos os dias. Tenho os mesmos pensamentos todas essas manhãs. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Após alguns minutos, o ritual da manhã vaise encaixando aos poucos, numa inércia toda própria. Acordar filhos, a preparação de copos de leite, os gritospara apressarem-se, o cansaço estampado nos nossos rostos. O sino da igreja,que toca sempre das sete e cinquenta e sete às oito e três. Tocou o sino, eles tem que ir para fora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E a manhã passa então a se desenrolar,vagarosa, silenciosa, preguiçosa, de acordo com o meu bel prazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas tudo isso agora vai acabar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Depois de um ano e meio vivendo assim,depois desse tempo todo em que o sino da igreja colocava a minha família parafora de casa mas não eu, tudo vai mudar: segunda-feira começo a trabalhar!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nem acredito no tempo que levou e na formacomo me adaptei a esta rotina. A princípio parecia que vivia umas eternasférias; depois, passei a ver minha vida com estranheza, como se ela não mepertencesse; até que, enfim, a rotina passou a ser muito perigosa, já que eu mevi me acostumando, me afeiçoando a ela! O trabalho passou a ser algo a sedesejar somente da boca para fora...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A verdade é que passei a achar uma delíciapoder mandar todo mundo embora para escola, trabalho, e fazer o que quisessedas minhas manhãs. Passei a amar ter a liberdade de planejar o que quisessepara os meus dias. Nesse tempo também pude viajar, ler, escrever, pensar,falar, cozinhar, andar, tomar café como nunca, pois tinha todo o tempo do mundo para isso.Que luxo ser dona do meu tempo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas acabou. Tanto fiz, tanto busquei, quea-ca-bou. E segunda-feira eu volto àquela vida que me pertence, de trabalhadora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Vou fazer algo similar ao que fazia emLondres, numa concorrente da empresa que trabalhava antes. Estou contente eansiosa, mas apreensiva: sei bem (só agora) o que estou perdendo. Mas aindaassim, eu gosto de mudanças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E 2012 começa, com rotina sim, mas umarotina inteiramente nova. Novos tempos. E agora só preciso de um pouco desorte!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4737965716157644829?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4737965716157644829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/novas-rotinas-novos-tempos.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4737965716157644829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4737965716157644829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/novas-rotinas-novos-tempos.html' title='Novas rotinas, novos tempos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1791036362427452172</id><published>2012-01-17T15:26:00.000+01:00</published><updated>2012-01-17T15:27:23.106+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='calvin'/><title type='text'>O irresistível ateu da matemática</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yxHA_kBIii0/TxWE4Z_VsEI/AAAAAAAAAGs/mPjAs_XuYxA/s1600/calvin+maths.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="126" src="http://4.bp.blogspot.com/-yxHA_kBIii0/TxWE4Z_VsEI/AAAAAAAAAGs/mPjAs_XuYxA/s400/calvin+maths.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1791036362427452172?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1791036362427452172/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/irresistivel.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1791036362427452172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1791036362427452172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/irresistivel.html' title='O irresistível ateu da matemática'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yxHA_kBIii0/TxWE4Z_VsEI/AAAAAAAAAGs/mPjAs_XuYxA/s72-c/calvin+maths.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-7400567119463955348</id><published>2012-01-16T23:35:00.001+01:00</published><updated>2012-01-16T23:48:39.033+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Morte no estacionamento</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-outline-level: 1; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Este conto é mórbido. Se você não gosta destetipo de coisa, nem leia.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-outline-level: 1; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Morte no estacionamento&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Durante um período de minha vida, eu trabalhei em um local quedetestava. Fazia um trabalho quadrado, em um prédio quadrado, com pessoascartesianas, indiferentes e quadradas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O prédio ficava em um parque empresarial plantado no meio de umavizinhança&amp;nbsp; erma e pobre, na periferia deuma grande cidade. O ambiente havia sido criado para estabelecer uma ideia demodernidade e eficiência que muitos escritórios buscavam, e com isso atraía otipo de pessoa adequada a estes cenários: trabalhadores estudados, modestosporém ambiciosos, habitantes de áreas próximas ao local, que queriam ascendersocialmente e eram a cada dia assegurados pelo seu entorno de que estavam nocaminho correto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Todo o parque tinha uma atmosfera controlada. Não se viam pessoasandando nos arredores, somente carros. Os gramados bem cuidados ao redor doedifício, as árvores podadas simetricamente em formas retangulares, os narcisosque cresciam pontuais em março e as esculturas de exterior compradas de algumagaleria especializada em arte corporativa, testemunhavam que o lugar falava sério,que existia para que metas fossem atingidas por pessoas eficientes, ajustadas eracionais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Às vezes um vento frio balançava todas aquelas árvores de uma vez sóe produzia um som suave e agradável, mas que às vezes me dava uma ideia deabandono. Ali o tempo passava tão regularmente, perfeitamente sem improvisos oufalha, e aquele som me arrepiava devagarzinho, mostrando o quanto o incerto e odrama estavam longes de lá e como aquela perfeição era um pouco sinistra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu já estava pedindo para descer, há tempos não queria maistrabalhar ali. Não aguentava mais aquela visão de um mundo quadrado, que aospoucos ia sendo impressa em mim, decorrência da convivência com aquelesautômatos anormalmente eficientes e focados. Mas não me deixavam. Era continuarali ou perder o emprego. Achei que estava trabalhando no Hotel Califórnia, eteve gente que se ofendeu com a comparação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um dia, no final de uma tarde tranquila, uma terça-feira,&amp;nbsp; a impassividade do parque foi alterada parasempre: eu fui assassinada no estacionamento do prédio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Andávamos em um época bastante ocupada, cheia de acontecimentos,mudanças, reuniões intermináveis, pessoas entrando e saindo do escritório. Umaleva de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;novos recursos&lt;/i&gt; havia sidocontratada, e muita gente diferente aparecia. Me vi cheia de relatórios emensagens para responder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nesta terça-feira em especial, eu decidi trabalhar até mais tarde:minha família estava em outro lugar, fora da cidade, e eu nada tinha para fazerem casa sozinha. Trabalhava concentrada, quando fui alertada pelo segurança quedeveria sair até às vinte horas, pois&amp;nbsp; asluzes seriam apagadas, as portas trancadas e ninguém poderia ficar lá dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Saí uns dois minutos antes do limite. Desci as escadasvagarosamente, pensando comigo o rol das coisas que havia deixado para amanhã.Carregava meu computador e minha bolsa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Naquela manhã, eu havia saído atrasada de casa. Preparei o café do meufilho e conversamos um pouco sobre a viagem que iria fazer. Meu marido jáestava à espera dele no carro, e demos apenas um beijo apressado de tchau, jáque nos veríamos dali a dois dias. Combinamos de nos falar à noite. Fechei acasa com pressa e fui trabalhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu detestava chegar atrasada: depois das nove horas, o estacionamentolotava e não haviam mais vagas, o que me obrigava a parar em outro prédio. Dirigicom pressa, sendo saudada pelo caminho por dedos médios, mas felizmente nenhuma multa. Tive sorte. Quando cheguei,o porteiro me deixou entrar, com um alerta: só sobravam duas vagas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A parte do estacionamento que ficava a céu aberto era a maior, ecomportava um número razoável de carros. Era também a primeira a encher. Deiduas voltas e não achei nada, então fui para o piso subterrâneo, por um túnelfundo na terra. Estava cheio também. Passei por diversos corredores estreitos epor fim achei a ultima vaga, no canto esquerdo ao final do ultimo corredor.Deixei o carro, andei para o escritório e tive o meu dia ocupado e longo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Saí pela porta principal do prédio e senti o vento e o barulho das árvores.Respirei bem fundo, precisava do ar em movimento, e um suspiro varria mais umdia racional para trás daquela porta. Fui andando para o estacionamento, que distavauns cinquenta metros do prédio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Àquela hora, estava completamente vazio. Nenhum carro estava à vistano pátio, e ri comigo incriminando os tecnocratas que deixavam a caneta cair àsseis em ponto. Segui o caminho até as escadas e desci em direção aoscorredores. Não estava escuro, ainda era hora do lusco-fusco, e eu contava meuspassos de salto e o ouvia o vento e as árvores lá em cima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu estava começando a relaxar, via meu carro já de longe, sozinho nomeio das vagas demarcadas no chão. Só sobrava ele e um outro carro umas oitofilas antes. &amp;nbsp;Comecei a andar um poucomais rápido, para me aquecer, estava tremendo de frio. Queria entrar logo,ligar o ar quente. Nesta hora lembrei de um clichê de filme: a pessoa corria apavoradapara entrar no carro, fugindo de alguém, e a ignição não funcionava. Eu sempreencenava esse personagem quando parava naquele piso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Cheguei no carro. Abri a porta de trás, joguei a mala dentro.Ajeitei uns papéis que estavam caindo da minha bolsa, e os coloquei no banco,embaixo de uma garrafa de água que já estava ali – assim não se espalhariamquando fizesse curvas. Fechei a porta, e neste momento senti uma presença atrásde mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Rolei os olhos com exasperação. Por favor, estava impressionada comas folhas, o estacionamento vazio e o lusco-fusco! Me repreendi por ser tãoimpressionável e infantil. Virei, e vi algo, alguém. Era um homem, que a trêspassos do carro, me olhava sério. Ele olhou nos meus olhos, depois desceu atémeu peito. Não falei nada, somente o olhei de volta, com o coração acelerando eum calor subindo pelo meu rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Continuei muda, e nos olhamos em suspenso por algum tempo, não seiquanto. Meus olhos pareciam secos, com as pupilas dilatadas. Encostei na portae tomei coragem, quis perguntar o que ele queria. Quando abri a boca, ele nãome deu tempo. Levou o indicador aos lábios em sinal de silêncio, e com a outramão me mostrou uma faca, pequena, pontuda, de lamina afiada e um cabo queparecia trabalhado, em vermelho e marrom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Meu coração deu um pulo, e eu fiquei congelada, sem conseguir memexer. Senti a adrenalina me deixar totalmente alerta e com a boca seca, sabiaque se quisesse falar minha voz sairia pastosa. Arregalei os olhos e o vi seaproximando de mim. Chegou tão perto que pude ver o amarelo que era o redor dasua íris, notei o cabelo oleoso e senti o cheiro pungente daquelas roupasescuras. Com nojo e apavorada, grudei ainda mais no carro, e ele num golpesegurou meu pulso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhei muito em seus olhos, até que ele puxou meu braço para frente eme virou, colou minhas costas no seu peito. Parecia um passo de dança. Vi pelocanto do olho o braço dele e depois a mão com a faca subindo em direção a minhagarganta. Foi tudo tão lento, a faca nascendo, parando na altura do meu queixo,como que pedindo para ser apreciada naquele brilho cirúrgico. Passou um tempoem que eu só ouvia a minha respiração, as árvores, a respiração do homem, e euesperei com taquicardia. Então senti o contato daquilo contra a minha pele, e &amp;nbsp;uma pressão estranha, dura, apavorante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu sabia o que estava acontecendo. Com força, ele comprimiu o fio dafaca contra o lado esquerdo do meu pescoço, até que a pele rompeu e eu sentiaquele gelo entrando em mim, senti meu pescoço queimar de frio e aquele ferrofoi se movendo em direção oposta, ainda dentro de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um líquido começou a escorrer pelo meu peito, enquanto eu olhavapara a parede cinza, e o barulho do vento parecia tão mais perto, e o homem eratão silencioso, e as pernas tremeram e desabei no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Caí de costas, e fiquei olhando para o teto da garagem. Quandovirava os olhos bem para cima ainda conseguia ver as pernas do homem, acho queele estava me olhando, mas não consegui mais ver aquele olho amarelo. O sanguecomeçou a sair de mim num fluxo, senti meu cabelo ficar empapado, o meu casacopreto foi ficando molhado, ensopado igual uma esponja e lembrei do jardimquando aprendi a fazer uma roda de cores e depois aprendi que as coresmisturadas viram outras, e o vermelho no preto ia virar cor de beterraba e meucasaco mudou de cor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu comecei a sentir muito frio. Já estava frio, o chão era gelado, euestava molhada. Ia respirando, era bem difícil, o ar não passava,&amp;nbsp; eu puxava e ele tinha tração, ficava preso nofundo da minha boca, e eu olhava para o teto, ia vendo umas bolinhas pretasvoando, igual quando eu ficava de ponta cabeça quando era pequena, eu tentavafazer parada de mão e apostava com os meninos quem conseguia mais tempo, ai euficava de pé bem rápido e zonza olhava aqueles pontinhos pretos rápidos girandona minha frente. Não parecia com drogas, mas era bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tentei falar alguma coisa, minha cabeça falava muito. Tentei falar “ai”,e não saía, fazia forca com a barriga para empurrar a palavra para fora mas nãosaía nada, só o ar estranho que eu não conseguia puxar nem para frente nem paratrás. Aquele ar foi virando uma bola esquisita na minha boca, comecei a sentirum gosto de ferro e uma vontade de gritar Ar! deu vontade de falar tambémpalavras com u, para ver se conseguia engolir a bola de ar. Me concentrei.Tentei respirar de novo. Puxei e devagar um fio de ar passou por mim,fazendo um som sussurrado muito lento. Aquele ar me cortou, doeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhava o teto, todas as falhas no concreto, os veios cinzasdesenhando a tela neutra. Me deu vontade de ver se as pernas ainda estavam ali,e não estavam mais. Tentei buscar ao redor, procurar alguém – me veio umalucidez – mas só conseguia continuar a olhar para o teto, e o teto do carro, ea quina da parede, e continuava a fazer uma força desesperadora para passar oar, e tinha frio, nojo daquela molhaceira, pensava que aquilo estava uma zona,como é que ia limpar tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;As bolinhas pretas foram ficando mais rápidas e maiores e eu comeceia me desenhar deitada ali, me via toda de preto com aquele casaco, os sapatosverdes de salto e meu peito que subia e descia, em vão. Lembrei da minha mãe, depoisdo meu bebe, tão macio, ele que me abraçava e me beijava com aquela boquinhaúmida e clarinha. Pensei no quanto era bom ficar toda molhada de suor trepando nocalor e lembrei das coisas do meu quarto, daquela caixinha com a menina emcima, e pensei naquelas pernas, naquela pupila preta contra aquele fundoamarelo, e a pupila foi ficando grande, foram tantas pupilas, enormes, dançandona minha frente por horas e crescendo milimetricamente, até que eu não vi maisnada, as bolas ficaram gigantes e ficou tudo chumbo e a bola de ar queimou a minha garganta igual geloseco, e eu morri de frio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-7400567119463955348?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/7400567119463955348/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/morte-no-estacionamento.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7400567119463955348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7400567119463955348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/morte-no-estacionamento.html' title='Morte no estacionamento'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1168136106076422521</id><published>2012-01-12T16:43:00.005+01:00</published><updated>2012-01-12T16:55:25.245+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Como viver?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-I-5lUJAIEwg/Tw8BOuOQ8iI/AAAAAAAAAGg/Iilpkif7uz4/s1600/time-h-koppdelaney.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-I-5lUJAIEwg/Tw8BOuOQ8iI/AAAAAAAAAGg/Iilpkif7uz4/s320/time-h-koppdelaney.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696773406084624930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente me pergunto e tento descobrir como. Às vezes vou vivendo meio sem pensar, meio por reflexo. Nem sempre, porém. Resolvi então experimentar uma coisa diferente: nadar em um rio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rio europeu, bem gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vantagens dos rios europeus é que eles não tem todos aqueles bichos que tem nos rios tropicais. Para alguém cheia de fobias, é mesmo uma vantagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que fazer isso? Bem, pra me sentir vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como é que uma pessoa vive? Existe receita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa encontra a sua maneira de viver. Tem gente que vive tudo intensamente, esgotando os momentos até as últimas gotas. Outros prendem-se na religião como guia para tudo e consolo para os infortúnios. Outras pessoas só querem saber de saber mais e mais. Alguns querem somente diversão, ou poder, ou sucesso. Certos adotam o princípio de que deve-se ser sempre positivo, nunca se deve olhar para o seu lado negro, custe o que custar, (não) doa o que (não) doer. Algumas pessoas vivem na superficialidade da zona de conforto.  Tem gente que se afunda no trabalho. Tem gente que não pensa, e vai com a maré. Já outros guiam-se sempre por princípios para viver. Tem gente que só sobrevive, respira e come e dorme e no dia seguinte tudo de novo. Sei lá, existem milhões de formas de viver. Acho que são sempre maneiras válidas de lidar com a angústia, o medo, a solidão, as coisas básicas da vida. Pois a vida é isso, acima de qualquer prazer. Infelizmente é assim. Por mais que tentemos mascarar, ignorar ou negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe se isso é  chato. Pode ser que o que eu escreva seja “baixo-astral”, mas estou tentando buscar uma forma de viver, a minha forma de viver. E para isso é inevitável encarar o meu lado escondido e negro, que alguns dias me devora por completo... E faço isso no papel, para não ter que fazer na minha vida real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não defini como eu vivo, nem sei se um dia vou conseguir fazer. Tenho meus hábitos, as coisas que eu gosto, algumas ideias, mas tudo muda tanto e todos os dias.... E hoje penso tanto nisso. Meu irmão menor está muito muito doente, não sabemos se ele vai conseguir superar esse crime, essa injustiça que está acontecendo com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com isso, eu aprendo mais uma coisa: temos que viver da melhor maneira possível. Pois a vida é uma só e pode acabar a qualquer hora... E depois, o que vem? Nada, nada, desligaram a luz. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então essa é uma lição que eu levo para aplicar nesse ano: aprender a viver, achar o meu jeito certo de viver, a minha filosofia de vida. A vida é tão curta, que isso é absolutamente necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao rio... Saí da cidade, e cheguei até ele em meia hora. Estava com meu maiô por baixo da roupa, estacionei, fui andando devagar até a margem. O dia estava cinza e feio mas ameno, não tão frio, dez graus. Olhei bastante para o rio, era pequeno, mas nem tanto. Um rio conhecido aqui na região que eu moro. Avaliei minhas chances de me afogar ou algo desagradável (sei lá, um bicho) acontecer. Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei a roupa e devagar entrei no rio. O solo era lamacento, meus pés afundavam e eu fiquei morrendo de nojo. A correnteza era fraca. Não tinha ninguém por perto, nenhuma testemunha para me chamar de estranha ou idiota. Mergulhei, até o último fio de cabelo. Que frio! Muito frio, a água estava muito gelada! Ainda abri os olhos, e vi tudo turvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o gelo veio uma corrente elétrica, e uma vontade de rir. Que loucura, que ato mais banal, e ao mesmo tempo tão fantástico! Sim, minhas alegrias e ousadias são assim, pequenas e únicas. E secretas. Saí do rio, tremendo, corri para pegar uma toalha e me secar. Senti meu coração batendo e meu sangue. Voltei para casa, e não contei isso para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz isso porque eu posso. Porque estou viva. Porque consigo. Talvez eu tenha simplesmente que viver assim: porque estou viva, porque posso, e sou livre para fazer o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1168136106076422521?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1168136106076422521/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/como-viver.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1168136106076422521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1168136106076422521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/como-viver.html' title='Como viver?'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-I-5lUJAIEwg/Tw8BOuOQ8iI/AAAAAAAAAGg/Iilpkif7uz4/s72-c/time-h-koppdelaney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2789144082377910609</id><published>2012-01-10T22:57:00.005+01:00</published><updated>2012-01-10T23:12:20.491+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Poema do horror</title><content type='html'>Um caranguejo&lt;br /&gt;Andando errado&lt;br /&gt;Eu cavo toca&lt;br /&gt;Te roubo tudo&lt;br /&gt;E eu te desligo&lt;br /&gt;Bem devagar&lt;br /&gt;Com tempo e erro&lt;br /&gt;Eu faço arar&lt;br /&gt;Roubei uns anos&lt;br /&gt;De juventude&lt;br /&gt;E junto ali&lt;br /&gt;O seu ouvido&lt;br /&gt;Depois crescido&lt;br /&gt;Andando errado&lt;br /&gt;Quis sua festa&lt;br /&gt;De trinta anos&lt;br /&gt;Que com seu peso&lt;br /&gt;Me nutriu bem&lt;br /&gt;Me fez matéria&lt;br /&gt;E me blindou&lt;br /&gt;Como entocado&lt;br /&gt;Tirei sua cara&lt;br /&gt;Peguei sorriso&lt;br /&gt;E quis um olho&lt;br /&gt;Claro&lt;br /&gt;Mas como é pouco&lt;br /&gt;E eu errado&lt;br /&gt;Pincei um bocado&lt;br /&gt;Da sua face&lt;br /&gt;Bem grande&lt;br /&gt;Que é pra mostrar&lt;br /&gt;Pouco a pouco&lt;br /&gt;Andando errado&lt;br /&gt;Hoje eu já quero&lt;br /&gt;A sua fala&lt;br /&gt;E em tua língua&lt;br /&gt;Eu cavo um pouco&lt;br /&gt;Mas junto ali&lt;br /&gt;Tem outra coisa&lt;br /&gt;Você não deve &lt;br /&gt;Mais comer&lt;br /&gt;Mas faz assim&lt;br /&gt;Pōe um canudo&lt;br /&gt;No seu nariz&lt;br /&gt;Eu autorizo&lt;br /&gt;Minha toca é tunel&lt;br /&gt;Bulbos e bolas &lt;br /&gt;Eu quero ver&lt;br /&gt;O que era pouco&lt;br /&gt;Há pouco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2789144082377910609?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2789144082377910609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/o-horror.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2789144082377910609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2789144082377910609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/o-horror.html' title='Poema do horror'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-928522710691984027</id><published>2012-01-09T10:00:00.013+01:00</published><updated>2012-01-09T10:27:43.481+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fetiche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><title type='text'>Uma brincadeira perturbadora</title><content type='html'>Não sei nem como começar a expressar e descrever o que aconteceu comigo na última sexta feira antes de viajar ao Brasil. Foi algo tão surpreendente - e PERTURBADOR-  que até hoje meus pensamentos estão um pouco confusos. O que fiz foi enterrar tudo na lembrança, mas às vezes me pego rindo, de incredulidade, e vejo as cenas que vivi como flashes na memória. Foi uma situação completamente surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar. Mas primeiro preciso contextualizar. Devo começar do começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos um ano, conheci uma húngara em Lux, a K., e ficamos bastante amigas. Ela tem a mesma idade que eu, uma filhinha da idade da minha, e somos parecidas em um monte de coisas. K., é legal, gentil, doce, culta e meio hippie. Nos encontramos sempre, às vezes com as filhas, às vezes sozinhas, e fazemos coisas normais de amigas. Com o tempo, ficamos bastante próximas. K. está grávida de oito meses da segunda filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. é casada há uns três anos com o A., um diplomata belga. Ele é quatro ou cinco anos mais velho que nós e é um galanteador desajeitado e formal, mas simpático, e sociável:  adora participar das coisas que eu e K. fazemos, e parece sempre ter tempo de nos encontrar. A. é cheio de hobbies, alguns um tanto excêntricos: coleciona de tudo, constrói aviõezinhos militares em madeira, compra antiguidades, atira, monta a cavalo, sabe tudo o que há para saber sobre guerras e todo ano visita museus militares. Eu o chamo de nerd arcaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite anterior aos fatos, o casal veio jantar na minha casa, para nos despedirmos antes das férias de Natal. Nessa noite, K.  me disse que seu marido estava planejando uma surpresinha para nós duas: um almoço regado a champagne, no dia seguinte. Ele queria nos "mimar", nos dar um prêmio pelos meses cansativos que tivemos (K., assim como eu, também voltou a estudar). K. ainda disse outra coisa, por alto: para o almoço, nós duas deveríamos usar botas. Achei engraçado, mas disse que ainda não sabia se poderia comparecer, iria confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte amanheceu horrível: gelado, chovendo granizo, muito vento. Levantei, fiz mil coisas e além de ter faltado na aula, decidi faltar ao almoço. Às dez para o meio dia, K. ligou perguntando se eu viria almoçar. Quando falei que não iria poder, ela lamentou, dizendo que A. ficaria terrivelmente desapontado, já que ele planejava aquele almoço há tempos. Como que ela colocou desse jeito, pensei, seria melhor eu ir. Disse que sairia de casa em dez minutos mas não poderia ficar muito. Coloquei minhas botas (sem nem lembrar que ela tinha pedido para usá-las), e fui para a casa dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei, a mesa para três estava posta. A. ainda não estava em casa. Conversamos um pouco, e eu perguntei o que eles estavam planejando – parecia que algo mais ia rolar além de um simples almoço. K. disse que A. estava pensando nesse almoço há tempos, para nos animar depois de um período tão cansativo. Achei muito interessante, esse tipo de “recompensa”, mas era bem ao estilo deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se alguns minutos e K. foi colocar as botas dela. Em seguida, fomos até seu quarto, ela abriu o armário e pegou dois pares de  luvas da sua coleção enorme: um para ela e outro para mim. Eram longas, de couro preto. Eu comecei a rir. Por que deveríamos usá-las? Perguntei a K. se nós iríamos almoçar no jardim. Não, ela disse, vai ser aqui dentro. Nós vamos fazer umas brincadeiras. Vamos até poder montar A. Eu ri de nervoso de novo, querendo compreender o que ela estava dizendo. Sei que A. adora de cavalos. Imaginei que faríamos algum tipo de encenação cômica - algo já bastante estranho por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. me pediu para subir com ela até o mezanino, que ficava sobre a sala. Eu já conhecia o espaço, sabia que eles usavam para ver filmes e lá tinha uma mesa de bilhar. Quando subimos, em cima desta mesa estava exposta mais uma das coleções dele: uma coleção de chicotes. Sete ou oito chicotes, alguns pequenos, outros enormes, alguns pretos, outros vermelhos, um deles lindo cheio de tiras com flores de couro nas pontas. Eu observei os chicotes fascinada, enquanto dava alguns risinhos histéricos, pois alguma coisa me dizia que talvez fizéssemos mais do que um encenação cômica. Meu nervosismo aumentou. K. explicou que os chicotes eram uma brincadeira de A., que costumava fazer fotos com eles. Até que ela me disse: poderemos usá-los em A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acreditei no que estava ouvindo, não acreditei que eles estavam se expondo assim para mim. A situação começou a ficar um pouco estranha demais, e eu não queria entender muito bem o que estava acontecendo, e não sabia mais como agir com a minha amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos de volta à sala, e ela abriu a champagne. Realmente eu preciso de uma bebida, pensei. Finalmente vimos A. chegando com um taxi. Quando me viu, ele disse que estava maravilhosa, e me cumprimentou com três beijinhos como faz sempre. Gostou da minha roupa: as botas, calças tipo montaria e uma camiseta preta decotada. Beijou K. me agradeceu por ter vindo, e fez um pequeno discurso: disse que queria nos agradar e nos dar um pequeno prêmio pelo ano tão cansativo. Bebemos um pouquinho mais e ele disse que ia se trocar. Só mais tarde eu iria entender quem é que estava realmente ganhando um prêmio com aquele almoço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antecipação de algo estranho por acontecer me deixou meio histérica, e eu ria. Meu cérebro não pensava muito bem, e eu estava curiosa para saber o que faríamos. Não conseguia pensar em como escapar daquilo, e nem sabia o que falar para minha amiga. Até que A. passou por nós, em direção ao mezanino. Usava apenas uma camiseta branca e a cueca preta. Fiquei desconfortável, por que o marido da minha amiga estava semi-nu na minha frente?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria desconfiar de algo muito estranho, mas eu sou idiota, idiota!. Enquanto pensava e tentava falar algo com K., ele a chamou para subir e ajudá-lo com algo. Eu fiquei sozinha na sala, esperando, enquanto pensava se deveria logo fugir. Mas estava curiosa demais para saber o que me aguardava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que K. me chamou, e subi as escadas. Quase no topo, vi a imagem surreal e absurda: A. estava de quatro no chão, usando uma cueca de couro fio dental... com um rabo de cavalo, cheio de pelos, saindo diretamente do seu ânus... consigo ver as suas bolas de fora... enquanto K. terminava de amarrar nele uns estribos e uma máscara de couro preta e tachinhas, que lembrava uma focinheira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu deus!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa eu não esperava, não mesmo. O kit completo!! ... ou assim pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dava risadinhas cada vez mais histéricas e nervosas. K. ria também, mas o amarrava com toda seriedade. A, por sua vez, já se portava em “modo escravo”. Quanto mais escárnio e  humilhação, melhor para ele. Eu não conseguia parar de rir, não sabia mais o que poderia fazer. Eu NUNCA havia testemunhado nada do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. terminou de colocar a máscara nele e disse que agora poderíamos começar. Perguntei qual seria a primeira coisa que faríamos, e ela montou nele, de cavalinho, e ele bem devagar ele deu uma volta pela sala. Depois me pediram que eu montasse nele. Eu não tinha certeza se deveria, ou melhor, se queria entrar naquilo. Estava me sentindo cada vez mais sendo sugada para dentro daquela situação, e não sabia bem como reagir, o que fazer, sair correndo, me recusar a participar, ou simplesmente brincar como se aquilo fosse natural para mim. Ao mesmo tempo eu estava nervosa, com a boca seca, constrangida, mas também muito curiosa, enquanto sentia que aquela era uma situação horrível... e K. era minha amiga, uma amiga muito querida! Como pôde ela ter pensado que seria legal eles se exporem daquela forma para mim!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pensei tudo isso em segundos, minha cabeça estava a mil, e por fim... eu cedi. Subi nas costas dele. Ele me fez colocar os pés no estribo, segurar as rédeas dele e ele me conduziu pela sala. Foi um passeio ridículo. Desmontei, e ele me agradeceu: obrigado Mistress Xavière. Eu continuava a rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. disse então que era a hora de dar-lhe umas boas chibatadas. Ele continuou de quatro no meio da sala, em posição humilhação, com as pernas e braços separados, e ela pegou um dos chicotes curtinhos. Começou a bater na bunda dele, uma chicotada de um lado, depois do outro. E ele ia contando, um a um. Ela deu vinte, e eu vi como a pele cor de leite dele ficou vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois me passou o chicote, disse para fazer o mesmo. Eu hesitei muito. Minhas mãos tremiam, estava constrangida, tudo era estranho, e perturbador, além de ridículo. Ainda assim, como que hipnotizada, peguei o chicote, e comecei.  Não sabia bem como manuseá-lo, e não estava fazendo muito forte, tinha medo de machucá-lo (idiota!). Ele ia contando as chicotadas, uma a uma, em uma voz alta. Contamos até 100. A pele dele estava muito vermelha. Quando acabei, ele agradeceu de novo: obrigado Mistress Xavière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K. pegou um novo chicote e começou a bater-lhe com mais força. Ele contava e ofegava. Eu ouvia o som da chibata. Vê-la de pé, chicoteando o marido, com os pés separadas e bem plantados, olhando -o com uma expressão obstinada, sádica, e aquela barriga enorme, de oito meses, era uma imagem absurda, e repulsiva mas ao mesmo tempo fascinante... Eu só conseguia pensar como o momento era surreal, não havia outro termo para descrever aquele teatro e os três atores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda não havia terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos de chicotes mais algumas vezes. Usamos a coleção inteira, exceto pelo maior de todos: por causa da barriga, K. não conseguia usá-lo, poderia se machucar. E eu não sabia usar aquilo, era enorme. Paramos. A. perguntou o que ela queria agora, e ela disse que ele deveria lamber as minhas botas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentei no sofá, e ele engatinhando se aproximou de mim. Cruzei as pernas. Pegou um dos meus pés, olhou bem para ele, cheirou e começou a lamber, lentamente... como um cavalo, devagar mas sofregamente. Lambeu a frente, os lados, a sola, o salto.... Eu observava, enojada, mas ao mesmo tempo completamente fascinada, pela aplicação, pela vontade com que ele lambia os meus sapatos! Por alguns segundos me vi do alto dentro daquela cena, e não pude compreender como estava participando daquilo. Depois ele trocou, e lambeu a outra bota. Durante todo esse tempo nós três ficamos em completo silêncio, observando o que ele fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que bastava, e ainda elogiei o trabalho ao bom menino! E ele humildemente me agradeceu de volta... Em seguida, eu mandei ele lamber as botas de K., o que ele fez da mesma forma. Ela apoiou os pés no peito e nos ombros dele, quase que o pisoteando... e ele se refestelava lambendo as botas, enquanto eu observava em silêncio a expressão hipnotizada dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele acabou, K. disse que agora chegava. Nós iriamos almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desci para a sala primeiro, enquanto ela o ajudava a se livrar da focinheira e das outras coisas. Eu precisava de uma bebida urgente, estava tremendo, constrangida, surpresa... tantas coisas.... Enchi uma taça e bebi toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa e o choque não foi eles gostarem disso. Mas sim a maneira como eles me envolveram na situação, de tal forma que eu não soube, ou quis, ou consegui escapar. Isso não é normal comigo. A forma como um simples almoço de natal entre amigos virou uma sessão de fetiche para o marido da minha amiga.... Uma amiga de quem eu jamais esperaria algo assim... Entrei na casa dela de um jeito, saí de lá de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o almoço, conversamos. Eu ainda estava muito atordoada com tudo o que presenciei. Fiz algumas perguntas. K. me disse que por eu ser a melhor amiga dela, eu era a única pessoa com quem eles podiam compartilhar isso. E A. emendou que por ela estar grávida não estava com muita cabeça para brincar ultimamente.... Comemos (com dificuldade) nosso almoço falando do assunto. Depois que terminamos, A. perguntou se subiríamos para continuar e experimentar o outro chicote. E eu disse que não podia, tinha que ir embora, tinha coisas para fazer... Por favor! Eu precisava sair correndo dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, dei uma carona para ele. Tentei me recompor, e fomos conversando civilizadamente. Ele disse que agora eu era sua dominadora também.... Me disse ainda outras coisas sobre como seria nosso relacionamento daqui para a frente. Por exemplo: não havia nada de sexual nisso. Quando protestei, ele disse que ok, entre ele e a mulher dele sim, mas com uma terceira pessoa não. Outra coisa: nós teríamos um código, e quando eu falasse essa palavra ele deveria se comportar como escravo, me obedecendo em todas as coisas. Eu ri, achei muito interessante... poderia bem usar isso com outra pessoa. Mas não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, fui viajar, só cheguei ontem. Pensei bastante em como levar essa amizade daqui por diante. Durante muitos dias minha resposta era não sei. Mas hoje as coisas estão mais claras. Não quero mais esses joguinhos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu senti, durante aqueles momentos, foi fascinação, curiosidade, nervosismo, excitação, mas em nenhum momento senti verdadeiro prazer em fazer aquilo. Achei tudo muito ridículo e repulsivo, principalmente a questão das botas. Mas a brincadeira foi muito diferente de qualquer coisa que já tenha participado com amigos e uma verdadeira surpresa louca, vindo de quem veio. Porém, acho que deve ficar por aí. Continuaremos amigos, mas ser dominadora de alguém não faz parte do meu mundo – até que, quem sabe um dia, consigam provar o contrário...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-928522710691984027?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/928522710691984027/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/uma-brincadeira-perturbadora.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/928522710691984027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/928522710691984027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/uma-brincadeira-perturbadora.html' title='Uma brincadeira perturbadora'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3923439066184115832</id><published>2012-01-02T04:49:00.002+01:00</published><updated>2012-01-02T04:52:04.768+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Olho no espelho</title><content type='html'>Olho no espelho&lt;br /&gt;É reflexo perplexo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me olho no espelho&lt;br /&gt;Bem no olho, com luz e calma&lt;br /&gt;E a questão vem de vez&lt;br /&gt;Quem sou eu...?&lt;br /&gt;A frase ecoa mais de mil vezes&lt;br /&gt;Como no encontro de dois espelhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ainda de férias. Feliz 2012!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3923439066184115832?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3923439066184115832/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/olho-no-espelho-e-reflexo-perplexo-as.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3923439066184115832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3923439066184115832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2012/01/olho-no-espelho-e-reflexo-perplexo-as.html' title='Olho no espelho'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4619675643827051461</id><published>2011-12-20T03:11:00.001+01:00</published><updated>2011-12-20T03:12:55.821+01:00</updated><title type='text'>De férias</title><content type='html'>Vou ficar uns dias sem postar, até o dia 10/01&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4619675643827051461?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4619675643827051461/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/de-ferias.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4619675643827051461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4619675643827051461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/de-ferias.html' title='De férias'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2999734909933211481</id><published>2011-12-16T19:06:00.003+01:00</published><updated>2011-12-16T19:09:58.432+01:00</updated><title type='text'>Surpreendente</title><content type='html'>Hoje aconteceu uma coisa totalmente extraordinaria e inesperada na minha vida. Algo que me surpreendeu absurdamente e ainda nao consegui colocar minha cabeca em ordem sobre isso. Foi a coisa mais estranha de sei la, dos ultimos dez anos. Vou escrever sobre isso logo mais. A minha conversinha com senhor 2011 esta se mostrando poderosa, mas  por essa de hoje nem eu esperava. Aguardem, meus dois leitores de sempre ;-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2999734909933211481?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2999734909933211481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/surpreendente.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2999734909933211481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2999734909933211481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/surpreendente.html' title='Surpreendente'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-9096855779727391227</id><published>2011-12-16T11:25:00.008+01:00</published><updated>2011-12-16T12:00:12.428+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Loucos se reconhecem</title><content type='html'>Naquele dia ela estava tão inquieta que saiu do prédio para espairecer, tomar um ar. O dia estava frio e luminoso. Acendeu um cigarro e começou a tremer de frio, então entrou no carro que estava estacionado próximo. Ligou o ar quente e fechou os olhos, absorvendo a luz do sol que não via faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo espelho retrovisor, notou uma agitação estranha. Do outro lado da rua havia parado um caminhão VW antigo, muito sujo, detonado, com placa de outro país e centenas de objetos espalhados no painel. Em volta dele se agitava o caminhoneiro, um velho esfarrapado e sujo de barbas brancas e cabelos longos. O homem ia e vinha para todos os lados como uma abelha rodeando o doce, e com um pano imundo limpava as janelas, a carroceria, as rodas do caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por longos minutos ele limpou um lado, depois passou a limpar o outro. Ela observava tudo pelo espelho retrovisor, e quando os olhos do caminhoneiro e o seu se cruzavam, ela se assustava. Parecia que ele queria lhe perguntar alguma coisa. Mais que isso, ela tinha a impressão, sem saber porquê, de que ele iria lhe pedir comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou o rádio e jogou a cabeça para trás, relaxando o corpo. Imóvel, com os olhos semiabertos ela seguia o pano imundo do caminhoneiro, subindo e descendo, circulando, alisando a carroceria do caminhão. Ele não parava, e buscava o tempo todo os olhos dela no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com medo que ele se aproximasse, ela resolveu fazer alguma coisa. Parecia estranho “relaxar”  dentro de um carro, assim, à toa, enquanto o outro trabalhava tanto. Pegou o telefone, colocou no ouvido e fingiu estar falando. Fazia movimentos exagerados com a boca, sorria, imitava expressões de surpresa, tudo em silêncio, sozinha. Enquanto isso o velho a observava, já um pouco mais natural em seus movimentos: por vê-la ocupada, perdeu o interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuou falando com o ar. Inventou um diálogo consigo mesma sobre o que seu amigo imaginário havia feito no final de semana. Perdeu o homem pelo retrovisor, por alguns instantes. Até que sentiu o ar ficar escuro ao seu lado e... um susto! O caminhoneiro estava de pé ao lado da sua janela, olhando fixamente em seu rosto, com a mão espalmada no vidro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quase um minuto ele expôs a ela a mão nua, e olhou em seus olhos, instigando-a olhar bem para as linhas daquela pele, as linhas plenas de sujeira, a mão envelhecida que não se movia e pressionava o vidro, querendo entrar no carro, querendo entrar dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, sem outros gestos, retirou a mão do vidro, retornou até o caminhão e se sentou ao volante, deixando-a com o olhar infinito e o celular colado à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuou a observa-la de dentro do caminhão, enquanto paralisada ela pensava. Se sair, o que ele poderia fazer? O que aquele homem queria com ela? Pensou que aquele poderia ser um pedido silencioso de ajuda, ele devia ter fome. E se ela se aproximasse e perguntasse como poderia ajuda-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela era covarde. Muito. E egoísta. Simplesmente ligou o carro e fugiu pela rua, perturbada e angustiada com o caminho que seu dia havia tomado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-9096855779727391227?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/9096855779727391227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/loucos-se-reconhecem.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/9096855779727391227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/9096855779727391227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/loucos-se-reconhecem.html' title='Loucos se reconhecem'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2752689645950878298</id><published>2011-12-14T12:54:00.005+01:00</published><updated>2011-12-14T13:17:32.358+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Mão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-FP7Z9PbypPc/TuiQ3n2-goI/AAAAAAAAAF4/Ir6gAwahUJs/s1600/learn-palmistry-85-accurate-0901-23-trader1%254016.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FP7Z9PbypPc/TuiQ3n2-goI/AAAAAAAAAF4/Ir6gAwahUJs/s320/learn-palmistry-85-accurate-0901-23-trader1%254016.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685953814822027906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo nas mãos de um monte de gente. &lt;br /&gt;Isso é bom? &lt;br /&gt;Liberdade é uma questão de escolha. &lt;br /&gt;Mas como encontro a opção de viver livre, sem as mãos dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo na sua mão&lt;br /&gt;Pequena, bem no côncavo&lt;br /&gt;Seus dedos podem tocar&lt;br /&gt;Me virar daqui, para lá&lt;br /&gt;Ou me espalhar como suor&lt;br /&gt;Dobrada, me protege&lt;br /&gt;Aberta, me espalma&lt;br /&gt;E me derruba no chão&lt;br /&gt;E só consigo subir, de novo&lt;br /&gt;Se te pedir, me pega&lt;br /&gt;E é só o que sei fazer&lt;br /&gt;Viver assim, na sua mão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2752689645950878298?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2752689645950878298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/mao.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2752689645950878298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2752689645950878298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/mao.html' title='Mão'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FP7Z9PbypPc/TuiQ3n2-goI/AAAAAAAAAF4/Ir6gAwahUJs/s72-c/learn-palmistry-85-accurate-0901-23-trader1%254016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1964148256095957999</id><published>2011-12-12T00:16:00.001+01:00</published><updated>2011-12-12T00:17:09.780+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Semana longa e dificil pela frente. Mas meus olhos estão no premio: domingo, Brasil!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1964148256095957999?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1964148256095957999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/semana-longa-e-dificil-pela-frente.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1964148256095957999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1964148256095957999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/semana-longa-e-dificil-pela-frente.html' title=''/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-7638630430909953864</id><published>2011-12-09T16:35:00.003+01:00</published><updated>2011-12-11T01:52:01.010+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Caraminholas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-F6-ebDZTioc/TuIvir0AEiI/AAAAAAAAAFs/vxxmp1UPScY/s1600/caraminhola.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-F6-ebDZTioc/TuIvir0AEiI/AAAAAAAAAFs/vxxmp1UPScY/s320/caraminhola.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684157952617878050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraminhola que&lt;br /&gt;Embola a mão&lt;br /&gt;Empola a voz&lt;br /&gt;Embala a boca&lt;br /&gt;Embota o olho&lt;br /&gt;Embaça a luz&lt;br /&gt;Embolora o riso&lt;br /&gt;Consola quem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-7638630430909953864?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/7638630430909953864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/caraminholas.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7638630430909953864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7638630430909953864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/caraminholas.html' title='Caraminholas'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-F6-ebDZTioc/TuIvir0AEiI/AAAAAAAAAFs/vxxmp1UPScY/s72-c/caraminhola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3820928945900884688</id><published>2011-12-07T23:06:00.002+01:00</published><updated>2011-12-07T23:16:42.420+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Limerique - distância</title><content type='html'>A minha longa distância&lt;br /&gt;Não tem clara constância&lt;br /&gt;Hoje me envolvo em segredo&lt;br /&gt;Amanhã ao alcance de um dedo&lt;br /&gt;Bem sabe: é pura relutância&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3820928945900884688?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3820928945900884688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/limerique-distancia.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3820928945900884688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3820928945900884688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/limerique-distancia.html' title='Limerique - distância'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2341621797861316028</id><published>2011-12-06T11:53:00.005+01:00</published><updated>2011-12-08T10:22:01.891+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><title type='text'>Senhor 2011</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--UCE8MuUmFU/Tt317d212KI/AAAAAAAAAFg/u3Z4JeinT74/s1600/tempo2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--UCE8MuUmFU/Tt317d212KI/AAAAAAAAAFg/u3Z4JeinT74/s320/tempo2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682968706787170466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor 2011:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor tem poucas chances para mudar a sua cara, e terminar diferente do que foi! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lhe dou mais essa chance: 25 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topa o desafio? Recomendo que tope. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso contrário, lide com as consequências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2341621797861316028?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2341621797861316028/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/senhor-2011.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2341621797861316028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2341621797861316028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/senhor-2011.html' title='Senhor 2011'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--UCE8MuUmFU/Tt317d212KI/AAAAAAAAAFg/u3Z4JeinT74/s72-c/tempo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-6050599409138460517</id><published>2011-12-05T11:50:00.008+01:00</published><updated>2011-12-05T12:08:35.337+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A carteira de presente</title><content type='html'>Nós não estávamos bem namorando. Eu gostei dele porque achei que daria um bom pai de família. Foi o cartão de cliente de supermercado que vi na carteira dele que me convenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde novinha eu só pensava em casar, em fazer a canastra real no jogo da vida. E procurava um cara como ele. Não achei ele muito bonito, quando o vi, mas o cartão foi o meu sinal. E assim eu o seduzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investi muitas horas pensando nele enquanto arrumava o cabelo. Comecei a ler jornal e revista Veja. Dei para sair só com ele, descobri sexo ruim – a gente não tinha química -  frequentei leiterias e restaurantes de velho que não ia ninguém. Eu queria casar, e logo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não queria nem namorar naquela fase da vida dele, só queria sair com meninas de decote que transavam. Tinha aquele monte de amigo solteiro e rico, viajavam para Buenos Aires. Ele não me levava à serio, dizia que eu era muito criança. Eu acho que ele falava isso porque era uma coisa chamada rotariano e não gostava que eu morava com a minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava chegando o dia dos namorados, eu tinha que pedir para sair com ele. Um dia ele me deixou em casa, mas eu estava com saudades. Aí eu fingi que esqueci a chave, liguei e ele fez meia volta, veio me buscar. Não teve jeito, para ele, e dormi lá. Transamos rapidinho e ele caiu roncando do meu lado. Fiquei pensando se no casamento seria assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia dos namorados eu queria agradá-lo, ouvir dele que estávamos juntos, enfim. Resolvi comprar uma carteira para ele, preta, linda, de marca, que custou o meu salario inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sábado, saímos para almoçar que de noite ele ia viajar. Quando sentamos, eu dei a carteira. Ele achou bonita, disse valeu, depois perguntou o preço e mudou de assunto. Então comemos aquele churrasco seco, sem gosto. Eu mastigava devagar para demorar um pouco. Ele bebeu guaraná. Pagando a conta, falou que precisava ir para o escritório pegar umas coisas. Eu disse: me leva com você. Não, foi a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi trabalhar, e depois viajar, e eu fiquei em casa. Chorei na minha cama, depois dormi vinte horas. Durante a semana eu telefonei, e ele ainda me deu uma lição: se eu quisesse estar com você, eu estaria aí. Não tenho desculpas. Se não estou, é porque não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso fui eu quem não quis mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-6050599409138460517?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/6050599409138460517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/carteira-de-presente.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6050599409138460517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6050599409138460517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/carteira-de-presente.html' title='A carteira de presente'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-198849257299805934</id><published>2011-12-03T16:38:00.008+01:00</published><updated>2011-12-03T17:02:55.208+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigas'/><title type='text'>Mulheres que não falam de nada</title><content type='html'>- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A minha amiga secreta.... É linda de morrer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todas riem e esperam mais detalhes, na expectativa.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;É intelectual....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todas palpitam um nome.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E eu achei comprar um presente para ela a coisa mais difícil do mundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É a Xaviere!, gritaram todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que recebi o presente da minha amiga secreta, num jantar que tive com meu grupo de amigas brasileiras. Foi uma festa divertida, bebemos um monte, demos risadas, e acordamos de ressaca. A minha ressaca, porém, foi meio moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordei pensando nesta minha vidinha aqui, e lembrei-me em detalhes do conteúdo das nossas conversas no jantar. Éramos um grupo de 15 mulheres, todas casadas, todas com curso superior, viajadas, que já moraram em diferentes países, que falam mais de uma língua, finas, educadas, privilegiadas, etc. E estes foram os assuntos dos quais falamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filhos&lt;br /&gt;- O que pensamos da escola dos nossos filhos&lt;br /&gt;- Comida &lt;br /&gt;- Línguas estrangeiras&lt;br /&gt;- A próxima/mais recente ida ao Brasil&lt;br /&gt;- Cirurgia Plástica&lt;br /&gt;- Maquiagem&lt;br /&gt;- Os presentes que trocamos&lt;br /&gt;- A academia de ginastica&lt;br /&gt;- Dieta&lt;br /&gt;- Maridos&lt;br /&gt;- Roupas&lt;br /&gt;- Fofocas (pouco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses temas, com algumas ligeiras variações, são o que conversamos sempre que nos encontramos. Isso é o que mulheres educadas, sofisticadas, viajadas conversam. Em que ano estamos mesmo? Será 1950?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que queremos, mulheres? Da onde vem esse pequeno universo feminino totalmente desconectado do que existe no mundo ao redor? E que bolha é esta em que vivemos? Estou perplexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um outro grupo de amigas, as italianas. Nos reunimos para cafés da manhã, às vezes saímos para jantar, etc. O perfil é o mesmo das brasileiras e a dinâmica do grupo também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, uma delas, a R.,  propôs fazermos algo diferente: por que não usamos estes nossos cafés de uma forma “construtiva”? Por que não usamos este tempo para discutir alguma coisa que nos interesse fora do dia a dia, por que não usamos o tempo para que alguém a cada semana divida com as outras um interesse, algo que saiba, discuta algum problema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepção foi péssima. Algumas se ofenderam, disseram que R. pensava que todas ali eram idiotas que não tinham interesses e não sabiam falar de nada. Se sentiram diminuídas. Disseram que aquele era um espaço para relaxar, falar besteira, fora das pressões do cotidiano. R. era excêntrica, rotularam. E esta, desconfortável com as críticas, parou de frequentar o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então funciona assim: se você quer falar de alguma coisa diferente do acima é a pedante, intelectual, excêntrica, é a que se acha melhor que as outras. Se você se deixa simplesmente levar pela dinâmica do grupo fica neste ambiente da época da vovó onde só se fala de futilidade e “temas femininos” dos mais medíocres. Parece que o privilégio de ter uma vida boa nos transforma nisso, em pessoas rasas, banais, fúteis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei o que fazer. Gosto muito de ter um grupo de amigas, de encontrá-las, de dar risada. Mas não tenho mais paciência para essas conversas. Às vezes acho tudo isso uma grande perda de tempo: poderia ficar em casa lendo e escrevendo que me divertiria mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou livre, tenho três opções: parar de frequentar o grupo; continuar no grupo e gostar dos assuntos; ou tentar mudar os interesses do grupo. Parar de frequentar o grupo irá me deixar triste, isolada, sem amigas, um desastre social completo. Gostar dos assuntos tem sido a minha tática atual, eu converso sobre tudo isso, mas saio dos encontros me sentindo cada vez mais vazia, cada vez mais boba.  E tentar mudar o grupo parece ser o mais difícil, vide caso R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando fazer algo da minha vida, eu resolvi voltar a estudar, já que não tenho tido sorte (?) em encontrar um bom trabalho. Ao menos na universidade eu ouço falar de coisas que são interessantes, instigantes, que me estimulam, que me tirem do meu pequeno mundinho. Esse foi meu raciocínio. Verdade que tem sido cansativo conciliar com a minha vida de mãe e  já passei da fase de estudante, não tenho muita paciência com algumas das aulas nem com a ideia de fazer exames para “passar de ano”. Mas é o que temos para o momento, e alguns dos cursos são mesmo interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esta escolha, já ouvi de algumas “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ninguém merece&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;não sei como você aguenta&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;quando é que você vai desistir&lt;/span&gt;”.  O que é isso?! Sintoma da falta de interesse das pessoas em algo que não seja fácil ou conhecido. Sintoma do quanto certas pessoas permanecem na zona de conforto, e do quanto a pressão de grupo existe para a gente se conformar. Quer fazer parte de um grupo? Entre em conformidade. Diversidade não é interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é irônico isso vir de pessoas que são estrangeiros em um outro país? O que querem estas mulheres? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que eu seja muito chata, muito exigente, que me ache o máximo. Mas eu quero mais das pessoas. Quero que elas acordem para o tempo em que vivemos. Quero que elas sejam interessantes. Quero que elas pensem em outras coisas além do próprio umbigo. Que vejam que tem um mundo enorme lá fora. Quero que elas me surpreendam e que saiam destes moldes de adequado, apropriado, bem sucedido. Quero que elas sejam estimulantes, que façam coisas, que mudem alguma coisa – nem que seja o seu pensamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas.... por enquanto esse ideal parece um grande devaneio – a começar por mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quase conformada, levanto minha taça de champagne: um brinde à futilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-198849257299805934?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/198849257299805934/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/falar-de-nada.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/198849257299805934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/198849257299805934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/falar-de-nada.html' title='Mulheres que não falam de nada'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-7729659425246179723</id><published>2011-12-03T12:12:00.001+01:00</published><updated>2011-12-03T12:12:59.742+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Perder alguém é ruim para a cabeça também: a mente fica meio perdida, sem ter em quem pensar. Aí o espaço acaba sendo preenchido com as coisas que não quero pensar.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-7729659425246179723?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/7729659425246179723/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/perder-alguem-e-ruim-para-cabeca-tambem.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7729659425246179723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/7729659425246179723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/perder-alguem-e-ruim-para-cabeca-tambem.html' title=''/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4239541316133070903</id><published>2011-12-02T15:40:00.002+01:00</published><updated>2011-12-02T15:47:12.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Inundação</title><content type='html'>Humor encoberto&lt;br /&gt;Sujeito a instabilidades&lt;br /&gt;Até que um raio de ideia&lt;br /&gt;Estrondoa no pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precipita uma chuva ácida&lt;br /&gt;Que troveja na boca aberta&lt;br /&gt;Ávida, de lobo, de rio&lt;br /&gt;E cria o Grande Dilúvio Verborrágico&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não habite no leito do rio Dona&lt;br /&gt;Construa as barreiras de inundação&lt;br /&gt;Abra as portas dos diques&lt;br /&gt;Escoe essa força em moção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo é fora de lugar e vez&lt;br /&gt;Mas lembre que palavras são água&lt;br /&gt;E com o sol elas sempre evaporam&lt;br /&gt; E a inundação será apenas memória&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4239541316133070903?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4239541316133070903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/humor-encoberto-sujeito-instabilidades.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4239541316133070903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4239541316133070903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/12/humor-encoberto-sujeito-instabilidades.html' title='Inundação'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2141736953217962065</id><published>2011-11-30T00:04:00.002+01:00</published><updated>2011-11-30T00:05:42.128+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nós criamos espaços na nossa vida quando deixamos pessoas irem embora dela. Às vezes o espaço é nada mais que um vazio, outras é um vácuo que tem que ser preenchido. Mas o espaço deveria ser apenas um ar branco que se respira e descança os olhos e o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2141736953217962065?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2141736953217962065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/gente-cria-espacos-na-nossa-vida-quando.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2141736953217962065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2141736953217962065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/gente-cria-espacos-na-nossa-vida-quando.html' title=''/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2362126788983079252</id><published>2011-11-27T23:10:00.010+01:00</published><updated>2011-11-27T23:34:18.252+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='odeio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><title type='text'>Consumismo deprimente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0TnNZw3Pamw/TtK6YZCtr0I/AAAAAAAAAEw/JRJ9r6cV77g/s1600/saint-nicolas-and-black-peter-t8747.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0TnNZw3Pamw/TtK6YZCtr0I/AAAAAAAAAEw/JRJ9r6cV77g/s320/saint-nicolas-and-black-peter-t8747.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679807008269512514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retail park é um conceito que existe em vários lugares do mundo e é a coisa mais deprimente e suburbana do planeta. Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe o que é, um retail park é um conjunto de lojas construídas em antigos (ou novos) armazéns e que tem sempre um estacionamento na frente. Em geral eles ficam no subúrbio de grandes cidades e só podem ser acessados de carro, pois estão longe de estações de metro, trem, pontos de ônibus, etc. A paisagem perto de um retail park é sempre horrível, zonas industriais, comerciais, autoestradas, áreas cheias de terrenos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Inglaterra tinha um retail park perto da minha casa. Às vezes eu ia lá. Pegava o carro e ia, encontrava minhas quatro ou cinco lojas de cadeia enormes, e já sabia o que precisava comprar. Eu sempre saía de lá deprimida. Achava que aquilo representava um mundo de americano gordo consumista sem senso crítico; de adolescentes sem interesses e perspectivas cujo passatempo era visitar lojas de esportes; de ingleses sem educação que viviam de benefícios do governo e compravam um monte de mercadorias sugeridas pelo marketing de massa, para gado, de forma a preencher o vazio e a falta de possibilidades nas suas vidas. Lá, eu via que consumir era uma forma de resolver um problema, ou ao menos varrê-lo para debaixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que inventaram a demonstração de amor através do comprar e doar bens materiais, os retails park prosperaram. Parace que hoje as pessoas só se sentem amadas se são presenteadas, e por sua vez presentear parece ser a única maneira de ser aceito e de melhorar as relações com os outros. E a vida anda corrida. E tudo tem que ser conveniente e rápido. Então dá-lhe retail park na população para a gente comprar até morrer e não fazer mais nada de interessante na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este final de semana eu visitei um retail park/outlet, em Messancy, na Bélgica, pertinho de Luxemburgo. Saí de lá deprimidíssima, como sempre. Já disse, odeio retail parks. Eles são sempre iguais, as mercadorias são horríveis, os preços não são muito mais baratos que as lojas normais e o ambiente de fim de sacolão não compensa a economia. Odeio também porque eles tentam ser agradáveis e só oferecem lixo para comer. Odeio porque lugares como esses demonstram falta de senso crítico. Odeio porque vai um monte de gente comprar roupas “designer” pela metade do preço para depois projetar uma IMAGEM de que pode pagar uma fortuna por uma simples peça de roupa, e olhem como essa pessoa é bacana e bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tem gente que precisa disso? Uma vergonha. Por que eu estive lá? E o pior, por que vou voltar lá (sei que vai acontecer)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do outlet, precisava ainda passar no supermercado. Eu tenho aula a semana inteira, o dia inteiro. Não tenho tempo de fazer compras durante a semana, meus filhos precisam jantar, as lojas fecham às 18hs e aqui ainda não existe supermercado que entregue em casa – sim, Luxemburgo é um lugar atrasadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente do outlet, do outro lado da estrada, tinha um shopping center e o CORA, um supermercado. Paramos, eu precisava comprar poucas coisas, seria entrar, quinze minutos e casa. Mas quando entrei, tive o maior susto da minha vida: aquilo não era nem um supermercado nem um hipermercado. Não sei bem o que era, aquele monstro. Ele tinha aproximadamente 100 metros de largura por outros 100 de profundidade. Imagine, 1 hectare de supermercado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de monumental, o supermercado estava completamente lotado de pessoas, de famílias, de casais, de velhos, jovens, de tudo. Tinha um papai noel na porta (que aqui se chama Saint Nicolas e se parece mais com uma figura da Inquisição do que um bom velhinho), trilhões de bandeirinhas declarando ofertas, marcas, corredores, nuvens de poluição visual e sonora, gente gritando nos microfones, cores elétricas, luzes, cheiros, pilhas de mercadorias... Se o consumismo fosse um pecado, gostaria que aquele fosse o castigo infernal para os pecadores do gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto, decidi que nemfu ia entrar ali, NAO preciso disso. Não preciso e não quero. Saí de lá feliz da vida e me sentindo um pouquinho superior àquilo tudo. Coisa que não sou. Mas estou melhorando. Consigo ver o quanto o consumismo é deprimente. Só acho que escolhi a época do ano errada para pensar nessas coisas. Do Natal, a gente não tem escapatória. Ou existe outra maneira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2362126788983079252?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2362126788983079252/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/consumismo-deprimente.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2362126788983079252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2362126788983079252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/consumismo-deprimente.html' title='Consumismo deprimente'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0TnNZw3Pamw/TtK6YZCtr0I/AAAAAAAAAEw/JRJ9r6cV77g/s72-c/saint-nicolas-and-black-peter-t8747.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-85011573116536864</id><published>2011-11-25T14:56:00.003+01:00</published><updated>2011-11-25T15:29:39.679+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>A porta de casa</title><content type='html'>E foi com um baaam! que aconteceu. Finalmente, aconteceu. Estava esperando para acontecer. Aguardava há mais de um ano para acontecer. Por fim, foi inevitável: fiquei trancada para fora de casa. Saio pela porta, a deixo lentamente se mover atrás de mim e o baaam! acende uma lâmpada na minha testa: a chave! Merda, não está na minha mão. Olho no bolso: não está. Olho de novo. Vazio, como minha cara de boba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez demorou para acontecer, mas ficar trancada para o lado de fora sempre foi uma rotina na minha vida. Sou muito distraída, e já fiquei trancada para fora incontáveis vezes em todas as casas que morei. Cada vez resolvo de um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não sabia como ia resolver o assunto. Resolvi sentar no hall e esperar. Já eram quase onze horas, e sabia que a faxineira ia chegar a qualquer momento. O jeito era sentar, olhar para as paredes brancas e as escadas cinza, e contar carneirinho. Fiquei de ouvido atento nos sons do edifício. Um silêncio sepulcral. O elevador não se mexia. Nada. Comecei a ouvir as britadeiras na rua. E a igreja, na frente do meu prédio, baladou as onze horas e nada da faxineira chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente fica preso para fora de casa, deveria estar com o celular junto. Aí uma ligaçãozinha para um ou outro e problema resolvido. Mas claro que não foi o meu caso. Sentada ali na porta de casa, feito um cachorro fugido e tornado, eu ouvi meu celular tocando lá dentro. O instinto de atendê-lo, aquela angústia que só alivia quando vemos quem está ligando, me deixou inquietíssima, mas a muralha da porta me barrou. Que droga, quem será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de esperar uns trinta minutos e vendo que a faxineira não chegava, resolvi tomar uma atitude. Minha amiga vinha almoçar comigo, e por mais que ficar pensando na vida sem interrupções seja um luxo, eu precisava entrar em casa logo para preparar as coisas. Pensei nas opções: a) ficar sentada ali até a moça chegar. Mas e se ela resolvesse faltar? Será que era ela no telefone me avisando que não vinha? b) de havaianas, embaixo de um frio de três graus, eu poderia andar até a casa da minha melhor amiga que fica há uns quinze minutos à pé. De lá eu poderia ligar para meu marido vir abrir a porta – mas e se a faxineira chegasse? E se minha amiga não estivesse em casa? Eu ia ficar trancada para fora da casa dela e do meu prédio, e ainda de havaiana no pé! c) eu poderia tentar tocar na casa de algum vizinho e pedir para usar a internet, procurar o tel do meu marido e depois pedir para usar o telefone e ligar para ele vir abrir a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi a opção c, a mais óbvia, só que a mais chata: não conheço nenhum vizinho, e quão ridículo seria explicar que precisava da internet antes do telefone, pois não sei o número de ninguém de cor? Bom, era isso ou ficar sentada olhando para o nada até a faxineira chegar, sabe-se lá que horas. Ajeitei a minha cara de pau e fui em frente. Comecei pelo primeiro andar, apto. 1A, 1B, e ninguém em casa. 2A, 2B, e nada. O mesmo para o terceiro e quarto andares. Comecei a me apavorar. Meu prédio é um dormitório, só hoje me dei conta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte bateu à porta (ou seria o azar) no apartamento 5B. Abre uma mocinha indiana, que eu já conhecia de vista. Toda envergonhada, explico a minha situação  - preciso do seu telefone E da sua internet, pode ser?, e ela muito gentil me deixa usar o seu computador – que estava aberto no Orkut, tá vendo como é só Brasil e Índia que usam aquela coisa – e depois me deixou ligar para o P, que lógico sabendo que este dia ia chegar, saiu da reunião para me socorrer dos apuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal é que de brinde ganhei um chá indiano delicioso e uma ótima conversa com a mocinha de New Delhi que era extremamente simpática e ainda me contou onde é que eu consigo fazer threading por aqui (com uma mulher que mente para todo mundo que é indiana, mas que na verdade é chinesa, segundo minha vizinha). E a faxineira? Só chegou em casa as duas horas da tarde. A minha amiga? Estava na rua, e eu teria dado com a cara na porta. Fazer papel de tola, às vezes, é o único jeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-85011573116536864?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/85011573116536864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/porta-de-casa.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/85011573116536864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/85011573116536864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/porta-de-casa.html' title='A porta de casa'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2881807764054177024</id><published>2011-11-23T13:02:00.001+01:00</published><updated>2011-11-23T23:55:28.429+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/8UVNT4wvIGY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2881807764054177024?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2881807764054177024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/now-youre-just-somebody-that-i-used-to.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2881807764054177024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2881807764054177024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/now-youre-just-somebody-that-i-used-to.html' title=''/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/8UVNT4wvIGY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-988568244487578028</id><published>2011-11-23T12:15:00.000+01:00</published><updated>2011-11-23T12:16:12.122+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Descolorida</title><content type='html'>Eu aquarelei&lt;br /&gt;De branco, vermelho e rosa&lt;br /&gt;Passei a marrom, roxo e cinza&lt;br /&gt;Cor de machucado diluído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há pincel&lt;br /&gt;Não há band-aid&lt;br /&gt;Não há água de arnica&lt;br /&gt;Não há remedinho doce&lt;br /&gt;Não há frase bonita&lt;br /&gt;Não há bem me quer&lt;br /&gt;Que possa mudar isso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-988568244487578028?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/988568244487578028/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/descolorida.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/988568244487578028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/988568244487578028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/descolorida.html' title='Descolorida'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4743145721714968844</id><published>2011-11-22T23:37:00.000+01:00</published><updated>2011-11-22T23:38:08.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Um dia importante</title><content type='html'>Amanhã vai ser um dia muito, muito importante. Acho que o principal dia do ano  para mim.  E estou apavorada. O medo, o medo, do dia importante, e de algo que não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha barriga grita. A minha pele se esfria e se arrepia, enquanto  sinto todos os meus fios de cabelo – um a um. Tenho vontade de ir ao banheiro e não sair mais de lá. Pensando, começo a tremer, primeiro as mãos, depois os braços, até as pernas, e perco a coordenação, tenho calafrios horríveis. Fecho os olhos, procuro uma imagem diferente, penso numa praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções passam a (des)controlar o meu corpo inteiramente. Não me lembro de ser assim, antes. Mas antes de quê? Vou para a minha cama. Lá não devo ter medo, estarei segura entre minhas pesadas cobertas. Mas corro o risco de nunca mais sair de lá... E assim quem sabe fujo de amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4743145721714968844?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4743145721714968844/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/um-dia-importante.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4743145721714968844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4743145721714968844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/um-dia-importante.html' title='Um dia importante'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-6516463744036031703</id><published>2011-11-20T17:14:00.001+01:00</published><updated>2011-11-20T17:25:16.293+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Londres'/><title type='text'>TRUFA BRANCA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5vPFzY8cOeQ/TskoTtoWltI/AAAAAAAAAEY/KmQJdORI7cw/s1600/tartufo_bianco_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="216" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-5vPFzY8cOeQ/TskoTtoWltI/AAAAAAAAAEY/KmQJdORI7cw/s320/tartufo_bianco_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morava no Brasil, trufa para mim era basicamente aquele doce docíssimo de chocolate recheado com chocolate e sabor enjoativo. A outra trufa, o cogumelo, eu só tinha ouvido falar. Aí um dia, de tão curiosa, comi um risotinho pronto de saquinho que tinha umas sujeirinhas pretas que a Maggi alegava serem trufas. Eu gostei, mas não amei. Depois achei para comprar um óleo de trufa, e o que mais me impressionou foi como aquilo tinha gosto e cheiro de .... gás de cozinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um tempo eu me contentei com aquele óleo pungente, que espantava todo mundo de casa. A trufa mesmo, eu nunca tinha visto. O fato é que trufa até existe no Brasil, mas é verdadeiramente uma iguaria, algo muito caro e raro, e com certeza desconhecida por 95% da população. Na Europa elas são bem mais acessíveis e até comuns, mesmo porque elas crescem por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que comi um prato bom de trufa, bom de verdade, foi em Siena, uma cidadezinha maravilhosa na Toscana. Entramos em um pequeno restaurante que parecia agradável e estava cheio (meu indicador científico de qualidade para restaurantes desconhecidos). Assim que colocamos o pé lá dentro fomos invadidos pelo odor da trufa, que literalmente tomava o ambiente completamente.  Resolvi que ia ter que comer tartufo, não tinha outra opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prato que chegou foi inesquecível, um mini nhoque, em molho de manteiga, coberto por  um pouco de parmesão e lascas de trufa negra, cortadas na minha frente. Mais nada. Pelos deuses da gordura, aquilo foi verdadeiramente sublime! O nhoque estava maravilhoso, macio, pequenino, com gostinho de batata, a manteiga era aveludada e as trufas traziam um sabor enigmático e complexo  que junto com a textura das lasquinhas finalizava com estilo aquele simples prato de nhoque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trufa tem um sabor marcante mas delicado; o que se sobressai mesmo é o cheiro. Tenho a impressão que o cheiro da trufa é uma questão de ame ou odeie, especialmente se a sua introdução a ela é feita pelo óleo de trufa, que é quase um veneno de tão forte, e empesteia mesmo o ambiente. Esse óleo de trufa nada mais é do que óleo de azeite embebido por uma trufa inteira ou pedaços da mesma. Eu não desgosto completamente, mas é muito forte e enjoativo. Conheço gente que detesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem alguns tipos de trufa, mas as  mais famosas são a trufa negra e a trufa branca. A negra é mais comum e mais acessível, a branca é a melhor de todas, só que bem mais rara e portanto caríssima. As melhores vem da Italia mesmo, do Piemonte, mais especificamente de Alba, uma cidadezinha bem pequena. E são tão raras porque até hoje não descobriram como cultivá-las!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu marido, que infelizmente não gosta de trufas, esteve em Alba há poucas semanas, a trabalho, e teve a pachorra de não trazer um tartufo para casa. Explico melhor: o período de outubro ao início de dezembro é a temporada da trufa. É quando elas são colhidas e vendidas mundialmente, na &lt;a href="http://www.fieradeltartufo.org/index.jsp"&gt;&lt;b&gt;Fiera del Tartufo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; que acontece em Alba todos os anos. Ali elas são colocadas em exposição e arrematadas por valores inacreditáveis. Me contaram que nesta época é também maravilhoso ir a Alba e simplesmente comer pratos com trufas pelos restaurantes da cidade. Todo ano manifesto o desejo de ir, mas ainda não conseguimos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trufa requer pratos bem simples para ser melhor apreciada. Basta seguir o princípio da culinária italiana em geral: simplicidade, pouca mistura de ingredientes, apenas um ou dois sabores marcantes em um prato. No Brasil nós misturamos muita coisa para dar sabor na comida, e eu acho que acaba ficando tudo meio com o mesmo gosto (cheio de alho, bem salgado e às vezes apimentado). Comidas “brancas” são as que casam melhor com o tartufo: ovos, manteiga, arroz, pasta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que tenho a oportunidade de comer um prato com trufa eu como. E o melhor que já provei na minha vida foi há poucas semanas, em um restaurante ótimo de Londres, chamado &lt;a href="http://www.lanima.co.uk/"&gt;&lt;b&gt;L’Anima&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. O menu contava com alguns pratos de trufa branca, que eu nunca tinha provado, e foi direto aí que eu fui. Junto com a entrada, esse foi um dos melhores jantares da minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada foi uma burrata, que é um queijo italiano bem macio e molinho, quase uma mozzarella, temperado com amêndoas, azeite, tomate confit e umas pequenas folhas de manjericão. Estava esplêndido, muito delicado e fresco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o prato principal foi um maravilhoso, verdadeiramente divino tagliolini (talharim fininho) de ovos ao tartufo bianco. A pasta era feita no próprio restaurante, cortada na medida certa e fresquíssima. O molho era manteiga pura, tão engordativo quanto enlouquecedor. E as lasquinhas de trufa branca cobriam o prato inteirinho, e davam àquela coisa já gostosíssima um sabor incomparável: exótico, como da trufa em geral, e diferente de qualquer outra coisa de comer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trufa branca é mais delicada do que a negra. O cheiro não invade o ambiente da mesma forma, só se sente o odor mesmo ao chegar perto do prato e obviamente comê-lo. Estava com um amiga que demonstrou um certo desprezo pela variedade negra, dizendo que não era tão boa como a branca. Eu discordo. De fato a branca é mais delicada e especial, mas comer a negra é muito bom também! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único inconveniente? O preço. Um pratinho de pasta daqueles custou mais de 50 libras. É muito caro! E dizem até que a trufa é afrodisíaca... (sempre que querem vender algo dizem que é afrodisíaco, não é?). Afrodisíaca ou não, eu estou salivando de vontade de comer de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em Luxemburgo de vez em quando é possível comprar trufa fresca no supermercado. Tenho certeza que não é a mesma trufa de Alba encontrada nos restaurantes chiques, mas ei, vendem as bolinhas por mais de mil euros o quilo! É uma loucura. E eu acho que aí resta um pouco do fetiche da trufa: será que é tão incensada por ser tão cara? Não sei, mas o sabor é algo realmente especial. Vale muito a pena experimentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-6516463744036031703?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/6516463744036031703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/trufa-branca.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6516463744036031703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6516463744036031703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/trufa-branca.html' title='TRUFA BRANCA'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5vPFzY8cOeQ/TskoTtoWltI/AAAAAAAAAEY/KmQJdORI7cw/s72-c/tartufo_bianco_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2694525197177557418</id><published>2011-11-17T23:15:00.007+01:00</published><updated>2011-11-18T16:04:21.955+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Le Rayon Vert</title><content type='html'>Há uns tempos assisti um filme francês encantador chamado Le Rayon Vert. Era um daqueles filmes onde quase nada acontece, no qual vemos longas tomadas de paisagem e a música é bela e um pouquinho assustadora. A protagonista é uma jovem secretária que não tem nada para fazer em umas férias de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai para um canto e não gosta das pessoas que a fazem perguntas indiscretas; volta para a cidade e morre de calor e tédio; depois vai até as montanhas e decide ir embora na mesma hora que chegou. Ela nem sabe o que procura e o por quê de tanta inquietação. Até que acaba em Biarritz, conhece uma sueca de topless que como ela estava viajando sozinha, e as duas saem para pegar uns garotos. Elas vão para um bar com dois caras e quando a conversa começa a esquentar ela, sem saber novamente o que a deixa tão desconfortável, sai correndo. Os dialogos parecem todos meio improvisados, e soam totalmente naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foge, ela vai parar em uma parte da praia onde tem umas escadas e uns banquinhos, e escondida, ouve a conversa de uns velhinhos. O diálogo que segue é fantástico, de tão real e improvisado. Os velhos falam sobre um livro de Julio Verne que tem o mesmo título do filme, e contam que o tal Rayon Vert é também fenômeno óptico/meteorológico que se pode ver muito raramente no pôr do sol, quando o tempo está completamente claro e sem névoa. E aqueles que são afortunados o bastante de ver o raríssimo raio verde, passam a ser capazes de ler não só seus próprios sentimentos, mas os dos outros também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom seria se pudessemos contar com um raio verde leitor de sentimentos para nos ajudar. Eu o usaria para me entender um pouco melhor (pois de tanto pensar enlouqueço) mas principalmente para saber o que os outros sentem. Não sabemos os sentimentos dos outros, apenas o que eles querem que saibamos. Sabemos o que eles pensam, se nos deixam. Sabemos o que dizem suas ações e seus silêncios. Mas no fundo não sabemos do que sentem dentro, da essência. Não temos certeza de nada e estamos sempre vulneráveis. A vida não é um jogo perigoso, com essa regra de não saber? Quer jogar? Cuidado para não se queimar. Tem medo, prefere não arriscar, não jogar? Vai ser mais fácil, mas a vida será então um tédio, um deserto, de uma solidão sem sabor nem cor. Eu sei o que eu prefiro, e você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sp7a2jYftp0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/HP0Dl-jifyU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2694525197177557418?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2694525197177557418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/le-rayon-vert.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2694525197177557418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2694525197177557418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/le-rayon-vert.html' title='Le Rayon Vert'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sp7a2jYftp0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2068209951461951609</id><published>2011-11-16T01:26:00.004+01:00</published><updated>2011-11-16T19:14:22.780+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>As palavras não dizem tudo</title><content type='html'>O silêncio fala muito mais do que as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que dizem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que expressam olhares quando se aproximam de nós e nos desvendam, sem que nada se mova, sem que nenhuma outra pista seja dada? Ve-se que alguns olhares representam um mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um grande sorriso, que mil promessas pode trazer do que pode ser, mas não é, ou não vai ser, mais ainda queria ter sido? Pois alguns sorrisos são uma viagem impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de eloquência tem os toques, mesmo quando contidos? O que podem comunicar minúsculos contatos fisicos, um lento cumprimentar, um pequeno abraço sério, que sem pensar ou saber tocam profundamente alguém? Certos toques podem abrir caminhos em concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as mãos no corpo de alguém, o que elas demonstram? Com que desespero e desejo elas querem rasgar, consumar, obter? O que traz um suave roçar de mãos em um rosto? Algumas mãos às vezes portam as vontades de uma vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um beijo, longo, de lábios e línguas, acontece, o que é que ele diz? Que loucuras ele procura, para que lugares ele transporta aqueles que o aproveitam? Um beijo usa os mesmos instrumentos da fala, e diz muito, muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os dedos então, que capacidade tem de instruir o desejo? Que abalos criam eles, quando em silêncio tocam dentro de alguém, e depois são levados à boca, e provados, e beijados, juntos com um olhar e pequenas palavras  - pela primeira vez – sobre o seu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um destes gestos isolados diz tanto. E unidos, eles contam uma estranha estória de silêncio e paixão, onde as palavras não podem nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2068209951461951609?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2068209951461951609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/o-silencio-fala-muito-mais-do-que-as.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2068209951461951609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2068209951461951609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/o-silencio-fala-muito-mais-do-que-as.html' title='As palavras não dizem tudo'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-5357864258560013805</id><published>2011-11-13T22:47:00.001+01:00</published><updated>2011-11-13T22:49:50.176+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><title type='text'>O jantar dançante</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nloIA4dPgrc/TsA7dEIRtAI/AAAAAAAAAEE/BtlvntOEQ8Q/s1600/jantar+dancante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://4.bp.blogspot.com/-nloIA4dPgrc/TsA7dEIRtAI/AAAAAAAAAEE/BtlvntOEQ8Q/s320/jantar+dancante.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Minhamãe, desde os idos dos anos 70, sempre achou e fez questão de dizer para omundo que a coisa mais brega que existia era jantar dançante. Ela me contavadas mecas dos jantares dançantes como o restaurante Bambu em Sampa ou o Florestaldos Demarchi, no ABC. O engraçado é que ela jamais tinha ido a um jantar destese se recusava a colocar seus pezinhos em tais recintos da cafonice reinante.Então, desde pequena eu fui condicionada a achar o mesmo evento social um definitivoNO-NO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Seeu contar para minha mãe e irmãos que ando frequentando muitos jantaresdançantes aqui em Luxemburgo, e que sexta-feira mesmo estive no modelo maisclássico e cafona dos mesmos, eu acho que ririam da minha cara com gosto, mehumilhariam, me chamariam de capiau, diriam que eu mudei pra pior e ainda mefariam refletir sobre o significado de tudo isso e os rumos do mau gostoextremo que minha vida provinciana anda tomando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Otal jantar que me fez acordar sobre a breguice da minha vida foi em umachurrascaria portuguesa/brasileira em algum lugar no meio do nada perto dacidade de Luxemburgo, chamada Rodízio Perroquet . Não resisto a começar por uma&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pequena análise deste nome, que já é um clichezão:Brasil = Trópico = Cores = Aves = Papagaios! Sim, não poderiam ser maisoriginais - um pequeno papagaio é o que resume, o que representa, o que capturacomo nada a essência do Brasil. E mais, como o público alvo não é o gueto dapopulação brasileira ou portuguesa imigrante do país, deixaram o nome maisóbvio e traduziram para o francês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Osalão do refinado restaurante era literalmente um salão de churrascaria, malembelezado por dois opulentos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;chandeliers&lt;/i&gt;brancos, que em vez de sofisticar o ambiente faziam ressaltar a feiura do teto,da pintura bege e laranja e das cortinas estampadas. Para não ser injustademais, o lugar não era ofensivo. Era apenas tosco, mas tentando ser agradável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Ojantar fazia parte de uma comemoração de grupo - sim, um jantar dançante emgrupo! - de setenta pessoas, e estávamos distribuídos em três mesas longasgigantes: duas delas encostadas nas paredes e uma outra no meio do salão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Afrequência do local era bastante eclética, cheia de gente, como direi, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;diferenciada&lt;/i&gt;, e nós do grupo dos setentatínhamos um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dress-code&lt;/i&gt;: usar uma dascores da bandeira brasileira, seja verde, amarelo ou azul. A mulherada entãocaprichou nos paetês azuis e verdes – noite requer paetê, né? – e os homens seencheram de estranhas blusas amarelo ovo, e éramos um show de brilhos e coresinvadindo aquele salão animado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Disserampara sermos pontuais e chegarmos às nove, pois o rodízio seria servido a partirdessa hora e os garçons passariam servindo as “guarnições” apenas uma vez, equem perdeu, dançou. Essas consistiam no clássico da culinária brasileira:feijão preto, arroz parbolizado que cozinha fácil, uma couve manteigasalgadíssima que dava sede, uma farofa pronta que com certeza era da marcaYoki. Tinha um buffet também, com umas saladas, umas maioneses, uns ovos decodorna e uns frutos do mar frios, anêmicos e com cara de mal lavados. A comidaera revoltante? Não era. Mas certamente a cozinha tinha muita cara de pau emusar atalhos como a farofa pronta e o arroz esquisito. Vai ver português nãosabe fazer farofa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Depoisserviram as carnes, as de sempre como em qualquer churrascaria, seguidas pelosmaravilhosos espetos de coração de galinha (outro absoluto NO-NO da minha mãe),que causaram expressões de nojo e engulhos na maioria dos estrangeirospresentes. Mas a carne não era o ponto alto do jantar. O prato principal eraoutra coisa: a dança! Afinal não se chamava jantar dançante por acaso, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Enquantonos chafurdávamos nas carnes e toda aquela culinária “exótica”, o DJ aumentou osom para 120 decibéis e começou o show tribal brasileiro: dançarinos/as rebolando,obviamente seminus, ao som das músicas brasileiras: axé, axé, samba, samba-axé,axé-samba, axé. Os números se intercalavam, uma dança, alguns minutos de músicaalta que não deixava ninguém conversar, troca de roupa, nova dança, etc. Areação do grupo foi clássica: caras de maravilhados para toda aquelaexuberância brasileira, para a beleza da nossa arte, para a vivacidade do nossoespírito. De vez em quando alguém puxava palmas para marcarmos o ritmo damúsica, e era uma festa só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Otempo passou, as pessoas terminaram de comer, e o DJ mudou o som. Algumaspessoas se levantaram e passaram a dançar na frente das mesas. Aí um novo showentrou, as meninas vestidas de passistas, sambando, os gringos babando, osrapazes vestidos de malandros do samba, as gringas querendo serem puxadas paradançar. E o desejo foi atendido! Um dos sambistas agarra na cintura de uma, avira de lado e começa a puxar um... TRENZINHO! Sim, no meio do restaurante,todos tomamos a formação de trenzinho, um com a mão no ombrinho do outro, ecomeçamos a girar ao redor das mesas, balançando os nossos traseiros emuníssono ao som da música primitiva, contagiante, do samba brasileiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Euquis chorar! Aquele foi um momento representativo. Sabe quando você está afundando emuma situação, mas não percebe, pois os indícios ainda são fracos... você sabeque as coisas estão mudando com você, mas não sabe dizer bem o que estádiferente, o que há de errado, não dá para ver de onde vem este desconforto...Até que a ficha cai, você vê realmente onde está, onde chegou, em que setransformou! Eu me transformei nessa pessoa que... que... frequenta jantaresdançantes! Foi o trenzinho, o trenzinho foi o meu despertar....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Depoisdisso eu desisti. Meu pé já estava doendo, estava estufada de churrasco, o DJ estavamandando ver no pop do ano passado (Alors on Dance, Loca Loca Loca,Paparamericano...), então eu me enchi de caipirinha e caí na farra do jantardançante!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Nahora de ir embora, felizmente, restou um pouco de dignidade: não peguei oônibus da excursão ao jantar dançante. Voltei dentro do meu próprio carro.Talvez, apenas talvez, ainda exista salvação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-5357864258560013805?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/5357864258560013805/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/o-jantar-dancante.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5357864258560013805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5357864258560013805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/o-jantar-dancante.html' title='O jantar dançante'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nloIA4dPgrc/TsA7dEIRtAI/AAAAAAAAAEE/BtlvntOEQ8Q/s72-c/jantar+dancante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1067233182174590341</id><published>2011-11-11T17:16:00.001+01:00</published><updated>2011-11-11T17:29:07.852+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Meu vício</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Estou viciada. Achei que não fosse capaz disso. Sempre declarei para quem quisesse ouvir: não tenho personalidade viciante. Não consigo me viciar em nada, absolutamente nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Aos treze, tentei fumar. Não gostei. Cheguei a conseguir, virei fumante social, daquelas de enquanto bebe. Mas no dia seguinte não podia ver cigarro. Drogas, a mesma coisa. Recreativas. Nunca consegui querer demais. E bebida? Nem gosto tanto assim. Os porres que tomei foram traumáticos, muito vomitados. Não tenho ídolos, nenhuma mania, nada de prato preferido. No amor, amei, amo, mas me equilibrei, não enlouqueci.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Então achei que fosse mesmo incapaz de me viciar. E ninguém nunca me oferecia nada. Meu ar blasé não me faz boa presa, para nada. Só que de tanto ouvir falar, de tanto ver, de tanto conviver, decidi provar aquilo. Fui eu que quis. Estava tranquila: vício e eu, uma relação fadada ao fracasso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Provei, gostei. Na primeira vez não me tirou o ar. Mas eu gostei. Há tempos não experimentava nada assim... novo e muito, muito bom. Na segunda vez, foi diferente: eu quase desmaio de orgasmos mentais. Descobri aquele cheiro maravilhoso, que evocou memórias. Quis provar de novo. Bom, ainda. Utilidade decrescente. Mas bom ainda. Quis mais. De novo. De novo. Mais uma vez... Só desta vez... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Comecei a ficar maluca, minha paz foi embora, me encheu de problema na cabeça, o vício! Ele engoliu todas as minhas horas de vigília, me monopolizando, obrigando a fazer coisas que não precisava, me deixando diferente. Minhas perspectivas mudaram, se é que não se foram. Perdi a linha com-ple-ta-men-te.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Vício mau, me maltrata. Tentei controlar, ganhar distância. Fazia esforços sobre humanos para ignorá-lo. Mas...provei...só mais uma vez, dose homeopática. Só mais esse prazerzinho. Apenas um pouquinho. Aquela dorzinha boa de quando vou o descobrindo... preciso, preciso senti-la de novo. Necessito entrar no transe maravilhoso quando sinto o seu perfume que traz macios prazeres... aquela sensação doce que adormece a minha língua e invade meus sentidos... Como posso ficar sem? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Tentei me controlar, de novo. Fugi para bem longe. Não o procurei mais, não quis nem ouvir falar. Deixei de sair para não dar de cara com ele, não passava pelos pontos onde sabia que meu vício estaria disponível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Mas o êxtase que eu sentia... ai! esse é fogo. Vicia até as personalidades não viciantes. E de novo ele apareceu, &amp;nbsp;um dia simplesmente se materializou na minha frente. Eu tinha cortado todo o contato. E ele veio, e me seduziu para eu prová-lo. Trouxe até reforços, que tentaram me convencer a senti-lo, de novo, bem em mim, dentro de mim, na minha boca, no meu olfato, nos meus olhos, até nos meus dedos. E eu sucumbi, encontrei meu velho conhecido. E me afundei ainda mais. Sou fraca, suscetível, burra!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Mas agora, só por hoje, decidi parar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Vício, seu nome é Nutella. Estou cheia de espinhas e com quilos a mais. Tenho toneladas de vidros em casa, ocupando espaço. Gasto todo meu dinheiro com pasta de avelã. Ninguém come mais minhas receitas doces e enjoativas. Estou ficando marrom. Mas ei, eu acordei! Agora eu me livro de você! Nutella, você NUNCA MAIS entra na minha casa &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Wingdings;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1067233182174590341?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1067233182174590341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/meu-vicio.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1067233182174590341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1067233182174590341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/meu-vicio.html' title='Meu vício'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-713259285926140347</id><published>2011-11-08T14:55:00.001+01:00</published><updated>2011-11-08T15:26:20.997+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><title type='text'>Halley - onde você estava?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ScTDQw6SoVo/Trk2IFEWRfI/AAAAAAAAAD8/i1aeLkuF-Xw/s1600/Edmond_Haley-2011-hp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="109" src="http://2.bp.blogspot.com/-ScTDQw6SoVo/Trk2IFEWRfI/AAAAAAAAAD8/i1aeLkuF-Xw/s320/Edmond_Haley-2011-hp.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;i&gt;Hoje o Google está comemorando oaniversário do astrônomo Halley. Você se lembra onde estava, quando o cometaapareceu em 1986?&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Onde você estava quando passou o cometaHalley?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Nossa, essa você tirou do fundo do baú! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Você não se lembra? Que ano foi que elepassou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Acho que foi no final dos anos oitenta, agente era criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Você se lembra onde estava?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Quase nada, só uma nuvem vaga, notícias,pessoas empolgadas para vê-lo… e você? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu me lembro. Eu estava na minha escola, lendo um texto sobre o cometa. Eu li tudo, sentado numa escada, moleque, e me prometi que eu me recordaria precisamente daquele instante. Eu tinha que guardar isso para dali a 75 anos. Aí eu iria dizer para todos que me lembrava exatamente onde estava quando o vi na primeira vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- E você viu o cometa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Vi sim! Fiquei igual um louco procurando no céu, e achei. Era bem bonito. Vi direitinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu sei que não o vi, ou se vi algumacoisa no céu, não me marcou. Lembro também que tinham umas excursões de pessoasque iam subir num avião para ver o cometa de pertinho, quase do espaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Você foi no avião ver o cometa do espaço?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Ha, ha. Depois eu vi um outro cometa,mais recente. Ficou meses no céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Outro cometa? Mas... como assim?! Nãoestou sabendo. Astronomia não é o meu forte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Passou nos anos 90. Acho que chamavaHale-Bopp.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não vi nada! Vai ver não era visível dohemisfério sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Pode ser. Era lindo, a forma perfeita deum cometa, olhei muito para ele. Fiz vários pedidos também, ha, ha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- E você acha que vai ver o Halley de novo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não, não vou ter tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Por que?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu vou morrer em 2050.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Vai?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Vou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Como você sabe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não sei, mas acho que vai ser assim. Seseu viver até 75 anos, por aí, está bom, não acha? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Talvez. Mas podia um pouco mais, vai? Euacho que você vai viver mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Por que?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Porque eu quero. Você não pode morrer eme deixar aqui. Se bem que eu planejo ir antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Antes? Quando?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Em 2018. A minha vida inteira achei queiria morrer no ano 2018.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Falta pouco, então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Pois é, falta pouco, e ainda não fiz ummonte de coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- E agora? Melhor você começar a fazer...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Verdade. Não sei nem por onde começar, efaltam apenas seis anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Se eu fosse morrer em poucos anos, sei oque faria primeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- O quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu daria a volta ao mundo, junto daspessoas que mais amo. Depois eu procuraria viver com o máximo de prazer, cadamomento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Mas este prazer seria tão amargo, vocênão acha? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Por que?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Porque ele não pode ser capturado. Porquevocê saberia que ele nunca mais seria possível. Porque a cada instantebrilhante você teria a sombra da morte, do fim, do desconhecido, ao seu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Mas eu teria que abstrair isso, e apenasgozar a vida ao máximo. Seria um estímulo extremo para realmente viver deverdade. Quando a gente sabe que tem muito tempo pela frente, sempre deixa issopara amanhã. E vive no automático, buscando sonhos, conquistas, cumprindoobrigações, esperando o amanhã para fazer o que se realmente quer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Mas seria quase impossível ter prazer.... Os seis anosseriam irreversivelmente marcados pela contagem regressiva. A cada bom momentovocê sorriria tristemente, pensando que seria o último. Você veria os dias, osmeses, os anos escorrendo como a areia em uma ampulheta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- E nós já não vivemos assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não sei. Não sei.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Saber que o tempo está contado é tão intenso, e assustador... Não sei se eu conseguiria extrair prazer da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Isso seria uma sensação extrema! Imagine viver com a consciência de que tudo é tão absurdamente precioso? Imagine o valor que tudo teria. Imagine a intensidade de tudo. Não seria sublime? Você resistiria a obter tudo, tudo da vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não sei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- A verdade é que eu também não. Mas me forço a imaginar. Talvez com a idade a gente aprenda isso.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- É, com o tempo. Será que já somos madurospara entender isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não sei, não sei. Mas vamos começaragindo: vamos aproveitar esse momento ao máximo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Sim! Precisamos começar de algum lugar,não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Então venha. Vou te mostrar o céu hoje.Você vai com certeza se lembrar de quando viu o Halley pela primeira vez, e decomo você era. E você vai começar a contar os seus anos. Hoje é o dia em quesua vida vai mudar, com certeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/phWv7l8Lm_A/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/phWv7l8Lm_A&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/phWv7l8Lm_A&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-713259285926140347?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/713259285926140347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/normal-0-false-false-false-en-us-ja-x.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/713259285926140347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/713259285926140347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/normal-0-false-false-false-en-us-ja-x.html' title='Halley - onde você estava?'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ScTDQw6SoVo/Trk2IFEWRfI/AAAAAAAAAD8/i1aeLkuF-Xw/s72-c/Edmond_Haley-2011-hp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-6135365387574881613</id><published>2011-11-06T15:19:00.001+01:00</published><updated>2011-11-06T15:20:09.130+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Fotos</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Ela não é preta e branca, mas você é jovem. Via seu sorriso enorme, seus dentes, seus óculos e seu corpo no sol. Alguma coisa girava dentro de mim sempre que te via ali, estático, dentro daquela foto. Era como se ela captasse a sua perfeição. Como se ela garantisse que aquele instante, no qual você sorria para mim e tudo era mágico, fosse a única realidade possível.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; line-height:150%"&gt;&lt;span lang="FR-LU" style="font-family:Calibri;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-ansi-language:FR-LU"&gt;Mas não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; line-height:150%"&gt;&lt;span lang="FR-LU" style="font-family:Calibri;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-ansi-language:FR-LU"&gt;Hoje, olho para o retrato com indiferença. Você não é mais, e nem eu sou. No tempo que passou desde quando te olhava em foto e sorria de olhos vermelhos, eu me perdi. Depois me encontrei, para me perder de novo. Hoje, eu não acredito mais em uma única realidade, não creio em mágica, jamais encontrei a perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; line-height:150%"&gt;&lt;span lang="FR-LU" style="font-family:Calibri;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-ansi-language:FR-LU"&gt;Você foi. E eu continuo sendo. Olho em círculos então, e registro novas imagens. E sabe o que descobri ? Que elas são ainda mais preciosas, com todos os seus encaixes mal feitos, irregularidades, suas partes inacabadas. Elas são mais ricas, mais complicadas, estranhas e me comovem às lágrimas.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Entendi que as imagens mais imperfeitas são as que mais importam para mim : cheias de contradições, elas passivamente pedem que eu as desvende. E talvez aprendendo a ler estas novas fotos, eu um dia consiga me encontrar mais uma vez, para não me perder mais (mas desconfio que não me perder é impossível ; e que bom que seja assim).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-6135365387574881613?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/6135365387574881613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/fotos.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6135365387574881613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6135365387574881613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/fotos.html' title='Fotos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-8348813250756542833</id><published>2011-11-03T13:35:00.005+01:00</published><updated>2011-11-03T13:55:02.267+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>As marcas que os outros nos deixam</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Quem - e o que - eu sou hoje e' um produto das marcas que os outros deixaram em mim, talvez mais ate' do que das minhas decisoes. Ser por causa dos outros. Sempre,sempre, os outros sao o que me fazem ser. E' uma ilusao achar que a responsabilidade da minha vida e' minha. Os outros, sao eles quem nos fazem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;E os outros nos fazem, e nos deixam marcas. Algumas mais permanentes do que outras. Algumas melhores. Outras irritantes. Algumas simplesmente belas, enquanto outras sao licoes, exemplos, sensacoes, tristezas. E ai as marcas sao as culpadas de tudo. Por que ri quando me disseram aquilo? Por  que nao aceitei viver com voce? Por que segui esta carreira? Por que nao abracei meus avos enquanto podia? Por que escolho comer isso e nao aquilo? Por que nao gosto de pessoas barulhentas? Por que faco caridade, por que sou consumista, por que gosto de matematica e nao de livros? Pergunte para as marcas, elas sabem. Pergunte para os outros tambem. O que te dizem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: -webkit-auto; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: -webkit-auto; font-size: small; "&gt;Existe uma maneira de viver sem ser marcado pelos outros? Eu tento imaginar como. Talvez sendo um psicopata?Talvez isolando-se numa ilha ou num mundo particular, ou na loucura? Ou talvez fazendo disso um projeto, viver sobre seus proprios termos e meios, sem se importar com ou receber a influecia alheia? Ou quem sabe encontrando uma obsessao particular, fora da qual nada mais importa? Imagino algumas formas. Mas nao servem para mim. Sera que servem para alguem? &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: -webkit-auto; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: -webkit-auto; font-size: small; "&gt;Se servir, se viver sem marcas for uma maneira viavel de viver, eu nao a quero. Eu quero outra coisa. Quero que a minha vida nao seja um deserto. Nao quero esquecer. Quero ser beijada e depois nao conseguir dormir, com uma febre estranha. Quero marcas de ha tempos, de agora e de amanha. E mesmo quando me marcarem a ferro e fogo, saberei que essas feridas importam: elas me fazem mais forte, e mais sabia e, com alguma sorte e vontade, darao um significado estranho e inteiro para a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: -webkit-auto; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-8348813250756542833?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/8348813250756542833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/as-marcas-que-os-outros-nos-deixam.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8348813250756542833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8348813250756542833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/11/as-marcas-que-os-outros-nos-deixam.html' title='As marcas que os outros nos deixam'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3954769466800909294</id><published>2011-10-30T13:11:00.000+01:00</published><updated>2011-10-30T13:26:52.018+01:00</updated><title type='text'>De férias</title><content type='html'>Estamos em Londres. A cidade está linda, cheia de árvores amarelas, laranjas, cor de cobre e de fogo. As toneladas de folhas no chão parecem brasas queimando lentas, já quase cinzas de cansadas, mas ainda achando energia para soltar um calor agradável, gentil, acolhedor. Elas conseguem, até os dezesseis graus. Vi no jornal que esta é a melhor semana do ano para ver as cores de outono no UK. Sorte botânica!&lt;br&gt; &lt;br&gt; Em menos de 24 horas fiz várias coisas normais e unicamente inglesas: fui no waitrose e comprei um sticky toffee pudding numa promoção buy one get one free; tomei uma pint no pub; ouvi David Bowie no radio; vi uns hooligans chutando latas e fumando pela rua; troquei mais pleases e thank yous do que no mês inteiro; vi umas quatro famílias de paquistaneses, vestidos em traje tradicional, brincando com os filhos no parque - as mulhres cuidando das crianças, os homens de bigodão conversando e fumando, todos com cara de casamento arranjado; deixei meu filho no cinema - foi ver Johnny English; assisti X Factor (e foi péssimo); vi o tempo mudar quatro vezes no decorrer do dia.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ficamos aqui até o próximo sábado, e neste tempo quero fazer mais um monte de coisas, todas simples e de preferência bem londrinas. Quero especialmente fazer o que não posso em Lux. Quero ser meio nostalgica. Quero me surpreender, não quero ser ninguém, apenas um rosto anônimo onde for.  Quero sair a noite e não voltar cheirando a cigarro. Quero comer comidas asiáticas. Quero ver os adolescentes estilosos. Quero ver gente louca na rua. Quero ter medo de ser assaltada. Quero ver gente ocupando Londres. Quero reecontrar amigos. Quero, quero, quero. E qual melhor lugar para fazer o que quiser do que Londres? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3954769466800909294?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3954769466800909294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/de-ferias_30.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3954769466800909294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3954769466800909294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/de-ferias_30.html' title='De férias'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-6178451425589910190</id><published>2011-10-27T11:31:00.003+02:00</published><updated>2011-10-27T11:52:18.190+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A desequilibrada - Fatos e Feitos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Minha namorada me pediu um favor e grudou nele um aviso: por favor dê uma carona para &lt;a href="http://daartedefalarmal.blogspot.com/2010/04/descricao-1-desequilibrada.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #e69138;"&gt;a mamãe&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas tome cuidado, não a contrarie, ela é uma religiosa ensandecida e vai tentar te converter. E me deu um beijo de despedida. Este era o único defeito de Sara: ser filha de uma maluca religiosa pentecostal, que eu estava louca para conhecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No carro, a senhora ficou toda minha amiga, e eu até que gostei dela: simpática, parecia ter uma clareza de ideias bem incompatível com evangélicos, era toda cheia de sabedoria. Talvez Sara tenha exagerado um pouco. Para me agradecer (ou, suspeitei, achar uma oportunidade de me converter) ela me convidou para a casa dela. Disse que iria me encher de doces e chá da tarde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No dia marcado comprei umas flores, uns chocolates e cheguei na hora. Entrei, formal, e a vi de roupa rasgada, despenteada, suada. Ela me contou que estava fazendo uma faxina pesada naquele casarão enorme, e não teve tempo de se trocar. E se lamentou que a vida era tão dura, ela não tinha ajuda, os filhos não queriam saber e na idade que estava tudo ficava realmente difícil. Eu esperei que ela se trocasse e tentei me solidarizar com tanta injustiça, o que foi ficando impossível enquanto observava as antiguidades e quadros com jeito de caros espalhados pela casa.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Penteada e vestida, ela preparou o chá, enquanto falava de banalidades. Até que alguma coisa clicou, ela fez uma expressão triste e começou a explorar as mazelas do mundo, numa ladainha de que mundo era realmente horrível, as pessoas sem moral, a vida tão cachorra e ingrata. A única saída é orar para deus, disse ela, e colocou a mão no peito. Eu estava entrando em depressão mas, lembrando-me de Sara, tentei fazer um esforço para concordar e não retrucar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela passou então a falar de milagres, eu comecei a me virar na cadeira. Disse que há alguns anos se pegava andando pelo quarto em círculos, com as costas curvadas, balbuciando línguas desconhecidas. Até que num culto viu irmãos agindo da mesma forma. Era isso! Enfim ela sabia o que a afligia: estava com o diabo no corpo. Mas o pastor Nécio resolveu tudo, lhe deu um belo exorcismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Visualizei a senhora ridícula falando em línguas enquanto se chacoalhava. Queria rir. Aquela mulher era louca! Será que estes genes passaram para a minha namorada?&amp;nbsp; Em nome das boas relações ainda tentei achar alguma estória análoga para ilustrar a conversa, mas não achei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O chá continuou e, como Sara havia prevenido, ela finalmente resolveu ser direta: qual é sua religião? Perguntou olhando bem para mim, como se não admitisse mentiras. Não tenho, disse. Ela continuou, parecendo não ter me ouvido: Por que não vai à igreja? A juventude não tem espiritualidade, reprimiu. Não é à toa que você não casou ainda. Para receber de deus temos que dar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Perguntei meio maliciosa se quando ela se referia a dar queria dizer dar para o pastor? Ela me ignorou e continuou,&amp;nbsp; sim, o pastor é um veículo do senhor! Nas mãos dele nossos pedidos são amalgamados em realidades. A extensão do estrago mental era maior do que eu pensava, e quis mostrar-lhe que odeio igreja. Mas novamente me controlei, e hipocritamente contemporizei, dizendo para ela que ia pensar no assunto, afinal rezar um pouquinho mal não ia fazer, não é? Ela me corrigiu: quem reza é macumbeiro. Você deve orar, minha cara, orar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Alguns dias se passaram e ela me telefonou. Fui surpreendida pela sua voz infantil e desencontrada me convidando de novo. Sara disse que ela havia gostado de mim, então aceitei mais por educação que vontade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desta vez ela me esperava arrumadinha e organizada, com a casa limpa, a mesa recém posta e cheiro de bolo assando. Eu novamente trouxe coisas gostosas, e ela faz uma cara gulosa quando viu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A conversa começou com uma revelação: ela sonhara comigo esta noite. Sonhou que eu encontrei um homem, um homem de deus, lindo, loiro, alto, ariano, muito bom, e que nós nos casaríamos rápido e teríamos uma menina angelical. Tudo isso em menos de um ano!&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Que benção,&amp;nbsp;não acha?!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Parecia o sonho de qualquer garota, caso essa garota fosse meio idiota e neopentecostal. Deixei escapar uma risadinha&amp;nbsp; incrédula. Ela não percebera, ela não sabia, não imaginava que eu era a namorada da filha dela, e vinha me encher com esta conversa estúpida e louca de marido de deus. E pensar que Sara havia prometido sair do armário em casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Depois de me informar sobre meu futuro, ela me contou do seu passado e do falecido que não deixou saudades. Aquele homem fora a destruição da sua vida, confessou a meia voz. E completou o perfil dizendo que ele havia feito pela rua uma coleção de bastardinhos que ela não conseguia nem mesmo contar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sutilmente, ela guiou a conversa para minha namorada. Agora vamos discutir o que realmente interessa, pensei. Eu estava pronta para dizer a ela que minha família sabia de tudo e estava feliz por nós duas, e que seria bom se ela também pensasse assim. Mas apesar de pronta para isso, não acreditava por um instante que ela aceitaria. Ela me mostrou o suficiente para eu saber que este era o último chazinho amigável que eu frequentava naquela casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas o que ela disse &amp;nbsp;ent&lt;/span&gt;ão&amp;nbsp;caiu como uma bomba: minha filha é difícil, sabe? Tem tão poucas amigas... Também... só pensa em namorados. Toda semana traz um moço novo para me apresentar, e depois fica se agarrando com eles pelo quarto... Pois é, minha filha tem um apetite estranho para homens! Mas pelo menos seus namorados são da igreja. Agora ela está com um rapaz há um bom tempo, ele é ótimo, está estudando para pastor, você acredita?! Que benção!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu não consegui mais comer doces e saí de lá atordoada e envenenada. Que cobra sorrateira! Ou será que ela não sabia mesmo de nada? Não podia acreditar em mais ninguém naquela família, será que a mãe seria tão cega, será que minha namorada faria isso comigo? Sara negou tudo, disse que a mãe era completamente desequilibrada. Ainda assim, a dúvida ficou plantada em mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então para garantir, eu passei a frequentar a igreja, um ou dois cultos por semana. Não contei para Sara, disse que estava fazendo um curso de línguas. O que não é inteiramente mentira, já que os cultos andam cada vez mais cheios de possuídos que falam línguas impossíveis. Estou só esperando para ver se ela aparece por lá, com o tal futuro pastor. E olha que já estou até me acostumando...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-6178451425589910190?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/6178451425589910190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/desequilibrada-fatos-e-feitos.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6178451425589910190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/6178451425589910190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/desequilibrada-fatos-e-feitos.html' title='A desequilibrada - Fatos e Feitos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-5883371966015091902</id><published>2011-10-26T22:28:00.003+02:00</published><updated>2011-10-27T10:14:48.896+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Mãos Dadas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://1.bp.blogspot.com/-38PLMtujSbo/TqhtJ8K3SSI/AAAAAAAAADU/Y0Bkpz5IIkU/s320/hands.jpg" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;Separaram-se depois de seis meses decasados, e nem sabiam por quê. Parece que viraram amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;A amizade consistia em frequenter os mesmoslugares sem aparecer de mãos dadas com ninguém. Vamos mostrar que somoscivilizados, diziam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;Um dia, ele apareceu de mãos dadas com umaloira. O dela estava ali, com a mão no bolso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;Acabaram a amizade, com a piorbriga que já tiveram. Desde então, ele não pôde, jamais, dar as mãos paraninguém, e muito menos para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-5883371966015091902?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/5883371966015091902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/maos-dadas.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5883371966015091902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5883371966015091902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/maos-dadas.html' title='Mãos Dadas'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-38PLMtujSbo/TqhtJ8K3SSI/AAAAAAAAADU/Y0Bkpz5IIkU/s72-c/hands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-438285366258370423</id><published>2011-10-25T10:06:00.003+02:00</published><updated>2011-10-25T10:14:18.386+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Perdidos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://1.bp.blogspot.com/-NnoxnBjowiY/TqZtcgu42lI/AAAAAAAAADM/Xc19lVixszQ/s320/the_archeaologists.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="320" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;De Chirico&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Recebo a seguinte sentença:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nós sabemos onde estamos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um imperativo categórico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que ri de meus argumentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sim, nós sabemos onde estamos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Cumpro minha pena&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com o tempo, redimida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Queria, como uma voz incerta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Te esperar na saída&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E comunicar: não sabemos onde estamos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você me tocaria sem pressa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Procuraria um mapa em meus olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; -&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;o que está na sua cabeça já émuito antigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Faria ruas em planos invisíveis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E reconheceria: não sabemos onde estamos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-438285366258370423?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/438285366258370423/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/perdidos.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/438285366258370423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/438285366258370423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/perdidos.html' title='Perdidos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NnoxnBjowiY/TqZtcgu42lI/AAAAAAAAADM/Xc19lVixszQ/s72-c/the_archeaologists.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3297866617444706993</id><published>2011-10-24T15:33:00.000+02:00</published><updated>2011-10-27T10:15:28.421+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><title type='text'>Conversas alheias</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A fofoca é o passatempo preferido daspessoas por aqui. A cada dia mais me convenço disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não sei se começo a achar engraçado ou secontinuo com a minha birra eterna sobre lugares pequenos e pessoas enxeridas.Viver em constante vigilância faz parte desta comunidade aqui, e o que fazer?Simplesmente aceito? Pelo jeito a força está contra mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estava em uma aula do meu mestrado quando chegouo intervalo. Não queria sair da classe, estava com frio, então resolvi puxarassunto com o professor. Conversa vai, conversa vem, não tinha mais quase ninguémna sala, apenas uma ou duas pessoas que pareciam estar dormindo. Quando sabeque sou do Brasil, o professor me conta que já esteve lá, me fala das suasimpressões sobre o meio ambiente (sua matéria é ecologia), e eu explico para eleporque estava fazendo este curso, etc. Uma hora eu digo para ele que talvezfosse interessante ir logo para o doutorado, em vez de perder tempo commestrado, algo que já fiz. Mas justifiquei não ter optado pordoutorado ainda por não ter encontrado uma linha de pesquisa que meinteressasse (e prefiro arrumar um emprego), e ele me falou de alguns professores pesquisando uns temas que me atraem e disse que ia me passar uns contatos. Falamos mais um pouco, ele deu umasaída rápida da classe, e depois de uns 10 minutos continuou a aula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No dia seguinte, encontrei um colegaportuguês com quem converso com uma certa frequência. Ele sequer me falou bomdia, e já questionou: - Verdade que vais mudar de curso? Eu: - Hein? Mudar decurso? Ele: -E não? Pois não dissestes ao professor que irias mudar de curso?Por que? Eu: - Eu falei para o professor isso? Como você sabe? Ele: - Pois a Angelaestava na classe e me disse que você falou isso para o professor. Eu: Angela??!Ahhhh....&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A tal da Angela é uma das pessoas que euimaginei dormindo na sala enquanto eu falava com o professor. A verdade é que aintrometida estava isso sim fingindo que dormia quando na verdade estavaprestando atenção na conversa. Eu ainda tive que dar explicações para o amigosobre, não, não era bem isso, talvez fosse ver o que estavam pesquisando, talvezoptar por outro curso, etc... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Meu Deus!! Que chatice esta vigilânciapermanente. Já contei a estória de quando estava procurando emprego e meioLuxemburgo já estava sabendo. E agora a falação se repete. Que pitoresco viverem província, as pessoas não tem mais o que fazer além de controlar a vidaalheia! Estou começando até achar engraçado de tão surreal que é isso tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ser anônimo na cidade grande é um statusmuito mal compreendido. Em vez de solidão, o anonimato é sim liberdade.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3297866617444706993?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3297866617444706993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/conversas-alheias.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3297866617444706993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3297866617444706993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/conversas-alheias.html' title='Conversas alheias'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-159167461555891503</id><published>2011-10-20T13:54:00.001+02:00</published><updated>2011-11-08T23:13:40.045+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dirigir na autoban'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luxemburgo'/><title type='text'>Dirigindo na Autobahn</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XNztpmxmpwY/TqALwnkBYKI/AAAAAAAAADA/ynQcayF9sBg/s1600/autobahn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-XNztpmxmpwY/TqALwnkBYKI/AAAAAAAAADA/ynQcayF9sBg/s320/autobahn.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma das coisas mais legais que fiz desde que vim morar aqui em Luxemburgo foi ir para a Alemanha e dirigir na Autobahn.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu já estive nas estradas alemãs muitas vezes, mas nunca dirigindo. Há uns tempos tive que ir até o aeroporto de Frankfurt, a uns 200km daqui, sozinha, e finalmente compreendi porque as pessoas tanto falam destas estradas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Foi no verão, fazia um sol de rachar, calor de mais de trinta graus, estava saindo de Luxemburgo com o carro do P. Na pista via as ondas do calor deformar as linhas de ultrapassagem. Em Lux o limite é 130km/h, e vou dirigindo tranquilamente, no limite é verdade, ultrapassando os veículos lentos e dando passagem para as Mercedes, Bmws e Audis enlouquecidos que não tem medo de levar multa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quando viajo de carro, sempre me lembro da infância.  Cresci na estrada, indo do RS para São Paulo, de Curitiba, de Porto Alegre, às vezes fazíamos 1200km em uma tirada só: 12 horas.  Cresci enjoada do cheiro de freio de caminhão que dava ânsia de vômito, e lembro-me como se fosse agora meu pai acendendo cigarro com a janela do motorista semiaberta, quando chegávamos na região de Registro, entre SP e Curitiba, e invariavelmente fazia um calor ridículo e os bananais da região emitiam um cheiro doce, que misturado com a poluição dos caminhões, a umidade e milhões de insetos faziam daquilo um caldeirão infernal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nos anos 80, a BR 101 era conhecida como a Rodovia da Morte, e a 116 também não tinha lá muito boa reputação. Um dia, vi um acidente de caminhão bem gráfico: o motorista estava jogado para fora da boleia, com o corpo partido no meio, e todas as tripas saindo para fora numa poça de sangue. Uma imagem inesquecível para uma pirralha de oito anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A estética da autoestrada é a mesma, onde for no mundo. Geometria pura. Estou falando de cinza, em formas alongadas. Depois linhas paralelas constantes, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"   style=" ;font-family:Cambria;font-size:12pt;"&gt;únicas, &lt;/span&gt;duplas, verticais, horizontais, ora retas, ora curvadas. Pontilhados. Quadrados, retangulos, triangulos. Caixas quadradas que crescem conforme se aproximam, e se transformam em longos retângulos ao nosso lado. Linhas horizontais em formas de cone, ou círculos, sempre intervindo na sequência das paralelas. Quadrados brancos, verdes, amarelos, azuis, cheios de nomes estranhos. Flechas. Luzes. Às vezes brancas e longas como um colar de pérolas brilhante, às vezes mil pontos vermelhos ordenados. Bordas cinzas. Paredes laterais. Tudo isso envolto em um rumor constante, sobreposto por sons intensos e breves.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ouço Radiohead, bem alto. Estou quase entrando na Alemanha. Uma ponte alta separa os dois países, e vejo duas placas: a primeira, azul anil com o círculo de estrelas amarelas, Germany escrito dentro; a segunda é a plaquinha dos sonhos, um círculo branco, cortado por cinco finas linhas paralelas. É o sinal: agora pode correr o quanto quiser. Sem brincadeira, vai fundo, diz o círculo. Que presente quando aparece, é inexplicável e eu só quero acelerar muito!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não quero mais saber. Aumento o som, a música é super pesada e cheia de barulhos distorcidos, e eu estou bem acordada e pensando em tantas coisas. Começo a correr. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A estrada está vazia, é segunda-feira, são mais ou menos três da tarde. Acho que as pessoas estão todas na praia ou então trabalhando as últimas horas antes de escapar para as férias. Vejo muitos caminhões estacionados nos postos e descansos da estrada, pelo jeito eles preferem viajar à noite. Sei que tem uma lei que eles só podem dirigir um número x de horas seguidas, e aí são obrigados a parar para descansar um tempo. Isso tudo é feito com um controle eletrônico, então acabou a estória de caminhoneiro virando a noite cheio de anfetaminas para entregar a carga depressa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se tem gente na direita, vou para a faixa da esquerda. Às vezes algum carro mais rápido chega bem atrás de mim, e eu vou para a direita, dou passagem. Poucos, confesso. Eu estou indo muito muito rápido, e não quero saber de parar, não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Para quebrar a monotonia, tem muitas mudanças no limite de velocidade. Muita obra na estrada também. Enche o saco. Estou correndo livre, aí tenho que reduzir para 130, depois para 80, até 60. Acontece direto. Tenho que ficar bem esperta, dizem que se não respeitar é multa na certa. Nem quero pensar em um carro da Polizei me parando. Como é que vou me explicar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma hora vejo um retão a perder de vista, já estou a mais de 180. Quero ver até onde tenho coragem de ir. De qualquer velocidade até 180 é bem fácil chegar. Depois demora mais. Vou pisando o acelerador com tudo, e o ponteiro vai  indo para a direita... vou chegando a 190... 195.... 200.... 210... meus olhos estão estatelados, estou imóvel, não acredito no quanto estou rápido, que sensação! Não pude evitar pensar que poderia morrer num instante, se quisesse. Bastava eu virar o volante um pouquinho para um lado, ou outro, e bum!, explosão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De repente uma curva, melhor reduzir um pouco. Mas quase não precisei, as curvas da autobahn são per-fei-tas. Você pode continuar na velocidade mais alta, elas vão passar com tanta precisão, e uma suavidade incrível. Pura habilidade engenheiristica. Coisa de alemão. A estrada não é nada monótona, com curvas, sobes e desces, redução e aumento de velocidade, e placas com cinco linhas cruzadas, minhas favoritas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estou em êxtase automobilístico! Nesta hora entendi completamente porque algumas pessoas querem um Porsche, uma Ferrari. Apoio essa causa. Se me dessem um agora eu acho que pirava. Ainda vou pegar um, saio da concessionária direto para a estrada, sem dúvida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Meu vidro fica super sujo, tem tantos insetos no ar, preciso parar para limpar. Depois continuo, até o destino, aquele monstro do aeroporto de Frankfurt. Chego na hora prevista, pois por mais que corra tem tantas reduções obrigatórias na estrada, que não posso fazer em uma hora algo que faria em duas na velocidade média.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na volta a estrada está bem mais cheia, não dá para correr tanto, tenho que andar meio piano, mas piano padrão autobahn, 180.... Dirigir assim é um mega prazer. Sei que no inverno a estrada fica um pouco diferente, a água congela mesmo no asfalto, fica um gelo tipo uma raspadinha e derrapar é muito fácil. Melhor esperar pelo próximo verão. Não vejo a hora de voltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-159167461555891503?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/159167461555891503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/dirigindo-na-autobahn.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/159167461555891503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/159167461555891503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/dirigindo-na-autobahn.html' title='Dirigindo na Autobahn'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XNztpmxmpwY/TqALwnkBYKI/AAAAAAAAADA/ynQcayF9sBg/s72-c/autobahn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-8215684532780142941</id><published>2011-10-18T12:23:00.000+02:00</published><updated>2011-10-18T12:23:24.200+02:00</updated><title type='text'>Melancolia</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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&lt;/span&gt;até queo calor se torne insuportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E então volto para meu lindo mundo verde,que tem uma vida milimétrica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A melancolia é tímida, só se mostra paraquem presta atenção. Se você andar com pressa, não a vê; enxerga apenas oterreno, e a água barulhenta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas eu a vejo quando me esqueço do cenário,e observo o caminho da água. Ali a encontro na forma deste pequeno ecosistema, tão atraente e perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Acaricio este veludo com os dedos, e quandoolho para eles vejo água, e pequenos pedaços de terra, plantas e é tudo tãolimpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não sei como viver em outro lugar. No meumundo, troncos e cipós crescem, e todos eles se tingem de uma cor cada vez maisforte que chega a brilhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E com o tempo estas antigas excursõessolares parecem menos valiosas e sem propósito algum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-8215684532780142941?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/8215684532780142941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/melancolia.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8215684532780142941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8215684532780142941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/melancolia.html' title='Melancolia'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1779975093082358290</id><published>2011-10-17T15:31:00.002+02:00</published><updated>2011-10-17T15:36:16.100+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Hóspede</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nos conhecemos há tempos, gostamos um dooutro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Chega um dia, eu entro na sua casa, e vocême recebe como a um hóspede especial: você quer me ver, te faço bem, você mecobre de passeios e de lençóis engomados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nos divertimos por algumas horas finitas. Vocêsabe, eu sei: sou apenas uma presença temporária, sua convidada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É a natureza do nosso estado hóspede-hospedeironão sermos parte da vida um do outro, é você lá, eu aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E sabemos muito bem onde estamos, sim, e mais:jamais podemos nos esquecer disso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quando vou embora, você fecha a porta atrásde si, e é isso, é o natural. Eu serei pouco: apenas algumas fotos, um número a mais, uma memória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O tempo passa, e você irá se lembrarde mim em momentos aleatórios, quando quer falar do quanto sua vida é cheia depessoas, quando quer reviver boas sensações ou quando vê na estante o presenteque te trouxe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia eu seja sua convidada de novo, talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um hóspede não te consome, não encurta a sua vida, não demanda nada, exceto um pouco de atenção quando está dentro da sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É bom que seja assim? Não sei. Mascertamente é liberador se relacionar desta maneira.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1779975093082358290?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1779975093082358290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/hospede.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1779975093082358290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1779975093082358290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/hospede.html' title='Hóspede'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3111132876112709804</id><published>2011-10-14T16:28:00.000+02:00</published><updated>2011-10-14T16:29:16.582+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><title type='text'>Parceiros pouco impressionantes</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Tenho umprimo bonitão. Além de bonito, é muito inteligente, espirituoso, extrovertido,sexy. Tem seus defeitos, como ser um pouco impulsivo e irritante, falar demaisàs vezes, ser meio estouradinho, mas no geral é um cara interessante, generoso,honesto, legal. Ele se casou na mesma época que eu, e está com sua mulher desdeseus tempos de estudante. Como moramos em países diferentes há tempos, nuncaconheci a noivinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Outro dia, ocasal veio almoçar aqui em casa, e eu finalmente conheci a moça. Que decepção!Não pude deixar de pensar, por toda a duração da visita, que eu esperava maisdele. O que leva um cara, a meu ver tão especial, a se casar com uma mulher tãoapagada, desinteressante, sem charme e que nem sabe conversar direito? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Fiquei tentandoachar uma explicação plausível. Se ele tem todas as qualidades que eu mencioneiacima, ela certamente deve ter um algo mais? Não é meio lógico? Uma pessoa tãocheia de maravilhas se casaria com alguém aparentemente tão incompatível?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;É fáciljulgar os outros pela aparência e primeiras impressões, mas eu juro que procuronão fazer isso. Na maior parte dos casos eu sempre reviso - para melhor - aprimeira impressão, e sempre, sempre consigo achar algo de interessante ebonito em quase todas as mulheres que conheço. Mas desta vez não consegui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Então fiqueiteorizando: será que ele escolheu uma mulher que não o ameace em nenhumaspecto? Ou será que ela é, intimamente, uma pessoa diferente e incrível? Ouainda, pode ser que o que houve mesmo foi que ela fez dele a sua melhor obra, eo transformou neste homem legal que eu admiro tanto? Será?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #666666; font-family: Cambria; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-GB; mso-hansi-theme-font: major-latin;"&gt;Mas estoumesmo achando é que vou ter que me conformar que ele, simplesmente, não é tudoisto que eu pensava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3111132876112709804?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3111132876112709804/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/parceiros-pouco-impressionantes_14.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3111132876112709804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3111132876112709804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/parceiros-pouco-impressionantes_14.html' title='Parceiros pouco impressionantes'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-5982504617088575632</id><published>2011-10-13T11:09:00.001+02:00</published><updated>2011-10-13T23:01:58.292+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigas'/><title type='text'>Escrever sobre os outros</title><content type='html'>Sabe quando você conta para alguém que temum blog, aí a pessoa vai, lê e depois pergunta: por que você não escreve sobremim/a gente/ aquele dia? Pois é. Responder o que? Eu mesma morro de curiosidade emsaber o que os outros acham de mim, então entendo a necessidade. Mas acho engraçadopedirem para eu escrever.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Às vezes, quem fala o que quer, ouve o quenão quer, e quem escreve o que quer sobre quem quiser acaba se ferrando, aindamais se o autor, neste caso, tem uma certa tendência ao falar mal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma época eu tinha um namorado completamenteesquizoide, ciumento e burrão. Eu também era idiota e escrevia um diário, ondecontava tudo o que achava dele e as verdades sobre as minhas mentiras – nósmorávamos em cidades diferentes, eu tinha dezenove anos e, óbvio, aprontava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Além de idiota, eu também era ingênua eacreditava no Supremo Respeito à Privacidade Alheia: jamais alguém leria odiário que estava no meu quarto, imagina! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O problema do diário, que era cheio denovelinhas e personagens, era o fato de o namorado ser um dos principaisprotagonistas das estórias, e eu não lhe dava oportunidade de aparecer na suamelhor luz. E ainda escrevia com todas as letras: eu acho o fulano muito burro.Observando que eu estava com ele por outros motivos, aqueles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Bem, o fato é que um dia ele não aguentou,fuçou, achou o diário, leu tudo, e não satisfeito, foi no xerox, fez um montede cópias, adicionou interpretações e comentários cheios de flechinhas e distribuiuo jornaleco para &amp;nbsp;meio mundo, incluindoamigos, casinhos, e MEU PAI!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desnecessário dizer que as consequênciasforam desastrosas, e note que naquela época ainda não existiam redes sociais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então eu digo que escrever demais sobrepessoas conhecidas pode ser complexo. Você não quer magoar pessoas que gosta,ou ouvir que retratou alguém sem carinho. E só escrever coisas que você achaque a pessoa irá gostar de ler fica um tédio. Então eu evito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ainda assim, quem sabe uma hora crio umasérie de perfis sobre meus amigos, os transformo em personagens. Acho que o tagnerd vai ser um dos maiores. Mas afirmo, palavras maravilhosas também serãoparte dessas descrições, pois elas são parte deles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um beijo para os amigos curiosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-5982504617088575632?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/5982504617088575632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/escrever-sobre-os-outros.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5982504617088575632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/5982504617088575632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/escrever-sobre-os-outros.html' title='Escrever sobre os outros'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4696023644319252245</id><published>2011-10-12T14:58:00.002+02:00</published><updated>2011-10-13T10:42:05.911+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Um experimento na madrugada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MFn3ctTDB50/TpWVOk2adcI/AAAAAAAAAC4/gF-2uCIgr3Y/s1600/176sun-lightofForest-m487.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-MFn3ctTDB50/TpWVOk2adcI/AAAAAAAAAC4/gF-2uCIgr3Y/s320/176sun-lightofForest-m487.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Queria passar a madrugada lendo,escrevendo e fumando. Também beberia, algo forte, sem gelo. Conhaque? Talvezuma vodka. Drogas eu não tinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Já passava das zero horas. Sabiaque no dia seguinte teria a mesma rotina de sempre, acordar às sete,chamar todo mundo, escovar os dentes de criança, dizer tchau e benção e sair correndo para meu trabalho destruidor dealma. Mas isso seria dali a muitas horas. Agora queria ler, escrever, fumar,sair de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Melhor ainda seria fazer algodiferente. Um experimento. Ler, fumar e beber tendo que acordar cedo parecia umpouco boêmio, mas era muito pouco. Queria algo mais intenso. Ainda não sabiabem o que. Mas abri o armário, peguei o esprit de vie. Um nome tão poético, umacoisa tão banal. Que apareça então o verdadeiro espírito de mim! Seria bommergulhar na minha loucura latente.&amp;nbsp; Maseste experimento ficaria para daqui algumas décadas: virar uma velhacompletamente louca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Bebi o primeiro trago, acendi oprimeiro cigarro e peguei o livro do dia: A Montanha Mágica. Era bom ler sobrepessoas que precisavam ser curadas. Qualquer pensamento ia para o bloco denotas: viver num espaço vazio e branco; as coisas atrapalham as pessoas; viagemno interior das montanhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Passaram-se quinze minutos, enenhum espírito da sabedoria ou da loucura apareceu. Tomei mais alguns goles devodka. Novo cigarro. A montanha tornava-se menos mágica, as letrasembaralhadas. Notas: preciso tomar o lugar do outro. Sofrer e beber. Umexperimento de outra existência. Mais notas: a mulher que tinha acordado comvontade de ser má. Mais alguns goles, e já passava da uma da manhã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Não me sentia fora de nada.Precisava mesmo sair de mim, de qualquer coisa que se sinta. Vesti um casaco,peguei as chaves, rua. Caminhei sozinha, não tinha ninguém pela calçada, esenti uma certa ansiedade enquanto pensava que alguém poderia me abordar. Algumlouco da noite, hum... Só precisaria andar cem metros até as “boates” dobairro. Seria um bom experimento. Mas não suficientemente estranho. Tive outraideia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Entrei num bar ainda aberto, pediuma coca e um café, e bebi bem devagar. Outro cigarro, quinze minutos, novocafé. Parecia já mais sóbria. Precisava dos sentidos para o que ia fazer.Voltei para casa e peguei o carro. Agora sentiria algo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Dirigi para fora da cidadedormente, e em poucos minutos cheguei no parque-floresta enorme que às vezesusava para fazer caminhadas. O estacionamento, obviamente deserto, estavaaberto. Entrei lentamente, escolhi uma vaga e parei o motor. Ainda não sabiabem por que estava ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Senti o ar. Estava muito escuro,não tinha lua, nem muito vento, o céu estava todo encoberto e apenas umagaroazinha de outono chata e fria caía em silêncio. Quando desliguei os faróisdo carro, não era possível ver nada ao redor. Apenas um distante rumor daautoestrada servia para lembrar que pessoas ainda estavam próximas. O resto eracompletamente quieto, isolado. Nenhum carro passava na rua da entrada doparque. Vi na minha frente a forma da floresta grande e imóvel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Decidi minha tarefa: andar porquinze minutos na trilha dentro da floresta. Depois do tempo girar e voltarpara o carro. Seriam trinta minutos sozinha no escuro, neste lugar estranho. Comocompanhia apenas as minhas reações, queria experimentar meu medo irracional.Agora eu seria um outro, e teria a coragem de alguém que não se importava compessoas e histórias sinistras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Desci do carro, e senti umarrepio de corpo inteiro contra o ar frio e escuro. Imaginei meus próximospassos. A entrada da trilha era bastante aberta, sem vegetação, mas algunsmetros depois eu já estaria dentro da floresta, completamente cercada porárvores altas e barulhos irreconhecíveis, privada da visão. Meus medos seriamparalisantes viagens da minha cabeça: e se alguém aparecesse, e se algum animalme atacasse, e se encontrasse um corpo, e se visse pessoas estranhas fazendo umritual contra uma fogueira, e se nunca mais conseguisse sair dali?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Eu queria um experimento, nãoqueria? O que era ler, fumar e beber dentro do calor de casa, com a certeza deque amanhã tudo seria exatamente como hoje? O que era entrar em um bar quepudesse me colocar em alguma situação perigosa, mas novamente com a certeza deque alguém ali dentro ainda seria sensato, mesmo que de forma limítrofe, enovamente amanhã as coisas seriam normais?&amp;nbsp;Pensei algo muito maior: qual era o limite para o medo? Sabia que issome enlouqueceria, me tiraria de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Me afastei do carro e andei emdireção a entrada da trilha. Estava com frio, via a minha respiração condensada.Um vapor úmido saía das árvores e o túnel muito escuro me provocava. Meucoração acelerou e pensei de novo se deveria mesmo me impor esta prova. Por quenão? Coragem, eu precisava experimentar. Entrei na floresta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Andei lentamente, respirando o argelado e ouvindo o som dos meus passos contra a terra molhada e pegajosa. Devez enquanto uma gota cheia e gelada caía em meu rosto e me arrepiavainteira,&amp;nbsp; mas a chuva era tão fina quequase não passava pelas árvores densas. A floresta emitia sons estranhos esurdos, uns cliques e craques. Coisas caiam no chão e rolavam, mas eu nãoconseguia ver o que eram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;O silêncio povoado - e terror -era tudo o que sentia, e os olhos tentavam desesperadamente se acostumar aoescuro. Passei a distinguir ligeiramente as formas de alguns troncos, conseguiaver um pouco da trilha, mas nada além disso. Às vezes ouvia ruídos de passos,talvez de animais, e um farfalhar, o vento leve nas folhas. Não sentia mais oscarros passando na estrada longe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Continuava a andar, e a cadapasso eu tinha mais medo. O cheiro verde, de fungos, de folhas podres emolhadas me enjoava. Qualquer barulho mais próximo me dava um choque, eu estavamuito alerta e tensa. E tremia, e minha cabeça era uma tempestade, uma inundação,e pedaços de ideias se batiam contra toda aquela água que era o meu pavor, euquase me afogava em tantos gritos dentro da minha cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Com o coração disparado em pânicoe os olhos muito abertos sem ver, eu me perguntava por que eu me colocava emsituações como aquela, para que? Qual era o sentido de andar no mato escuroapavorada, para que isso servia? Contar para alguém, isso é razão suficiente?Que força me impelia para isso? Sou masoquista, só podia ser isso. Nunca sentitanto medo, e nem havia pensado na morte. Tinha medo do que não sabia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Continuei andando na escuridãopor oito minutos, dez minutos, ia contando o tempo no relógio. Pensei emcorrer, parecia que isso me daria uma proteção extra, assim nada poderia mepegar, mas eu só acabaria por aumentar a distância da saída.&amp;nbsp; Eu precisava ser dura e forte e racional.Comecei a chorar de terror e nervoso.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Minha cabeça era um cicloneconfuso e me perguntava por que eu que tinha tudo e não precisava ter medo denada inventava esta situação estúpida e extrema, pelo simples capricho dequerer sentir algo? O que era este meu medo inventado em comparação com medosreais, medos da morte, de tortura, de não ter comida no dia seguinte? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Me vi idiota, fútil e prestes aser comida por algum bicho enorme. Por que de tão vazia preciso inventarexperimentos para sentir alguma coisa? Compreendi que minha vida em si não fazsentido algum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Aguentei em agonia os minutoschegarem aos quinze, girei e olhei para a frente. Consegui ver poucos metros datrilha medonha que havia percorrido. O pavor não cedia. Tentei levantar osbraços e quis dar um berro, ouvir o eco, mas continuava paralisada. E se alguémme ouvisse? Decidi que era o momento de gritar a senha que faz parar.&amp;nbsp; Saí correndo para o carro, tinha que sairdali agora, precisava fugir daquelas árvores horríveis, sentir medo assim eraabsurdo, eu era completamente absurda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Cheguei no estacionamento em trêsou quatro minutos, sem fôlego. Entrei correndo no carro, tranquei a porta eliguei o motor. Só então parei para respirar e me acalmar um pouco, precisavaparar de tremer. Pensei no meu experimento. Concluí que nunca senti nada tãointenso, e também muitas outras coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Em casa, tomei um banho bemquente, e entrei na cama, onde meu marido dormia. Sem se lembrar que eu tinhasaído, ele me perguntou se eu não me cansava de ler. Não querido, não me canso.Só paro porque meu corpo toma o melhor de mim quando chega esta hora. Vamosdormir. E quis me esquecer de tudo, sonhando com águas calmas e mares azuis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4696023644319252245?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4696023644319252245/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/um-experimento-na-madrugada.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4696023644319252245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4696023644319252245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/um-experimento-na-madrugada.html' title='Um experimento na madrugada'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MFn3ctTDB50/TpWVOk2adcI/AAAAAAAAAC4/gF-2uCIgr3Y/s72-c/176sun-lightofForest-m487.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1634189412312020116</id><published>2011-10-11T09:00:00.000+02:00</published><updated>2011-10-11T09:00:08.454+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Dedos escrevem</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você me pergunta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que escreve, poesia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não, estou só contando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dos problemas dos vizinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você me responde, num fio de voz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estes dedos fazem coisas que não sei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nada disso,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Enfio uma faca na barriga imensa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Do vizinho horrível&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Enquanto meu próprio ventre crescia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Lembra-se?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você se lembra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Depois, apuro o meu despeito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que me obriga a pensar em vizinhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E falar de facas e gorduras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quando o que eu queria mesmo, querido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É aquilo que você sabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;As coisas que meus dedos fazem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E outras palavras digitadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em grossas camadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como um dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1634189412312020116?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1634189412312020116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/dedos-escrevem.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1634189412312020116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1634189412312020116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/dedos-escrevem.html' title='Dedos escrevem'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1377499765793567167</id><published>2011-10-09T15:45:00.004+02:00</published><updated>2011-10-09T18:05:00.543+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>A arte na Feira de Talentos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Procuro emprego há meses. Jápassei dos trinta, tenho um cv&amp;nbsp; “amplo”. Estouandando rápido pela rua, tentando achar meu carro, saindo da feira de talentos.Não quero que me encontrem, estou desesperada. Lembro da mocinha me olhando comdesprezo e movimentando a cabeça sem parar, dizendo sim, sim, sim, para tudo oque eu falava, sem me ouvir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;A feira de talentos foi na Câmarade Comércio de Luxemburgo. Talentos, que piada. Onde? Palavrinha mais cínica, paternalista.Abomino. Odeio também aquelas pessoas de recursos humanos que me entrevistavam avaliadorase condescendentes, como se me fizessem um favor, enquanto faziam cara deinteressadas, resolvidas e felizes em poderem ajudar àqueles seres humanos deuma espécie inferior, a dos desempregados. Você tem um perfil muito interessante– mas não serve para a gente, me falariam depois, em lindas cartinhas de papeltimbrado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;No dia da feira, eu já tinhaamanhecido atrapalhada. Não conseguia escolher a roupa para ir vender meustalentos. Lembrei que roupa era importante, parecer eficiente valia mais do queser. Precisava também ser meio ajeitadinha, o mundo corporativo não gosta debarangas. Mas não podia ser muito dada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Estava quase desistindo, poisminhas roupas atuais de desempregada se dividem entre hiponga e vamp dada. Nãotenho mais nada à mão que grite eficiência, mestrado em administração e domíniode Excel. Correndo contra o tempo, escavei no fundo do armário e acabei achandoo terninho cinza que me dava ojeriza - odeio terninho. Me vesti, coloquei unssapatões pretos de governanta, e me arrastei para fora de casa, ensaiando umasfrases estilo vencedor pelo caminho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;A feira era em uma sala grande,com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;stands&lt;/i&gt; dos recrutadores ao redordas paredes. O processo era fazer fila, falar com os magnânimos representantesdos empregos dos sonhos e entregar o cv. Se eles gostassem muito de você techamariam para outra sala, para entrevistas mais profundas. Se não gostassem,bem, seriam simpáticos e mandariam você ir passear com muita classe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Fiquei na fila esperando falarcom a representante de uma empresa que me interessava. Profissional, com meu cvna mão e um sorriso ensaiado. Ela pediu que me aproximasse e esperou que eu dissesseo que queria com ela. Me apresentei, disse a que vinha. Ela ouvia. Nãorespondia muito. Começou a me irritar. Senti hostilidade. Não fazia perguntas,e eu tentava manter a conversa. Inventou desculpas sobre não ter um cartão devisitas. Depois olhava para os lados, ou por cima do meu ombro, como queprocurando alguém na festa do Oscar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Acho que falei uns cinco minutossem parar, nem sei onde arrumei tanto texto e sangue frio. Ela me olhava com umacara de que não estava entendendo, e como se eu fosse completamente maluca porestar ali. Eu comecei a ferver por dentro. O que esta idiotinha pensa que é? Sósabe avaliar os outros, mas sabe fazer alguma coisa de útil na vida? É umaprofissão meio sádica, esta de recrutador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Quando concluí, ela me deu umtexto decorado sobre a empresa, o processo seletivo, o RH, o que eles faziam,os clientes... Eu já sabia disso tudo, sabia mais do que ela, sem dúvida. Nãoaguentei, e soltei um bocejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;A mocinha olhou bem no meu olho, esnobe.Tudo bem aí? Quer um café? Aceitei o café, por pirraça. Eu só conseguia meperguntar o que estava tão errado comigo, e amargamente saboreava o fiasco daentrevista. Enquanto isso íamos bebendo o café bem devagar, ela olhava paramim, não fazia perguntas, não conversava. Meu desconforto e minha ira cresciam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Era eu, o café, o silêncio e ela,agora minha inimiga íntima. A raiva entrou em ebulição. Resolvi me vingar: deium tapa bem forte e rápido na xícara dela, de baixo para cima, e fiz o cafévoar, num&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; splash&lt;/i&gt; dramático, a coisamais linda. Choveu tudo na camisa de seda branca dela. Foi espetacular. Eu nãoconsegui não rir, tive que gargalhar alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;O salão parou. Havia umas duzentaspessoas ali dentro, que pararam de falar para me olhar. A recrutadora me olhoucom muita raiva, um ódio venenoso. E berrou: segurança!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Chegou o responsável. Um caramagrinho com cara de contador. Como todo mundo ali. Acompanhe-me, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;senhora&lt;/i&gt;. Entrei em uma salinha quecheirava a suor e sentei numa cadeira dura, esperando com a porta fechada quealguém chegasse lá e me soltasse, ou me batesse.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Depois de quinze minutos de castigo,entrou a recursos humanos, recomposta, com os cabelos úmidos penteados. Veiocom dois colegas e o segurança/contador. Disseram que eu a agredigratuitamente, e que aquilo era grave, muito grave. Por acaso eu era louca? Elesiriam dar queixa na polícia, e as duzentas testemunhas estavam do lado dela. Eucom certeza receberia um chamado da lei, e teria que dar explicações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Fiquei apreensiva. Arrependida,era verdade. Era uma criança pega fazendo arte. Nada bonito. Essas minhasloucuras repentinas precisavam de um fim. Pedi desculpas, bem calminha. Masveja bem, dei publicidade para você de graça... ainda emendei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Um silêncio pairou, acho que araiva deles foi dando lugar à pena. Nós somos recursos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;humanos&lt;/i&gt;, e como tal, estamos dispostos a perdoá-la, disseram. Masvocê vai ter que fazer uma coisa antes. Disso depende darmos queixa na políciaou não. Eu que não ia negociar com eles, pensei. Não queria saber o que era.Mas insistiram: não quer saber o que queremos que você faça? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Depois de mais alguns segundos dedesconforto, me explicaram: eles queriam que eu subisse ao palco e pedissedesculpas pela minha atitude. Se você fizer isso essa estória ficará esquecida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Eu sou idiota, mas nem tanto.Claro que não iria fazer um mea culpa público para aqueles cretinos arrogantes. Mas faleique tudo bem. Que venha o microfone! O ar parecia mais leve, as tensõesdissipadas. Bonzinhos, perguntaram se eu gostaria de água. Não obrigada, achoque só café mesmo. Dei uma risadinha com o canto do olho, para mim mesma.Vitória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Aí a mocinha ficou me olhando, curiosa,enquanto o seu colega foi pegar o meu café. Chegando o mesmo, não aguentei.Joguei tudo para o alto, sujei todo mundo, menos eu. Que infantil, que delícia! Depois saí da salinhaandando bem rápido, subi as escadas rolantes e fui direto para a rua, enquantoas pessoas me olhavam e eu ouvia uns gritos atrás de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Calibri;"&gt;Acho que eu nunca mais consigo umemprego em Luxemburgo.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1377499765793567167?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1377499765793567167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/arte-na-feira-de-talentos.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1377499765793567167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1377499765793567167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/arte-na-feira-de-talentos.html' title='A arte na Feira de Talentos'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1144248758082721318</id><published>2011-10-06T08:00:00.000+02:00</published><updated>2011-10-06T15:42:47.780+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><title type='text'>Aula de geologia</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estou na aula de geologia do mestrado quecomecei há pouco. O professor tem a estranha mania de esperar os alunosatrasados em silêncio, olhando para a classe sem soltar palavra. Quanto tempoele gosta de esperar até perceber que ninguém mais vai vir, me pergunto,enquanto monto uma tabela de frequência do tempo de espera, que já tem dezentradas. Vai dar um gráfico bonitinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ele é um nerd das ciências. Orgulhoso da geologia,fala na língua das pedras e da física. Simpático na aula, estranho quando nãoestá expondo. &amp;nbsp;Deve ser meio autista.Termina as frases com um didático ça va? e fala sempre sobre a geografia da Bélgicae da Valônia, coisa que não poderia me interessar menos ou a ninguém da plateia,para ser precisa, pois na turma só tem africanos e europeus não-belgas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A sala de aula é linda. Tetos altos, portase janelas enormes, piso de madeira em ripas longas no sentido da luz. Fazaquele barulho oco quando ando, como se estivesse numa casa de fazendacolonial. Lá fora a vista também é linda, verde, luminosa neste dia claro deverão em outubro, o que serve de inspiração para ele fazer uma preleção dequinze minutos sobre o aquecimento global, e as minúcias sobre a contaminaçãodo solo por nitratos. Interessante. Anoto tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aprendo fórmulas sobre como medir a altura piezométricada água subterrânea, e escrevo que a Lei de Darcy é fundamental para euconseguir o meu diploma... Penso nas coisas, volto no tempo, estou na escola, eme pergunto, impaciente: o que estou fazendo aqui? Olho para os coleguinhas. Nãovai rolar uma amizade. A menina de Madagascar foge de mim, eu já percebi. Elame olha esquisito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estes cientistas adoram as coisas, pensamnas coisas, são curiosos sobre elas, querem saber como funcionam, e falam alíngua das formulinhas, das letras gregas e das integrais. A prova só vai terduas integrais simples, tranquiliza o professor. O que eu estou fazendo em umaaula de geologia, repito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Viajo. Sou curiosa sobre as pessoas,decido, razão para meu tédio em tudo que não tenha duas pernas e fale. Mas temgente que dá muito tédio. Como é que estes indivíduos tem este poder de abstrair-sedo humano e dos outros e pensar apenas (ou com concentração) em coisas. Nascoisas e na matemática e na física. O que estou fazendo aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tem limite o quanto devo darcondescendência à minha curiosidade. E este é meu tempo, aqui estão as minhasobrigações. Mas as coisas são interessantes, reajo. Eu amo as coisas. Dá prazerem saber sobre elas, estes entes que não decepcionam. São claras e lógicas, ah,as belas coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na classe eu sonho acordada. Todo mundo emsilêncio, ouvindo o professor. Minhas pálpebras estão pesadas. De repente, subona cadeira, começo a dançar, mostro a língua e bato palmas, marcando o ritmocom o pé, pá, pá, pá. O professor para de falar e assiste meu espetaculozinho.Depois volto a me sentar. E &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mando&lt;/i&gt; elecontinuar a aula. Depeche toi!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que sono, que sono, cala a boca professor,para de mostrar gráfico! Você é ótimo, já sei porque é doutor em geologia, maseu não entendo seu francês e sei porque te acho um nerd. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Arrevoir, je vais partir, fico fazendo mímicacom a boca. Será que ele viu e entendeu?.&amp;nbsp;Mas não posso, respeito é bom e ele aprecia. Penso em escrever aHistoria dos Meus Amantes, um a um. Mas agora é hora de fazer conta. Preciso deum café. E de um dicionário, daqueles japoneses que falam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Boa aula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1144248758082721318?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1144248758082721318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/aula-de-geologia.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1144248758082721318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1144248758082721318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/aula-de-geologia.html' title='Aula de geologia'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-8262854348344017234</id><published>2011-10-04T11:56:00.001+02:00</published><updated>2011-10-05T12:13:05.116+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A teimosia do casalzinho</title><content type='html'>Eram um casalzinho apaixonado contra o mundo. A mãe esperava tão mais para a filha, outras glórias e fortunas que aquele ali parecia pouco capaz de dar. O pai achava a nora assim, meio pouco, atrapalhada, sem sangue para levar um homem para a frente. As famílias antipatizavam, a dela muito barulhenta, a dele cheia de melancolia. A cisma não se resolvia nem com jantar, festa e conversa,&amp;nbsp; e muito menos cedeu a uma sorrateira aliança de noivado, surpresa dele no dia dos namorados.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os amigos de ambos detestavam-se. Ela contadora, ele dono de oficina, especializado em consertar de graça os carros dos amigos. Homens à esquerda, mulheres à direita. O que um bando de boêmios sem vontade e cara de pau fariam com aquelas fúteis que só pensavam em capital? Se conheceram ao acaso, na praia. &amp;nbsp;Não lembram bem como romperam a barreira das tribos. Atribuíram à teimosia, dos dois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tinham mesmo marcadas diferenças e diversos contras, mas gostavam de pensar em eles &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;versus&lt;/i&gt; o mundo – a legenda parecia romântica e original. Quando chegou o dia de casar, foram tranquilos ao cartório, sem comitiva ou festa, ele católico, ela crente, presentes os pais desgostosos e um ou dois amigos indiferentes. Casaram rápido, e o juiz de paz deu o recado: casar é fácil, divorciar é que complica. Vocês tem mesmo certeza máxima, absoluta e certíssima do que estão fazendo? E ainda olhou para os dois com desconfiança e brincou de puxar a folha de papel quando eles foram assinar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com o tempo, acomodaram-se e cresceram. Podiam dizer-se felizes, mas algumas diferenças ainda causavam nervosismo diário. Ela não conseguiu levá-lo à igreja, e por isso tinha um pouco de medo do pastor, que dava recados indiretos para as fiéis descomprometidas que não serviam nem para evangelizar o próprio marido (naquela igreja havia umas três assim). Das boemias do amado ela não gostava, mas aceitava, entre curiosa e resignada. Futebol acabou proibido em casa, e visitas só aceitavam das pessoas neutras. Domingos e festas eram classicamente dramáticos , já que decidiam no azar que família prestigiar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Após quatro anos de convivência, soltaram a ideia de iniciar uma família, queriam sua continuidade, suas crianças. Um amor que sentiam assim tão único, contra tudo, até os sacerdotes e o mundo, precisava ser festejado e cimentado. &amp;nbsp;Começaram a tentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Alguns meses de noites bem animadas se passaram. E nada. Tentavam com vontade e esperança, mas a cada mês o sangue varria aquela pequena alegria da expectativa. Até que ela ficou grávida. Choraram e comemoraram, mas 24 horas depois veio a surpresa triste e visceral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Após alguns meses, mais um acerto. Ela ficou bem quieta e correu para o médico, mas depois de duas ou três semanas, outra decepção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Decidiram investigar longamente, com exames, estresse e tubos transparentes. Numa tarde tranquila dentro de um consultório, descobriram a causa dos abortos: &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Seu corpo tem opinião própria, começou o médico. Acontece um processo dentro dele que simplesmente mata o embrião. Por que? Sempre que um óvulo for fecundando, seus anticorpos vão atacá-lo e acabar por matá-lo. Em outras palavras, você é alérgica ao seu marido. Digo, ao esperma, emendou o doutor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O casal se sentiu afrontado. Pensaram no quanto era injusto que até seus corpos tivessem uma opinião própria e, sem novidades, contra eles. Indignava-os que a biologia imperfeita deles mesmos quisesse fazer uma seleção genética sem ser qualificada para isso. Onde estavam todos os outros fatores que os evolucionistas de botequim usavam para explicar a compatibilidade entre um homem e uma mulher?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Prontos para a guerra contra a biologia, conversaram, procuraram e ouviram uma certa opção: uma vacina, que iria convencer o corpo dela a aceitar o dele. Os médicos também explanaram que a vacina era um início, uma bandeira branca de trégua que lhes daria três meses para tentar. Caso contrário, sempre havia a solução mais radical, a inseminação, que de quatro embriões faria ao menos um filho para o casal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tentaram. A vacina estava em ação, assim como eles. Mas ele teve que viajar. Ela ficou brava e foi dormir na casa da mãe. Receberam uma visita. A igreja ocupava. Acabou a trégua, e ela continuava alérgica, com aqueles anticorpos mais do que determinados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A vacina não funcionou, e as famílias, que já sabiam dos planos do casalzinho, entraram em um frenesi de não falei, eu sabia, ninguém me ouve e é bom para aprender. Os amigos, em tom de fofoca, comentavam o caso e se deliciavam com a ironia, fazendo cara de solidários&amp;nbsp; e soando positivos. O mundo gira, pensavam, sem deixar de se questionar quando a casa ia mesmo cair.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O casal seguiu para o plano B. O médico era bem famoso, mas já havia um grupo de direitos éticos atrás dele, querendo reduzir o número de embriões implantados: era o rei dos trigêmeos na cidade, tento sendo apelidado à boca pequena de Dr. Goleada. A inseminação era cara, mas o casal depois de um ano conseguiu juntar o dinheiro necessário e, enfim, fazê-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mesmo com todo o otimismo e as estatísticas do Dr. Goleada, a gravidez não veio. O médico nunca vira nada assim e disse que nestas situações existiam dois tipos de pessoas, as que não perdiam as esperanças e tentavam de novo, e as que simplesmente aceitavam que não poderiam ter filhos. Que tipo eram eles? Muito obrigado, tchau e benção.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com a brusca reflexão proposta pelo médico, discutiram as opções. Lutar contra o mundo já era o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;modus operandi&lt;/i&gt; do casal, que acreditava neste complô existencial. Porém, a teimosia os levava longe, ainda mais abastecida pela contrariedade. &amp;nbsp;Vieram momentos de tristeza, e ela parou de ir na igreja que não entregava as promessas compradas com dez por cento do holerite (que ela dava escondida). Os pais já não falavam mais nada, sentenciando que o casal realmente não era para ser, mas, de fato, não precisavam ser reinformados disso agora que estavam tão tristinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A última opção, que queriam evitar pois não era de raiz, foi adotar uma criança. Entraram com a papelada e por meses esperaram, sendo visitados por burocratas e assistentes sociais e recebendo contatos de agências de adoção. Um dia, chegou uma carta, dizendo que enfim o momento chegara, e eles estavam autorizados a visitar uma criança de dois anos que estava prontinha para ser adotada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Conseguiram a menina, e a chamaram de Iara, Iarinha. Os avós, que de velhos pararam de lamentar os conselhos ignorados, se enterneceram com a criança carinhosa, bagunceira, que adorava os pais, mas que de alguma forma deixava o casal bastante desarmônico. Eles não concordavam na maneira de criar a menina, um era disciplinado, para o outro tudo valia, ela precisava de um irmão, não, já bastava o desgaste do processo de adoção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não quero dizer que com isso se separaram, ou que a criança colocou para correr toda a birra do mundo contra eles. Eles continuam aí, bem teimosos, brigando e pulando as barreiras, em ritmo variado. Não sei quanto vão durar, mas agora estão bem ocupados, com uma filha para criar. O coro dos contrariados não diz mais que querem só ver, mas que ainda fazem suas apostinhas, fazem.&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-8262854348344017234?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/8262854348344017234/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/casal-teimoso.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8262854348344017234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8262854348344017234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/casal-teimoso.html' title='A teimosia do casalzinho'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2735296797157768322</id><published>2011-10-03T00:12:00.000+02:00</published><updated>2011-10-03T00:15:47.943+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Prerrogativa</title><content type='html'>A prerrogativa de te ferir é minha&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Te conto da perfeita regalia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que comprei como um presente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Custou muito, somente tempo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas decido ser generosa:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quem sabe a usamos juntos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu faço comigo o que faço com você&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Te explicando, me sinto um máximo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Distante você ri, me acha um pedestal&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E sugere: por que você não explode?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2735296797157768322?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2735296797157768322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/prerrogativa.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2735296797157768322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2735296797157768322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/prerrogativa.html' title='Prerrogativa'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-160510796438390204</id><published>2011-10-01T14:23:00.000+02:00</published><updated>2011-10-04T12:05:46.959+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu blog'/><title type='text'>Este blog é sobre o que?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Neste blog eu escrevo sobre o que me dávontade. Ele não tem uma "linha editorial" muito definida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu o comecei com a intenção de fazer umdiário virtual, tentando desabafar comigo mesma e falar um pouco de coisas que tinhavontade de criticar (por isso o título).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas fui mudando e tendo vontade de escreversobre outras coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Atualmente tenho tido mais tempo, e estoupublicando alguns pequenos contos e crônicas. Estes textos não sãonecessariamente baseados na minha vida ou em pessoas que conheço. A minhainspiração vem do que vejo ao meu redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Este também não é um blog sobre a cidadeonde moro hoje. Existem muitos blogs por aí que falam daqui muito melhor do queeu, com mais detalhes e vontade. A cidade é apenas uma parte da minha vida, eseria um exagero dizer que ela é uma fonte de inspiração!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não coloco o meu nome real aqui porque,&lt;a href="http://daartedefalarmal.blogspot.com/2009/11/primeiro-post.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;como já expliquei antes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, não quero me expor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Meu blog é um hobby discreto e poucaspessoas do meu convívio sabem dele. Se muita gente que me conhece o lesse, euacabaria me impondo uma auto-censura -&amp;nbsp;que já é bem grande - e não escrevendo coisas que estão na minha cabeça.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O importante para mim é aceitar que mudo, eessas mudanças são refletidas nas coisas que escrevo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O dia que tiver ainda mais tempo edisposição posso criar um blog coerente, falando de uma mesma temática. Mas porenquanto fico com este pequeno caos aqui, falando do que tiver vontade, semamarras. E ponto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-160510796438390204?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/160510796438390204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/sobre-o-que-e-este-blog.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/160510796438390204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/160510796438390204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/10/sobre-o-que-e-este-blog.html' title='Este blog é sobre o que?'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1408298801850488383</id><published>2011-09-28T12:56:00.002+02:00</published><updated>2011-09-28T12:56:51.989+02:00</updated><title type='text'>Se enamora</title><content type='html'>Acho que preciso de um pouco deste tempero doce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/ZmSAIBYEvWQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZmSAIBYEvWQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/ZmSAIBYEvWQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1408298801850488383?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1408298801850488383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/se-enamora.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1408298801850488383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1408298801850488383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/se-enamora.html' title='Se enamora'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-374304491943357727</id><published>2011-09-28T10:38:00.001+02:00</published><updated>2011-09-29T15:36:51.439+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='minha vida'/><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Do alto das minhas experiências, eu acheique soubesse o que era dor, aquele sentimento agudo, que subjuga e que é aultima coisa que quero sentir... a sensação mais evitada e desprezada, que nofim se confunde com o próprio medo e é tudo isso em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Por ter conhecido dor, quando me depareicom a sua possibilidade viajei longas estradas para evitá-la, fazemos coisas tãocontra as minhas ideias mais preciosas somente para escapar. E muitas vezesconsegui excluí-la da minha vida, usando sempre a saída de não pensar, deabstrair tudo o que é concreto e viver num mundo onde nada é relevante, ascoisas são apenas o que são, pequenas demais para mim, e assim elas não me tocariamjamais. Porém percebi que muitas vezes gostei de sentir dor, algo que me faziaviva, mais eu, com uma satisfação de atingir partes de mim quase sempreinacessíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu achei que vivesse com medo. Medo dascoisas mais estúpidas, principalmente do outro, aquele que tem algum podersobre mim e que por isso me assusta. Ao contrário do que pensava óbvio, vi que conformeo tempo passava eu tinha mais e mais medo, logo eu, que antes não temia nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas algo aconteceu e fui levada a sair demim mesma, colocando-me no lugar dele, aquele que tem uma sentença de poucavida, e ao fazer este exercício, vi que não sei nada sobre dor e medo, quesobre isso só sei pensar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tentei imaginar as suas sensações, tenteiimaginar como ele pensa, os horrores e as figuras tristes que passam dentro dasua cabeça. E mesmo com todo meu esforço, creio que não consigo compreender nemo início do turbilhão de imagens e especialmente de sensações que se passamali. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Primeiro imaginei fracamente o sentimentode injustiça que o abala, e de pena pelas coisas que nunca mais vão ser porqueo caminho foi mudado, ele foi mudado e nada tem o mesmo significado de antes. Tudopassa a ser importante, ou ínfimo, e o que é viver entre estes dois extremos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com o tempo, imaginei o talvez mais intensodos medos, o medo de morrer! O que é isso, me pergunto, atônita... Eu não sei! Jáquase fora de mim tento conceber uma coisa que não pode ser pensada, que meaterroriza loucamente pois não compreendo, não sei o que vem... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pensando na morte, ouço um som estranho ebaixo, grave e ritmado, e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;crio a imagem de que estou em uma ante-sala,pequena, abafada, escura, cheia de desenhos em relevo nas paredes. Eu esperoque uma porta seja aberta... E o que existe atrás desta porta? Tudo o que eutemia, tudo o que eu nem ousava entender e dava a isso simplesmente o nome de onada! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A minha porta diz nada porque não sei o queexiste e não quero consolos fáceis de que os braços queridos de minha mãe iriamlá me esperar.&amp;nbsp; Não posso imaginar nadaalém de um terror que me cega e que me faz sentir calafrios e tremer sem fim,como se estivesse hipotérmica, mas faz calor, e eu suo, porém sinto tanto frio,tanta aversão a este momento, sei que devo passar e não quero estar ali!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E assim desabo, perco toda a compostura,toda a capacidade de ser forte e de ser diferente. E as lágrimas sãoinevitáveis pois estou vivendo este medo agora, enceno o que jamais possocompreender, mas que ainda assim eu sinto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tentei com isso absorver um pouco do quepenso que ele sente, que chamo de dor, tento capturar as suas imagens secretas,mas sei que não posso, que isso é somente seu. Os meus desenhos sãosuperficiais, pois realmente, como concluí, eu não sei o que é medo. E quiseraeu poder saber, se isso fosse algo que pudesse servir a ele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que será que ele pensa quando se deita?Será que chora? Ou chorar é tão pouco? Chorar é tão pouco.... Me contaram que estechoro é um minúsculo sopro de ar vazando de uma esfera grande do tamanho daTerra. O choro não é nada. O que é um lamento, um gemido, perto de todos osgritos do que pode ser imaginado como um inferno? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Disso eu não sei! Mas repito, sinto uma compulsãoenorme de saber, não sei por que, não sei como, mas queria, faço muita forçapensando que este desejo meu seria a chave para tirar dele um pouco deste medoque sente.... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sigo imaginando, e sinto tanta tensão, umaonda estranha e incomoda cresce e eu choro mais ainda, acho que choro como elechorou, mas concedo que o choro é irrelevante, já disse, ele não serve de nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Fraca,&amp;nbsp;penso que talvez ele já nem chore mais, deve se sentir cansado e umapena o invade, pena por tantas coisas e por saber que muitas delas escapam atéo mundo dos possíveis. Ele deve viver agora assim, ressentindo a incapacidadede pensar em amanhã, exceto por aquele amanhã mais horrível, mais detestável eestranho, o definitivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esgotada e perplexa, me calei. Não quis queele soubesse o que andava pensando. Acho que ele diria que seus terrenos não sãopara mim, ainda. Ele me pediria que não o ofendesse pensando na morte. &amp;nbsp;Humildemente eu concordo.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-374304491943357727?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/374304491943357727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/medo.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/374304491943357727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/374304491943357727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/medo.html' title='Medo'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1717730600237995106</id><published>2011-09-23T22:48:00.000+02:00</published><updated>2011-09-23T22:53:32.237+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versinhos'/><title type='text'>Entropica</title><content type='html'>Pode me chamar de entropia&lt;br /&gt;Aprendi na aula inaugural&lt;br /&gt;Pedi que me dessem palavras&lt;br /&gt;Mas vieram com ohm, lambda e tau&lt;br /&gt;Confirmaram também, que eu e você&lt;br /&gt;Sem querer, seremos sempre apenas caos&lt;br /&gt;Eu sorri, mais nova, maximamente em desordem&lt;br /&gt;E acariciei meus quereres de temperatura e pressão&lt;br /&gt;E essas insanas ideias, que de tanto masturbar&lt;br /&gt;Não vão jamais se acalmar, neste simples e burro lugar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1717730600237995106?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1717730600237995106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/entropica.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1717730600237995106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1717730600237995106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/entropica.html' title='Entropica'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-8362444322006658672</id><published>2011-09-21T13:54:00.002+02:00</published><updated>2011-09-21T22:20:59.131+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Viver desejando</title><content type='html'>&lt;i&gt;Penso em um e-mail de um amigo querido, contando a sua historia como ela é hoje. Publicação expressamente autorizada!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;  &lt;o:AllowPNG/&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:TrackMoves/&gt;  &lt;w:TrackFormatting/&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;  &lt;w:LidThemeOther&gt;EN-US&lt;/w:LidThemeOther&gt;  &lt;w:LidThemeAsian&gt;JA&lt;/w:LidThemeAsian&gt;  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt; 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Pois teconto.... Antes saiba que meu momento é muito difícil: vivo à sombra de umdesejo que me acompanha em tudo o que eu faço. Estou obcecado...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O meu desejo é esta mulher, que tem um nomelindo e dez anos a menos do que eu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olha que não sou velho, mas também não soumais um simples garoto. Posso dizer que sou adulto. Ela, mais ainda. Realmenteuma mulher madura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você a conheceu, mas não acho que se lembredela. Convivemos alguns anos, mas faz tempo que não a vejo. O contato tem sidosó virtual (ayo technology...). Nós conversamos sobre tudo, direto. Cheguei acontar a minha vida inteira para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela gosta de pensar que é diferente dasoutras. Acho que tem razão em algumas coisas. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Imagino que seja mesmo diferente das amigas, ecom certeza da família. Uma coisa particular nela é a curiosidade. É muitocentrada também. Namorou pouco, casou cedo, estudou muito. Tão diferente dagente Xavi, que de centrado só tem a aparência e às vezes algumas atitudes – ládentro é uma zona, não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas ainda assim temos em comum osuficiente: coisas implícitas e que se encontram através de uma corrente invisível.Juro para você que eu acredito nisso com ela. Corrente invisível, já viu isso?Existe. Fora que, para mim, ela é linda, e eu a quero! Não é gostosa, é meiomagrinha, cabelo de índia, os dentes certinhos, uma boca... Está lembrando quemé?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na última vez que a vi pessoalmente nósfomos em um bar qualquer. Eu estava feliz porque ela aceitou me encontrar, eficamos andando pela rua, entrando em um bar, depois outro, até achar um lugar.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que aconteceu foi o que eu menos queria, ode sempre, conversa e umas provocações mútuas e bestas. Até consegui dar unsbeijinhos na boca dela. Ela adora falar da história do Brasil, defende a visãodo explorado e não do conquistador. Para sacanear eu falo que sem o colonizadorela ainda iria estar na selva bebendo aguardente de mandioca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um dia, eu achei que ela estava pronta, ouseja, preparada para ficar comigo, porque alguma coisa tinha mudado no jeitodela. Ou, vai ver, era apenas a minha imaginação... Só sei que pensei muitonisso por um período que foi intenso. E ainda penso o tempo todo, mas não estouvendo como.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E me ferrei direitinho. A impressão de queela estava pronta foi só consequência da minha própria impaciência. Eu já nãoaguento mais conviver com essa mulher sem explorar outras possibilidades, digo,transar com ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Amizade é legal quando a mulher não teatrai. Mudou este fator, o produto deveria ser outro. Fora que estou cansado dechegar em casa e ir tomar banho “pensando” nela. Ou então adormecer tendo como últimopensamento um filme pornô com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu já estou enjoado de viver com essavontade que me acompanha em tudo. Já tentou conviver com um desejo assim? Ele setorna um hábito, uma ideia fixa, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;umasombra, e você fica meio sem clareza para ver outras opções. Viver assim épesado. Você acaba até achando que é amor (será?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outro dia encontrei com a D., com quem transoàs vezes, e fomos para um drive-in (tá foda!). Foi ótimo, ela estava muitogostosa, mas não consegui por um minuto deixar de pensar na minha obsessão.Depois faço e vejo coisas, e penso como seria se ela estivesse comigo, se iagostar, imagino o que ela iria dizer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas não vou ficar chorando por aí, não. Avida continua e ando trabalhando demais, cansado, com muita coisa acontecendo.E como já dizem o mar está cheio de peixe, e uma hora a obsessão acaba – paradar lugar talvez a outra, ou simplesmente por ter se consumido, ou até mesmo consumado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que você acha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-8362444322006658672?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/8362444322006658672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/viver-desejando_21.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8362444322006658672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/8362444322006658672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/viver-desejando_21.html' title='Viver desejando'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-2887007079294198554</id><published>2011-09-20T10:06:00.003+02:00</published><updated>2011-09-20T10:20:48.072+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando mal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descrição'/><title type='text'>Um pequeno homem - Descrição</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vejo-o dentro de seu apartamento modesto,sentado na pequena sala de jantar que tomava o lugar do antigo quarto dosfilhos. Mal vestido, com apenas uma regata e uma bermuda, ele transpira. Fazmuito calor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quando o conheci, tive a impressão de queera um homem simples, bom e caloroso, apesar de um pouco excessivo nas suasdemonstrações de carinho ao me ver. Eu detestei seus beijos que machucaram meurosto e seu cheiro de velho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tinha o orgulho das pessoas que esperam umreconhecimento da vida, que nunca vem. Seus esforços foram enormes considerandoo que era capaz. Mas para o mundo tudo o que fez foi insignificante. Mesmoassim não era um homem humilde, apesar de que esta virtude lhe cairia bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ele me contou que gostava de ler.Principalmente romances policiais de autores americanos. E me disse também quetinha o poder de curar com as mãos, através do calor e de algo que ele chamouespiritualidade. Jogava dominó com os amigos nas tardes ociosas e falavam demulheres e do passado. A política não compreendia, e só repetia as opiniõesmassificadas e conservadoras da televisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Orgulhava-se muito da profissão, desenhistade uma companhia ferroviária. Não entendi bem que desenhos ele fazia. Seu amigobrincava que ele jamais havia trabalhado na vida, e ele consentia entrelisonjeado e incomodado. Certamente não foi muito bem sucedido, pois seuaposentou em uma posição bastante subalterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Neste dia de calor dentro do apartamento,ele adquiriu para mim uma estatura que não era a sua. Suando, comendo, econtando a história da sua vida, mostrou todo o apreço que tinha por si mesmo. Eume interessei pela maneira como ele contou a sua juventude, de como seus olhoseram azuis e lindos, de que caiu doente de fadiga de tanto trabalhar e trazermulheres para o seu apartamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Durante a conversa, ele olhava para amulher com desprezo. Ela se levantava e o servia tristemente, quase que commedo. Depois tirava o seu prato sujo e trazia o próximo. Ele comia e falava semparar, e ela servia. Mais vinho e água, depois a salada. Enfim o café e osdoces. Se referiu a ela como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;essa aqui&lt;/i&gt;,e exagerou nos detalhes das suas conquistas da juventude. Disse que nunca tinhafeito tanto sexo, e quando casou esqueceu o que era isso. Enquanto o marido falava, amulher abaixava a cabeça e mastigava a comida já seca em sua boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O vilarejo onde nasceu e cresceu foicompletamente destruído. Um dia, resolveram usar como reservatório de água umantigo prédio que ficava no alto de um morro. O prédio cedeu, a águainfiltrou-se pelo subsolo e numa madrugada varreu todas as casas que ficavam nacolina. Algumas pessoas morreram, todas tiveram que ser abrigadas em outraparte. De sua vila restou apenas uma foto fantasmagórica na parede do quarto eo nome que ele insistia em acrescentar ao seu, de forma aristocrática. E umagrande marca em sua memória: o linchamento do responsável pela água. Eleparticipou – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mas não me orgulho disso.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os filhos eram uma decepção para ele. Omais novo era um mentiroso contumaz, que não assumia seu filho e agora tinhacasado com uma anoréxica que desprezava a criança mais que o pai. O mais velhotinha um emprego similar ao seu, duas filhas adolescentes obesas e uma mulherque trabalhava como cabeleireira e tinha de cabelos enormes e anéis em todos osdedos das mãos. Ele disse que a sua decepção era culpa da mulher, que não soubeeducá-los. Ele havia feito a parte dele: provia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dentro do seu mundo, com seus modos segurose insistentes, ele exercia a autoridade que era prerrogativa dos outros sobreele. Eu quis entender por que alguns homens tem esta necessidade. Sempre precisamter alguém mais embaixo para revidar as humilhações que sofrem da vida. Emgeral, esta figura é a própria mulher. E esta, estranhamente, era muito doce efraca para colocar este pequeno homem em seu lugar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-2887007079294198554?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/2887007079294198554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/um-pequeno-homem-descricao.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2887007079294198554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/2887007079294198554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/um-pequeno-homem-descricao.html' title='Um pequeno homem - Descrição'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4437104734720471339</id><published>2011-09-15T16:25:00.002+02:00</published><updated>2011-09-15T23:28:00.365+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Como curar um coração partido</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nas últimas horas você chorou muito. Tanto, que seus olhos estão inchados e vermelhos. Você sente uma fraqueza na voz, um cansaço absurdo. Você acha que sua espinha vai quebrar se você se dobrar mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Depois você vai dormir, se sentindo minúsculo. Deita na sua cama, e cobre a cabeça com a colcha. Você gastou tanta energia chorando, que consegue adormecer, e rápido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você sonha algumas coisas confusas, de que não se lembra bem. E no horário habitual seu despertador toca. Você começa ouvir o som da harpa à distancia, até que mais próxima, e toma consciência de que está acordado, porém ainda não abriu os olhos. Bate no despertador para ele parar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você então se lembra que está na sua cama. Se sente leve por poucos segundos, até que uma mão invisível enorme e pesada comprime o seu peito. Seu coração parece que de tão denso vai sair pelas suas costas. Você se lembra de algo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Abre os olhos, e a sensação de leveza que o esquecimento lhe deu é apenas uma memória de instantes atrás. O filme começa a rodar na sua cabeça. Você vê o motivo, recorda a palavra tão evitada: MOR-TE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você compreende que quem se foi nunca mais vai voltar. Você sabe que poderão ter diversos diálogos imaginários. Ou melhor, monólogos. Lembra que a graça toda estava em ter alguma resposta. E em tocar, também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você se levanta, vai até o banheiro, vê seus olhos inchados no espelho. Senta no chão, e começa a chorar. Chora tanto, chora até ficar seco e vazio. Você se levanta e sabe que tem que continuar, mesmo sem querer. Aí você tem um dia como outro qualquer - a única diferença é você e este oco por dentro, este túnel por onde passa uma corrente fria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você volta para casa, tem tão pouca fome. Você se lembra mais um pouco. Você chora mais uma vez. Você dorme, você acorda leve, a leveza dura três segundos entre o despertar e a consciência, e a&lt;/span&gt;í&amp;nbsp;você tem um coração denso de novo. Tudo se repete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Seus dias se passam anônimos e cinzentos. Você adquire algumas manias. Você resolve ouvir certas musicas, que te fazem chorar. Você acha &lt;i&gt;nothing compares to you&lt;/i&gt; a poesia mais triste e linda que já existiu. Você se emociona à toa. Você é indulgente, vai ficando blasé e vive fumando. Só pensa em idéias íntimas. &amp;nbsp;Come apenas coisas brancas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Você existe assim por algum tempo, talvez semanas, talvez meses. Não percebe as mudanças na janela, não sabe o que está acontecendo fora do seu quarto.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Até que um dia, você se cansa. Seu cansaço é maior do que aquele de depois do choro. Você está esgotado e enjoado de si mesmo. Você se acha envelhecido e chato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E você toma uma decisão, talvez a maior que já tenha tomado: você decide parar. Parar de pensar, parar de chorar. Você decide voltar. Você ainda não morreu e essa morte não é a sua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E você cumpre a sua decisão. Você não pensa mais em quem se foi, e quando os pensamentos querem brincar, você diz não. E você consegue não pensar. E a lembrança se apresenta toda vez, já um pouco tímida, mas você não a tolera. E neste dia você conseguiu curar seu coração partido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mas a vida então será um deserto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4437104734720471339?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4437104734720471339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/como-curar-um-coracao-partido.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4437104734720471339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4437104734720471339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/como-curar-um-coracao-partido.html' title='Como curar um coração partido'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-1153785897490047328</id><published>2011-09-14T12:07:00.002+02:00</published><updated>2011-09-21T14:34:00.939+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Uma senhora apropriada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Navegando os corredores do supermercado, asenhora procurava diversos itens que havia esquecido na compra grande: sacos delixo, um pacote de bolinhas de algodão, alface. Pegou tudo e estava dirigindo-se aocaixa, quando os chocolates lhe chamaram a atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As prateleiras estavam cheias de novidades.Olhou para todos os chocolates, procurando um sabor difícil de achar. Nãoencontrou. Migrou então para a sessão de doces e confeitos, procurando umasbalas que só vendiam ali. Viu as balas de longe, e foi pega-las, mas sem querer seu olhar sedesviou para a prateleira de revistas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O supermercado tinha uma coleção limitadade títulos, com algumas coisas em alemão, outras em francês e algumas na língualocal. Nenhuma delas realmente a agradou. Lembrou-se também que já tinha muitoo que ler em casa, e contentou-se em ler as manchetes e as fofocas dascelebridades que nem conhecia e que tinham todas a mesma cara. Olhou tudo, atéque chegou à prateleira mais alta. Ali estavam as revistas pornográficas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Eram revistas&lt;i&gt; hard-core&lt;/i&gt; explícitas. Ela achou interessante a quantidade de opções. Uma delas tinha seiosenormes na capa. Uma outra tinha duas mulheres, de nádegas nuas, se beijandocom cara de sono. E uma terceira, extremamente informativa, mostrava um casal trepandoem posição nada anatômica, enquanto pequenos quadrados detalhavam com close-upso tamanho do &lt;i&gt;instrumento&lt;/i&gt; do rapaz e o perfeito encaixe entre ele e a mocinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A senhora fixou o olhar na revista e abriua boca, espantada. Incrédula, pensou como aquilo podia estar ali? Imaginava-se uma pessoa sem preconceitos,mas gostava de ver as coisas certas nos lugares certos. Não queria se lembrarde emoções vagas e esquecidas, assim, de surpresa, enquanto comprava seus sacosde lixo. Além do que, não via imagens deste tipo desde 1989, quando criou umcerto interesse pelo tema e o perdeu rapidamente após se relacionar com alguémque definiu como de extremo mau gosto. Não estava mais habituada ao nu e aocru.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Resolveu reclamar. Onde já se viu isso, mostrar material censurável assim, no supermercado de bairro, ao ladoda sessão de doces, lugar preferido das crianças? Decidida e meio revoltada, foi embusca de ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Encontrou uma garota vesga organizando aslatas de molho de tomate. Disse para ela:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Gostaria de fazer uma reclamação!&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pois não, senhora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; – respondeu afuncionária.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Faça o favor de me acompanhar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Dirigiu-se às revistas, com a garota atrásdela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Veja bem isso, moça! Vocês colocam este tipo de revista aqui, bem nasessão de doces&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; – inicia formalmente. - &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Vocês acham que está certo colocar issoaqui? Não acha que é um pouco desagradável, para dizer o mínimo?&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A moça olha na direção apontada erapidamente desvia o olhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sim senhora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; - responde - &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vou informar o responsável!&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Aturdida, a senhora agradeceu. Olhou de novo, fez que não com a cabeça diversasvezes. Resolveu ir embora. Mas lembrou de novo das balas e voltou a procura-las,sem conseguir enxergar direito. Sentia o rosto vermelho, queimando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Que vexame!, gritou por dentro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em alguns segundos chegou o gerente dosupermercado, procurando pela senhora que havia reclamado. Sentindo-se humilhada, quis morrer de vergonha. Já reclamou, agora chega! O rubor se intensificou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Senhora, soube que houve uma reclamação, em que posso ajuda-la?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;- &amp;nbsp; &amp;nbsp;...&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;- &amp;nbsp; &amp;nbsp;...?&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Bom... como disse para sua colega, vocês colocam este tipo de materialaqui e acho que isso está completamente errado... &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;–responde ela após hesitar, e aponta para a prateleira infame.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 35.45pt; mso-add-space: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O homem também olha para a revista e nãoconsegue deixar de sorrir. Tenta falar mas gagueja, quer dar risada.Educadamente, desvia o olhar da prateleira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entendo senhora, mas não posso fazer nada agora, nós precisamosvender estas revistas...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que? Vocês tem que vender as revistas?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É, temos que vender...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vocês deveriam pensar sobre isso, eu venho aqui com meus filhos! Ese eles virem uma coisa destas?&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entendo senhora – &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;e acrescenta em vozmais baixa:&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; - Mas a senhora não teminternet em casa? Aposto que eles já viram coisa pior!&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O que?!&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Veja bem, senhora, nós aqui cumprimos ordens. A direção definiu oque temos que vender, e temos que vender! Mas se quiser a senhora pode deixaruma reclamação formal, com seu nome e telefone, e assim alguém da central podeentrar em contato.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vou pensar nisso. Mas quem deve pensar são vocês, &amp;nbsp;sobre esse tipo de coisa! Vou deixar areclamação outro dia, agora estou com pressa.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sim, senhora.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas não está certo uma coisa destas, esta ouvindo? Não está certo.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Claro, senhora &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;– diz ele, sarcástico.&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ela deu as costas para o gerente e caminhou atéo caixa. Pagou seus quatro itens e saiu do supermercado o mais rápido possível.Sentiu-se muito envergonhada, uma moralista! Mas de uma coisa tinha orgulho, deter reagido contra algo que não julgava certo. Passaram dos limites!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Andando pela rua, a senhora ligou para omarido, contando o que aconteceu. Ele ouviu a história, e riu. Não deu razão aela. Mas não a contradisse. E respondeu que ele mesmo iria resolver isso: vou lá evou comprar todas as revistas e depois queimar tudo quando chegar em casa. Tá bom assim?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ela se acalmou, ainda sentindo-se uma idiota. Nuncaimaginou-se capaz disso. Agora só faltava entrar para a liga das senhorascatólicas e falar mal de mulher. Mesmo assim,decidiu nunca mais voltar àquele supermercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;(&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sim, eu fui capaz&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-1153785897490047328?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/1153785897490047328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/normal-0-false-false-false-en-us-ja-x.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1153785897490047328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/1153785897490047328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/normal-0-false-false-false-en-us-ja-x.html' title='Uma senhora apropriada'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-3749800853979134614</id><published>2011-09-13T15:11:00.004+02:00</published><updated>2011-10-06T14:20:47.397+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A punição</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cometi um crime considerado absurdo. Um crime nunca antes visto, e a cidade inteira decidiu que eumerecia a pior punição, a mais desvairada de todas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Segundo eles, o que eu fiz tornou o mundo feio e mais que tudo insuportável. E assim eles decidiram me dar a pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Me condenaram a viver dentro de um cubo devidro por dez anos. Cada aresta da minha jaula transparente tinha três metros.Dentro dele não existia nada, apenas eu, e não havia sequer uma porta de acesso,ou saída. Me alçaram dentro pela tampa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Minha única companhia era um buraco nochão, onde eu deveria fazer as minhas necessidades, à vista de todos. E eufiquei ali dentro dez anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas esse não era o meu castigo, claro quenão. Era muito mais que isso. Os que me condenaram disseram que eu trouxe ohorror para o mundo, e agora com ele teria que viver. O grande requinte era atransparência de minha casa. Através dela eu veria todos estes horrores domundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E me fizeram ver todas estasmonstruosidades, o tempo inteiro, durante o dia, à noite, e até durante meussonhos. &amp;nbsp;Eu, que antes fechava os olhosperante o degradante e o aviltante, agora era obrigada a conviver com eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Me mostraram tudo. A morte, a dor, a mortede fome, a violência gratuita, a brutalidade, a destruição, as doenças, osofrimento, os loucos, a angústia, o terror, o desprezo, a humilhação. A mortepor óleo quente nas vísceras, a convivência com insetos pavorosos. As coresforam todas escuras e sangrentas, verdes como nojentas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Me fizeram comer coisas revoltantes. Carnesazuis, enlameados cheios de cabelos e pedaços de unhas que arranhavam a minhalíngua, frutas apodrecidas, queijos com vermes, o lixo. E eu me aliviei naqueleburaco no chão do cubo, e todos os que passavam riam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu vivi assim por dez anos, em um cubo ondeo belo e o bom e o verdadeiro jamais existiram, pois nem eu era mais verdade,eu via e não entendia e esquecia o que era, era apenas um animal sendoexperimentado por todos que queriam me escarniar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Perguntavam-se o que seria de mim quandosaísse. Discutiam se eu seria capaz de achar beleza no horror, se me tornariaimpassível perante o atroz. Eu nunca questionei, pois não me via capaz defaze-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um dia me soltaram. Eu, que esqueci dabeleza por todo este tempo. Eu, que não sofri na pele qualquer tipo deamolação, mas que vi e ouvi com meus olhos e ouvidos todas as piores dores ehorrores do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E me senti incapaz de viver. Me sentiincapaz de reconhecer um mundo que seria diferente daquele que vi, pois se nãoestava mais presa sabia que algo teria que ter mudado e que os horrores que setornaram minha vida teriam que se acabar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas não consegui ver mais nada além do quejá tinha visto. E por causa disso, e por ter uma muito tênue memória de ummundo diferente, que parecia um pequeno truque de ilusão da minha mente, decidimorrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A pena, como concluíram depois, eraadequada.&amp;nbsp; Confirmava a sua premissa. Sealguém fosse capaz de tornar o mundo tão feio, teria que se conformar em viver– e morrer – dentro daquele sonho terrível que criou.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-3749800853979134614?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/3749800853979134614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/punicao.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3749800853979134614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/3749800853979134614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/punicao.html' title='A punição'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6553202543498780226.post-4978178674018814051</id><published>2011-09-09T12:00:00.001+02:00</published><updated>2011-09-09T12:09:33.610+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='realizacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tatuagem'/><title type='text'>Crise da meia idade</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Há 20 anos, fazer tatuagem era umacoisa. Geralmente começava-se cedo, antes dos 18, e era vontade de transgredir,desafiar os pais, enquanto ao mesmo tempo se firmar como parte de um grupo (denão &lt;i&gt;nerds&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;nbsp;Aspessoas se imprimiam desenhos completamente idiotas, como por exemplos magosMerlin, cavalos marinhos ou tribais que não tinham qualquer significado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Algumas pessoas gostavam e continuavamfazendo tatuagens a vida afora, até decidirem parar ou gravar na pele algo quetivesse alguma simbologia concreta ou pelo menos um pouco mais de bom gosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O tempo foi passando, e tatuagem se tornoualgo completamente massificado. Um monte de gente tem, não importa a profissão,classe social e a idade. A maioria dos desenhos continua completamente idiota,outros bem bregas, mas as pessoas são tão diferentes quanto os seus gostos (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Jesus te ama&lt;/i&gt; é uma frase muitocorrente, e fica especialmente bem tatuada no antebraço do bombadão).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aos 35 no ano passado, minha amiga fez asua primeira tattoo, para esconder a cicatriz de uma cirurgia. Eu, que já haviafeito a minha aos 16 - e que removi com laser dez anos depois – achei a ideiaótima, e fui ate o estúdio com ela. Quem sabe não me animava e fazia umatambém? A ideia já havia me ocorrido, de brincadeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Chegando lá, fiquei admirando os lustres enormese a bancada onde estavam guardados os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;piercings&lt;/i&gt;– peças todas feitas de ferro por um artista incrível de Bruxelas. Fiqueifantasiando decoração, colocar o lustre na minha casa, em vez de me preocupar como desenho da minha amiga, que realmente queria minha opinião e achou a sua &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;joaninha&lt;/i&gt; na internet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Enquanto o cabeludo húngaro ia contornandoo inseto na barriga dela, rapidamente considerei fazer a minha também, masmais rápido ainda achei que isso seria bastante ridículo a esta altura da minhavida, principalmente depois do meu doloroso e caríssimo histórico de 11 sessõesde laser para tirar da minha perna aquele mago com quem eu havia me casado (segundomeu pai, que na época ainda não havia ouvido falar de divórcio).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não sei o que aconteceu no intervalo de umano, mas mudei bastante: estou alucinada para fazer uma nova tatuagem –pequena, com um desenho significativo e de bom gosto, em um lugar secreto, ocompleto contrário da minha primeira – e estou romanticamente visualizando um&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;piercing&lt;/i&gt; na minha orelha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vou voltar para a universidade daqui há alguns dias para só estudar, em vez de ganhar a vida na corporação como sempreimaginei que estaria fazendo na minha avançada idade. E para completar, aindatenho um blog!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ou seja, o impulso que assolou a minhaamiga no ano passado é o mesmo que me energiza agora: uma bela crise da meiaidade, aos 34 anos. Tento imaginar o que vai acontecer quando chegar aosquarenta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A9vCERIAjZA/TmnjsRmTaRI/AAAAAAAAAA4/YUzfo5GuZJU/s1600/Wizard_Tattoo_Design.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-A9vCERIAjZA/TmnjsRmTaRI/AAAAAAAAAA4/YUzfo5GuZJU/s320/Wizard_Tattoo_Design.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aRFcERZgZQo/Tmnjs41vtxI/AAAAAAAAAA8/t-FIW3Wq_lI/s1600/zodiaco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-aRFcERZgZQo/Tmnjs41vtxI/AAAAAAAAAA8/t-FIW3Wq_lI/s320/zodiaco.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-o0w8-f2J-5Y/TmnjtTPlbDI/AAAAAAAAABA/D166h6Bxaa4/s1600/dragao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-o0w8-f2J-5Y/TmnjtTPlbDI/AAAAAAAAABA/D166h6Bxaa4/s1600/dragao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-y7GQ86pMhM8/TmnjtpBM3VI/AAAAAAAAABE/NNcgoeiuBCQ/s1600/cobra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://1.bp.blogspot.com/-y7GQ86pMhM8/TmnjtpBM3VI/AAAAAAAAABE/NNcgoeiuBCQ/s320/cobra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZqEuwSTbqMs/TmnjuaWM_QI/AAAAAAAAABI/HdSvZ6tp7sY/s1600/ouroboros.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZqEuwSTbqMs/TmnjuaWM_QI/AAAAAAAAABI/HdSvZ6tp7sY/s320/ouroboros.jpg" width="264" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6553202543498780226-4978178674018814051?l=daartedefalarmal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/feeds/4978178674018814051/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/crise-da-meia-idade.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4978178674018814051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6553202543498780226/posts/default/4978178674018814051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://daartedefalarmal.blogspot.com/2011/09/crise-da-meia-idade.html' title='Crise da meia idade'/><author><name>X.F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08648405881433381587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-HqcIoYPTO1s/TmSt_JVevxI/AAAAAAAAAAU/6kHPDpZkHTw/s220/afrodite.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A9vCERIAjZA/TmnjsRmTaRI/AAAAAAAAAA4/YUzfo5GuZJU/s72-c/Wizard_Tattoo_Design.jpg' height='72' 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Poderia simplesmente ignorar a cena,agradecer o jantar e perguntar quando iriam se encontrar de novo. Poderia começarpedindo desculpas por ter chorado, e dizer que explicaria tudo quando a visse .Ou poderia esquecer tudo isso, inclusive ela. Começou a pensar que talvezSandra fosse inviável. Ele estava bem do jeito dele, e precisava manter-secalmo. Não sabia. Decidiu rascunhar as ideias: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sandra, desculpa. Obrigada pelo jantar, algo que você não sabe sobremim. Pão com manteiga, muito novo, etc. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Souassim. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ainda quer sair comigo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Demorava-secom as mesmas frases, ensaiava. Mas nervosismo dos dias anteriores haviapassado um pouco, ele relaxou. Pensou mais e depois resolveu usar o tempo paradesenhar alguns objetos que queria construir: uma pequena caixa de marchetaria,uma estante. Acabou ficando muito tarde para ligar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Domingo,acordou angustiado, e de novo pensando em o que fazer com Sandra. A folha depapel com o pequeno texto estava em cima da mesa. Só que ele não se sentiapreciso com aquela mensagem, não mais. Lamentava ter chorado, tinha alguma noçãode que desculpas talvez fossem necessárias, se não por ele mesmo, pela inconveniênciaque Sandra teve preparando o jantar. Mas não queria justificar seu jeito deser. Nunca se desculpara por ser como era, por que agora o faria? Ver-se nestasituação o surpreendia, e era um pouco incômodo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O domingopassou tranquilo, ele cada vez mais confortável com sua decisão de não sedesculpar, entretido em seus desenhos. Resolveu procurá-la no dia seguinte, na farmácia,e diria que as coisas não haviam mudado, gostaria de continuar a vê-la. Sóisso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNorm
